<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299</id><updated>2012-02-16T20:47:59.215-02:00</updated><category term='sociedade'/><category term='abstract'/><category term='devaneios'/><category term='lixo'/><category term='elefantinho'/><category term='Paixão'/><category term='creuza'/><category term='escolha'/><category term='roubo'/><category term='47'/><category term='determinismo'/><category term='cláu'/><category term='genios'/><category term='cheirar cola'/><category term='House'/><category term='rosa'/><category term='palhaço'/><category term='alcool'/><category term='conto'/><category term='incentivos'/><category term='belo'/><category term='Roubo da Rosa'/><category term='moradora de rua'/><category term='alice no pais das maravilhas'/><category term='charles bronson'/><category term='madchester'/><category term='alice'/><category term='beleza'/><category term='boston'/><title type='text'>Magalomanias , Manias e Tiques Nervosos!</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>39</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-454606742093124936</id><published>2010-10-07T19:18:00.000-03:00</published><updated>2010-10-07T19:22:11.130-03:00</updated><title type='text'>Cômodo vazio.</title><content type='html'>“A Primeira foi Elisa e eu nunca esqueci. Fiquei feito bobo, apaixonado, por meses. Dizem que a primeira não se esquece e eu não esqueci, mas não lembro muita coisa. Depois teve a Roberta.  A Angela. E venho a faculdade, a partir dai eu perdi a conta. Então fui trabalhar e toda semana tinha uma. Mas sempre tem aquela.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um homem entra ansioso em casa.  Ele, Médico de trinta e poucos anos, estava chegando do plantão na Zona Sul. Era feriadao no Rio, pagam melhor. É claro, todos os casados querem ficar com a família. Ele vai tirando os sapatos. Um par tira o outro, quase automático. Tem todos seus movimentos calculados para levá-lo em alguns segundos ao completo conforto. A saber,  esparramado no sofá, sem camisa com um prato de comida na mão. Em procissão, foi do banheiro a cozinha, da cozinha a sala e da sala de novo a cozinha, voltando então a sala. Tudo com o controle na mão, incessantemente, mudando os canais. A sala à meia luz piscava refletindo as cores da TV. Solteiro convicto, Antunes estava feliz e até empolgado. Nada de novo, apenas apreciando a boa vida livre. Tinha uma enfermeira nova no hospital de botafogo que era uma graça. Vinte e seis anos,  bronzeada e o melhor de tudo, era a típica maria-estetoscópio. Marcou um chopp com ela escrevendo algumas sacanagens no prontuario de um paciente que ela acompanhava junto a ele, sairia em algumas horas e provavelmente voltaria já de manhã. Mas ali esticado de frente ao aparelho luminoso parecia ter desligado-se de qualquer pensamento. Sintonizado no completo vazio. A sua saída da rotina também era rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele só se deu conta disso quando a TV subitamente desligou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Eu aqui sentado olhando pra ela e penso em toda aquela baboseira de o tempo parar.  Lembro de como o meu dia foi nada, e de como todos os meus dias tem sido TUDO. Tudo uma grande repetição de nadas. Agora vem ela e estraga toda a fantasia. Descobre a minha mediocridade, com um olhar. Eu permaneço forte, nada me abala. E o tempo para, a meu contragosto. ”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Frustrado na tentativa de religá-la, o homem se sente inquieto. A imposição de ficar sozinho naquele apartamento parecia perturbadora. À sua própria companhia, ele prefere um uísque. O amora era elaborado e a coloração perfeita, 18 anos de repouso. Ainda assim toda a paciência da fermentação se traduzia em rápidos tragos, secos e necessitados. Quase inconscientemente, ele foi atraído a varanda. Levando o copo e a garrafa. Fumava raramente, mas também levou consigo um maço que guardava para emergências, caso alguém morresse ou alguma convidada fizesse questão daquele cigarrinho pós noite. Encostou-se no parapeito junto ao seu kit.  A samambaia seca, o banquinho empenado pela maresia e alguns ornamentos de nova era empoeirados marcavam o desuso da varanda. Um comodo esquecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu tinha me esquecido. As vezes a vida toma outros ventos. Segue um caminho de encontro a foz de sí mesma, e nadar contra corrente é negar a sí, e isso não é da minha pessoa. Pra mim, é difícil lembrar dela. Desde sei lá quando. Não foi de repente, foi aos poucos, foi nessa varanda. Foi vendo meu passado passar. Era como se a juventude também passasse. Foi ai! E então eu descobri, era ELA.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Depois de algumas puxadas no cigarro que ele viu. Era a praia de Ipanema em fim-de-por-do-sol carioca e os seus olhos já estavam hipnotizados. Aquela varanda, desejo de muita gente, ele  ignorava a sua existência. Mais de ano que ele não abria aquela cortina. Por um segundo se sentiu dono de tudo aquilo. As cores no céu desfilavam uma paleta única. O contraste do tímido raio de sol com os postes de iluminação da praia davam um tom aurifico. Dourado bossa, brilhante como novela das oito. Os cariocas saindo do expediente encostavam o carro pelas ruas do bairro e iam parar em quiosques a beira mar. Uns tomam cerveja, outros jogavam futebol. Dava pra ouvir uma roda de samba que elegantemente tocavam a velha guarda . A Praia ignorava a existência dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele viu ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “E esse homem sou eu, e eu nem me reconheço mais. Faz um tempo que ela tinha sido minha namorada. Devia ter meus 26 anos. Achava que a vida era uma grande aventura. Ela era mais velha. Logo fomos morar juntos. Ela levou o piano herdado do avô para o nosso apartamento. Tocava Cool Jazz e Beatles. Também tinha seus momentos mais joplianos. Era uma aventura pra mim e quando eu me cansei eu fui buscar outra. Eu nem parei pra pensar. Não pensei como eu gostaria daqueles cabelos castanhos descoloridos pelo sol. Do sorriso largo e da gargalhada horrorosa que ela tinha. Ela se vestia sem drama, usava camisetas velhas. Gostava de todas as cores, mas se queria me impressionar usava vermelho. E se queria me impressionar muito usava preto. Sabia quando eu queria falar algo. Queria mudar o mundo, mas tinha preguiça.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele passa os olhos e encontra um rosto conhecido. Ela ainda conservava aquilo. Um brilho, um toque. Parada no semáforo parecia estar ali esperando alguém. Ele? . E como num antigo clichê ela o encara nos olhos. Acena para ele. Ele imaginou que ela acenava para ele. Então ele vai na direção dela. E a abraça. Mas ele não é ele. Aquele é o marido dela. Forte ele se vira de costas para a praia. De fora ele vê um violão próximo ao sofá, ele o busca e se senta no banquinho. Dedilha algumas notas. Contrariado volta-se novamente para a praia, esperando intimamente encontrar ela. Ela não esta mais lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone celular toca. Ele olha o número – Era ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não sei porque, mas por um segundo eu exitei em atender. O aparelho parou de tocar e eu ainda olhava para ele. Ela tinha me visto, ela tinha um carinho por mim. Mas não se pode mudar o passado. Eu errei e o sonho já estava borrado. Mesmo eu querendo falar com ela, não teria coragem. Não queria que ela me visse assim. Bitolado. Não tinha mais aquela vida. Aos 26 queria viajar e montar uma banda, queria viver a vida e queria usar a vida como uma droga. Gastá-la. Desperdiçá-la. Pensava que assim era que se vivia. Hoje eu comparo qual é o melhor seguro-previdência .Melhor pensar que o grande amor foi apenas uma ligação perdida.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem fica um tempo olhando para o celular. Uma nova ligação aparece no visor. Era a enfermeira. Falou algumas palavras no celular. “Já to chegando” ou algo assim. Ele estava atrasado. Colocou uma roupa e quando estava para sair reparou que a TV já estava funcionando há muito tempo. Ele desligou a TV e saiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-454606742093124936?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/454606742093124936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2010/10/comodo-vazio.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/454606742093124936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/454606742093124936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2010/10/comodo-vazio.html' title='Cômodo vazio.'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-729142840788591889</id><published>2010-05-31T23:22:00.003-03:00</published><updated>2010-05-31T23:32:14.840-03:00</updated><title type='text'>Sobre Gatos e Ratos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Festa de criança. Aquelas pestes corriam eufóricas, sem rumo. Corriam por correr. Corriam em círculos, corriam do palhaço, corriam atrás do palhaço. corriam para lá e para cá. Uma menina sobe as escadas correndo. Ela corre diferente, determinada. Será que ainda esta lá? Lembrou se da última vez que viu aquela cartola. Era preta, dura, muito bonita. Quando seu pai a mostrou não disse porque a tinha e nem porque a guardava num canto empoeirado, junto a quinquilharias e tranqueiras. Uma cartola tão bonita não deveria ficar largada ao tempo, esquecida. Ela subia os degraus com passos rápidos, num toque-toque incansável. Pulou na escada capenga que levava ao sótão.  Em um rangido, abriu a portinhola.  Parou por um segundo. Teve um pouco de receio, era um sótão escuro e hostil à primeira vista. Que monstros poderiam morar ali? Lúcia nunca esteve sozinha naquela parte da casa. Mas a menina era de uma curiosidade. Juntou fôlego, prendeu a respiração e entrou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;A iluminação é fraca, vinda da pequena clarabóia. Na penumbra tomavam forma seres de outro mundo. Dinossauros, marcianos e cientistas malucos. Lúcia tentava se concentrar. Com 10 anos não se deve ficar como medo dessas bobeiras, pelo menos era o que seu pai falava. E também já fazia alguns meses que não dormia mais de luz acesa. Desviando, só por precaução, daquelas sombras perigosas, ela se aproxima se esgueirando pelas partes iluminadas do sótão até uma estante. A cartola estava ali. A menina pega o chapéu com uma vontade de possuir aquele mistério. Era sua festa de aniversário, e sua mãe havia contratado um mágico. Lúcia que sempre quis ter um coelho ficou espantada quando viu que dentro da cartola do mágico tinha um coelho. Foi por isso que saiu correndo, ansiosa para entrar no sótão o melhor presente que poderia receber de aniversário. E agora como não um coelho ali? Achou aquilo uma injustiça. Tentou tirar a poeira. Tentou balançar aquela velha cartola de seu pai, imaginando que cairia algo de dentro. Nada. Virou dando tapas no tampo e se algum bendito coelho se agarrando lá dentro, de certo se soutaria. e Nadica de nada. Ou aquele bicho era forte, ou alguma coisa estava errada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Lúcia pensava demais e quando se pensa tanto assim é como se tivesse uma Lúcia dentro de sua própria cabeça. Parecia que ela era duas Lúcias, uma no sótão e outra dentro da cachola. Estava naquele pequenino sótão, inconformada com aquele grande mistério. Lúcia pensava tanto e as vezes de tanto pensar pensava que respirava e tinha de respirar até que esquece-se que pensava respirar e voltasse a respirar sem pensar.  e pensava “Onde estaria o coelho?”. É certo que nas cartolas vivem coelhos, pois acabará de ver um agorinha mesmo. Achou um local limpo para se sentar, perdida em seus pensamentos. Coçava a cabeça tentando tirar dali uma solução. Que sentido teria o sumiço do coelho? E talvez, melhor seria perguntar, qual a razão de se viver dentro de uma cartola?  Olhava ao redor, imaginando que talvez o coelho estivesse escondido por ali. O sótão parecia maior e mesmo assim nenhum sinal de leporídeo. Foi quando Lúcia ouviu alguem resmungar:   &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Você é uma menina ingenua?” Disse uma sombra que vinha em sua direção. Assustada Lúcia não respondeu. Então a sombra continuou:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A senhorita deve ser Lúcia, fazia tempo que queria te encontrar. Não me reconheces?”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  A sombra saiu por detrás de algumas caixas. Era um gato rajado de belos bigodes.  O Bichano veio andando calmamente e parou próximo a Janela. Lambeu uma de suas patas delicadamente e aprumou os bigodes. Esse não era o gato de botas, nem o gato-maluco. Era apenas um gato que vivia no sótão a algum tempo. Lúcia não sabia, mas ela era a sua dona. Aquele gato era a esperteza em pessoa - ou a esperteza da pessoa- . Confiante o bichano sempre dizia a si mesmo "meus bigodes são minha astúcia".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    “Não te conheço, gatinho, mas já que está por aqui, poderia me dizer onde está o coelho?” disse Lúcia ao Gato.  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Vejamos menina. Você parece não saber como as coisas funcionam-- não é mesmo?” E sem esperar que ela respondesse, deu um pulo até a clarabóia e continuou: “E deve estar aprendendo a pensar agora.  Aprenda a viver Lúcia! me diga você! Viu algum coelho por aqui?” Ela abria a boca para responder, quando o gato disse : “Não é claro. Como é que uma cartola fina e dura pode conter um coelho gordo e fofinho?” O gato parou por um instante e ronronou para a menina, apontando para a sombra que a luz da janela fazia sobre o assoalho próximo a Lúcia.  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; Com as patas, o gato fez a sombra de um coelho, e então transformou-a numa sombra parecida com uma cartola. Tal a expressão facial da menina ia se fazendo desiludida, tal o gato ia aumentando seu sorriso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   “Não a nada nesse mundo que seja mágico de verdade. O que á mágica senão uma sombra?”  “Mas eu juro que vi!” disse ela meio sem acreditar naquilo que tinha visto. O gato riu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   Lúcia sentia se uma boboca. Aquela cartola na sua mão era o grande mistério que carregava. Aquele mistério que todos nos carregamos. Era o mistério da existência. Da existência do coelho. E como era pavoroso um coelho sair da daquilo. Era como o Gato tinha dito. Todos os lados e extremidades da cartola eram finos e um coelho é gordinho. A boba tentou colocar a mão no fundo achando que encontraria as orelhas de um coelhinho branco fofinho. Tentou fazer isso de olhos fechado. Quem sabe a mágica só acontece quando não se vê. Se você tenta descobrir o segredo, o coelho, que é um bichinho arisco, não sai da cartola. Lúcia fingia fechar olhos. Pelos vãos dos seus pequenos dedos procurava um coelho. Queria se apoderar do desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;   &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma desilusão pousou sobre Lúcia. É tudo são sombras, são projeções luminosas. Ela ficou em silêncio angustiada com o que o Gato lhe ensinará, sentia uma estranha “sozinhez”. Parecia que   aquele sótão estava lentamente crescendo e ela parecia menor.      Foi quando um ratinho passou rápido por entre as pernas da menina e escalou a estante de modo a ficar novamente escondido. O Gato quando viu aquilo tentou agarrar-lo. Lúcia no reflexo segurou o gato pelo rabo. O ratinho espiou desconfiado, ainda duvidando que estava vivo.  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; “Graças! Graças a você Lúcia. Salvaste minha vida.” com as patinhas tocava em seu próprio corpo. Tinha que sentir a sua pele para assegurar que realmente estava vivo. o roedor pulava de felicidade!    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Sr. Rato, me diga porque se arriscou tanto passando perto de um gato se sabia que gatos adoram comer ratos!?” disse Lúcia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;   &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“ Ouça menina, eu acreditava que você me salvaria. E de tanto acreditar, você me salvou, não?”  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Ora Sr. Rato, não entendo. Como se arrisca assim, sem mais nem menos. E se eu estivesse distraída, você decerto estaria da barriga desse Gato, que é uma esperteza só.”  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   “Lúcia, nos ratos somos assim. Somos meio cegos, e as vezes nos metemos em confusão. Mas eu posso dizer que ainda assim enxergo muito mais que esse Gato. A esperteza desse Gato é muito pior que minha paixão.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;   &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Explique-se Sr. Rato.” Disse a menina encucada com esse papo maluco do rato. Como pode ser meio cegueta e enxergar?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   “Ouça. Quem disse que só se vê com os olhos. Ver não é tudo, Lúcia. Olhe para essa cartola. Ela parece vazia. E se você só olhar com os olhos nunca verá um coelho. Já se você fechar os olhos. Então poderão sair quantos coelhos quiseres dessa cartola. E se não sairés nenhum coelho, ainda poderá abrir os olhos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   “Não de ouvidos a esses ratos, Lúcia, como dezenas deles por dia. Todos malucos. Sempre têm a fé que algo os salvará.” Disse o gato se colocando de pé. “Vêem o que não existe. Dizem que a vida é paixão.” O gato volto novamente a clarabóia e fitou os olhos de Lúcia, parecia lhe chamar a consciência : “Lúcia, se o Coelho não está dentro da cartola, há pelo menos um Coelho, que um dia saiu de uma cartola, uma Cartola que existe antes de poder ser habitada por coelhos, e que este Coelho é o mistério da existência ou, como diz o Rato, da paixão humana. Que significa então que o Coelho só exite se existirem cartolas? Significa que o Coelho primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois entra na cartola. O Coelho, tal como o concebe o Sr. rato, não é existível, é porque primeiramente é nada, e nem se pode vê-lo. E assim a senhorita nunca achará um Coelho. Quer por bem você deseje acreditar nesse Rato maluco, quer por mal prefira ter a consciência mais elevada como a minha. Seria muita presunção ratiana dizer “o Coelho não existe”. Você é estupida e burra.”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt; “Mas Gato! O  Rato disse que eu preciso apenas acreditar. E com você falando assim eu nunca conseguirei acreditar.” A menina se sentiu ofendida pelo gato. Mas só estava com cara de choro porque perdia as esperanças de encontrar o grande mistério do Coelho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   “Lúcia” Disse o rato  “Não se importe com isso, acreditando ou não, somos todos marionetes. Seja apenas feliz, e continue procurando os coelhos” Lúcia fez uma careta.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;   &lt;blockquote&gt;Somos todos marionetes? Como assim? Que sentido teria então a mágica do mágico se somos todos bonecos do mesmo circo?  &lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   Foi quando subitamente a menina sentiu que havia cordinhas presas pelo seu corpo. E toda aquela maluquice acontecia dentro de um teatro de marionetes.  Indignada ela tentava ver os manipuladores. De um lado tinha um homem bom. Ela sentia isso, ele tinha um sorriso bonito e parecia lhe querer fazer bem, ainda que usasse cordinhas para lhe manipular. Do outro estava um homem mal, tinha uma testa enrugada de tanto franzir-la. Ranzinza aquele homem a tentava manipula-la para vê-la triste. Mas tinha algo estranho. as cordas que saiam da mão do homem Bom vinham do arrogante do Gato. E as cordas do simpático Sr. Rato  eram controladas pelo homem Mal. Lúcia viu também que os dois a controlavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   O sótão estava enorme, e ela se sentia minuscula - do tamanho de uma boneca de cordas- e quanto mais ela pensava mais as paredes do sótão iam se expandindo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   "Ei vocês dois ai em cima! Me digam como o Coelho sai da cartola, se é que existe coelho e cartolas? " Gritou a menina.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;   O homem bom fingiu não ouvir.   &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem mal olhou para ela e sorriu:    “Se quiser que eu lhe tire um coelho da cartola, eu lhe tirarei. Mas o segredo eu nunca lhe contarei!”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; Lúcia! Lúcia! Lúcia!  Então ouvindo que alguem a chamava parou, por um segundo, de pensar. Sua mãe lhe chamava á porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;   "Lúcia! venha ver o presente que sua tia-avó lhe trouxe"&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi que ela se lembrou que aquilo era sua festa de aniversário e que sua mãe contratará também um teatrinho de marionetes. E ela estava ali sentada de perninha de índio assistindo ao espetáculo.  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;   &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tudo aquilo não passava de uma história, e o grande mistério não passava uma história. As vezes os gatos que são a esperteza, a racionalidade, aparecem nas nossas histórias. E os ratos que são pura fé e maluquice também vivem querendo fazer algo doido nas nossas histórias. E de vez em quando também pode se ouvir um homem Bom dizendo “Não faça isso da sua vida” e um homem Mal dizendo “Faça tudo que quiser da vida, e queria tudo que não puder querer”.  Mas no fim tudo não passa de uma historinha dentro da caixola do nosso sótão. E a vida é um espetáculo que nos encenamos para nos mesmos assistirmos. É bom que nunca deixemos os gatos comerem os ratos. Pelo menos não todos os ratos, porque sem ratos o Gato também morre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia pergunte a Lúcia e ela te responderá as coisas malucas que acontecem nesse sótão.&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-729142840788591889?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/729142840788591889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2010/05/sobre-gatos-e-ratos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/729142840788591889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/729142840788591889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2010/05/sobre-gatos-e-ratos.html' title='Sobre Gatos e Ratos.'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-8076166485689311971</id><published>2010-04-13T21:50:00.006-03:00</published><updated>2010-04-19T15:19:25.112-03:00</updated><title type='text'>O presunto ( ou a personificação alegórica da estupidez universal)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Normal__Char Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    É torpe o motivo do meu crime.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; Digo, é banal a razão de minha prisão. Assassinato. Eu sei que falando assim, parece algo um tanto requintado. Assassinos tem moral aqui. “Matou quantos?” perguntam. &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Edgardo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, meu companheiro de cela, sabe a verdade. A verdade de minha mentira. Ele não pode contar para ninguém. Ele é mudo de nascença e idiota por princípios. E &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;caolho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; pela facada que levou da ex-mulher. Pensão alimentícia, é a desgraça do homem &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;poligâmico&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. Lhe contei a verdade sobre a mentira numa de nossas intermináveis tarde e manhãs e noites &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;carcerárias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, eu e &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Ed&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; em que tivemos &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;capciosas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; discussões filosóficas. De metafísica a semântica. Naquela tarde nos empenhávamos em &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;digredir&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; sobre o que seria, o &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;abstrato&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; conceito, “&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;inteligência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;”, foi que decidi que era bom que eu contasse minha história. Assumir-la, ainda que, em forma de confissão. Eu não acredito que a estupidez seja o oposto da &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;inteligência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. Cheguei a provar isso para &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Edgardo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; usando &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;dialética&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; e um maço de cigarros. Sabe, eu não posso acreditar. A estupidez é, sim, uma forma variada da &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;inteligência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. Um pouco mais burra, é claro. Meu relato, minha vida, é &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;exatamente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; isso. A eterna dicotomia entre &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Sapienza&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; e Imbecilidade. Ou bizarrices incoerentes. Poderia então um tijolo ser concretamente inteligente? Sim, na condição &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;sin&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;ne&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;qua&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;non&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; de estar revestido de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;cimenti&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;-cola.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    Meu crime começa com um presente. Devia ter 13 anos quando ganhei do jornaleiro um romance policial. Ele vinha às tardes. Trancava-se no quarto com minha mãe, para discutirem assuntos editoriais. Enquanto meus olhos corriam as letras impressas, meus ouvidos estavam presos à porta do quarto. Ecoavam gritos. Eram de minha mãe. Ele batia nela. Ouvi os violentos estalos de mão contra carne. Minha mente se refugiava da impotência, do medo , naqueles delitos &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;insolucionáveis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; do livro de ficção. Com as pernas atadas ao chão, incapaz, eu esperava aquilo acabar. Deixando as cenas literárias se misturarem com a angustia. Foi quando ele saiu do quarto, e reparando eu lia desesperadamente disse “ETA MENINO ESPERTO”. Esperto, sim. Senti a &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;inteligência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; fluir em minha mente me levando a toda forma de realizar aqueles crimes de papel. Lia os nomes dos personagem mas enxergava aquele jornaleiro. Tinha de vingar minha mãe. Nos dias que seguiram, eu colori com imaginação aquelas &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;idéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; fictícias de um crime perfeito. Preto, Branco e Escarlate. &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Pincei&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, estudei e verifiquei todos os detalhes do crime, cada tique, cada macete subversivo. Um crime &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;Magnifícque&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;!&lt;/i&gt; Nunca me descobririam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    Mas minha obra-prima acabou sem uso. No dia seguinte quem começou a &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;freqüentar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; minha casa foi o leiteiro. Até hoje não tomo leite. Lembro me de minha mãe saindo do quarto com leite por todo seu rosto. Assim foi que nunca realizei meus crimes. E conforme cresci tomei gosto por redigi-los pela madruga, regados a &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;whiskey&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; e embalados por um &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;vitrolinha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Colecionei&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; atentados dos mais maliciosos, audaciosos e pervertidos. Ninguém estava imune a minha máquina de escrever combinada a minha &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;inteligência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; maquinada. Foram celebridades, sumidades, santidades e confesso até roubei algumas castidades. Solitárias, as &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;letrinhas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; acalmavam &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;minh&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;’alma. Meu mundo escondido do mundo. Ali era invencível.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    Vito &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Corleone&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; ensinou. Existem aqueles que nascem predispostos, ou predestinados a matar. Eu não nasci para isso. Não sei se a &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;inteligência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; me impedia de ser imperfeito, ou se medo me paralisava. Sem contar que tenho fobia de sangue. Às vezes acredito que foram as orações de minha mãe. Todo domingo, depois da missa, o padre Salvador &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Rizolleti&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; vinha em casa rezar com minha mãe no quarto. Eram fervorosas as preces de mamãe. "DEUS DO CÉU" ela suplicava ao Salvador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    Um tempo depois acabei vindo como tantos outros tentar a sorte na capital. Nessa época trabalhava no Motel Oriente. Um emprego medíocre como camareiro &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;noturno&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, que me dava tempo suficiente para fazer o que eu quisesse. Os dias eram &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;tranqüilos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. E as noites passavam como um gemido. Durante o expediente eu me recostava sobre uma cadeira &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;capenga&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; nos fundos da cozinha. A entrada de serviço deixava a luminosidade vermelho e roxa dos &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;néons&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; penetrarem no cubículo. Com a minha prancheta em mãos eu gastava horas desenhando obscenidades e rabiscando &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;ideias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; para meus crimes. As luzes de fora piscavam, era como e tivesse em um cabaré particular. Era apenas a cozinha mal iluminada de um motel e lâmpadas com mal contato. Sempre dava para ouvir disco &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;music&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; vindo das &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;suítes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. As vezes um pouco mais que isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Normal__Char Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    Quando me &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;entediava&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; ia até a recepção para sussurrar algumas safadezas para &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Agatha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; Cristina. Seu trabalho para alguns poderia parecer penoso. Conferir os &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;RGs&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; dos clientes, e lhes entregar a chave da luxuria. Para ela era puro prazer. &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Cristie&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, como gostava de ser chamada, era uma &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;branquela&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; de cabelos tingidos de azul. Tinha algumas dezenas de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;pircings&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; e tatuagens que harmonizavam com sua silhueta magra, &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;erotizante&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. Seus lábios eram pálidos e carnudos. Seus olhos penetravam sobre a pele de quem ela encarava profundamente. &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Rimel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; preto. Peitos pequenos e rijos. Na maior parte do tempo, eriçados. Ela adorava aquele trabalho. Se &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;exitava&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; imaginando os casais que entravam. Eu a via passar lentamente a língua sobres seus lábios &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;séqüitos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. Eu me &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;exitava&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; com ela. Mas a louca dava pra mudar de tara como se muda de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;calcinha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. Dia é bigode e pegou o português da padaria, outro era tecido adiposo, chegou a namorar um lutador de sumo. Noutro gostava de suor e tinha bacanal na construção civil. Vez ou outra eu dava sorte, e era dia de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;nordestino&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. Arrastava-me ao minúsculo banheiro de funcionários e pedia para que eu sussurrasse meu nome em seu ouvido. &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Ribamar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; Raimundo Ramalho de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Jezuis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, dizia sensualmente lambendo sua orelha adornada de metais. Mas não era sempre assim, seus &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;repentes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; aconteciam bem menos do que eu gostaria. Na inconstância a paixão foi crescendo. E &lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Agatha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; Cristina habitava meus sonhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    Numa dessas raras farras deixei cair um de meus planos. &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Agatha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; ficou maravilhada. Pensou que eu fosse algum tipo de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Killer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; psicopata. Eu não neguei, talvez por vontade de agrada-la, talvez por vontade de que aquilo fosse verdade. A relação entre nos começou a esquentar. Via em seus olhos de pânico o mais intimo desejo vertiginoso. Mas eu &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;fujia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; dela. Seria me enganar. Eu não merecia sua devoção. Apenas podia nutrir as esperanças dela, não resistia ao &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;ve&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;-la em erupção quando lhe contava uma carnificina. Ela ruborizava.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    Decidi que minha hora havia chegado. Era o tempo de me graduar. Os tempos de estudos me davam gabarito suficiente para minha tese de conclusão de curso. Sentia me inteligente, &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Agatha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; me fazia sentir assim. Minha cruel &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;inteligência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; seria testada. E eu já sabia quem seria a vítima. A estupidez.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Sidnaldo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, o Gerente, era um gordo apaixonado por gordura. Digo literalmente, e não tinha nada de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;platônico&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; nisso. Todas as noites ele deixava &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Cristie&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; tomando conta e ia para a suite &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;presidencial&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;.  Não se pode dizer que ele ia sozinho para lá. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Estava aconpanhado de quilos de petiscos, entradas, pratos principais. O que era uma peculiaridade começou a tornar-se um estorvo. E eu era obrigado lhe entregar seus alimentos profanos. Bananas, &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Mamões&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, Salsichões, &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Baguetes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, Mel e Castanhas, eram os seus parceiros preferidos. O sabor da comilança &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;refletia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; em meu desgosto em vê lo em trajes sumários, por vezes com rodelas de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;chantilly&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; sobre seus mamilos. Sim, a Gula é um pecado capital, mas quando misturado a luxúria já é &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;putaria&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; de celebridade. &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Sidinaldo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; era um &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;hendonista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, e nada tinha de célebre, a não ser sua pança. Há de se celebrar uma circunferência tão perfeita. Decidi que ele era a estupidez quando vi um noticiário sobre a fome na &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;África.  Ele devia ser o culpado pela subnutrição infantil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; Ele merecia morrer, afinal depois de tanto comer seria justo que os vermes também se empanturrassem. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    Olhei em meus arquivos, e achei um plano perfeito. Naquela noite eu carregava uma bandeja com um frango assado. Parei em frente a porta da suite de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Sidinaldo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. Encostei meu ouvido contra a madeira. "AI que DELICIA, ISSO vai mais! Quero toda a sua DOÇURA Creme &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Brulé&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;."  Estava enojado. Tinha que acabar com aquilo logo. Acabar com minha sina. Com meu medo. E com aquela comilança.  Chutei a porta, sabendo que aquele &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_80"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;ruido&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; não atrapalharia a perfeição do crime, pelo contrario daria mais estética.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    " Você pediu Frango?"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    Ele todo lambuzado balançou a cabeça afirmativamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    " Vai fazer companhia com essa galinha preta no inferno!"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    Enfie a mão no recheio de farofa de passas e tirei um &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_81"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Mutchaco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Calculei errado e precisei de  alguns golpes extras para penetrar aquela gorda papada e atingi-lo na aorta. Mas nada que comprometesse a perfeição. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    Tive uma longa noite de amor com &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_82"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Cristie&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. Ela estava &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_83"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;perturbadamente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; adorando aquilo. Eu não estava ali. Eu estava no meu lugar segredo. Quando libertou-se de mim aquela energia, eu senti como se saísse daquela sala. Como se fechasse aquele livro. E desse um soco na cara do jornaleiro. Vejo o dente dele voando. Ele voando. E caindo no aparador, trincado o espelho. Sete pedaços. Meu reflexo estilhaçado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    "NOSSA!" &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_84"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Agatha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; grita. Ela nunca tinha sentido nada como aquilo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    Acordo com os investigadores, Policia criminal. &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_85"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Holminho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; é o chefe vasculhou tudo sem tira o cachimbo um vez da boca. O apelido era evidente. Ele é o Segundo idiota. Estúpido. Não acharam nada, não deixei pistas. Passaram alguns dias e os investigadores não voltaram mais. Minha vida estava maravilhosa. &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_86"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Agatha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; me adorava, pensávamos em viajar juntos. final de semana na montanha. Mas algo me incomodava. Estávamos deitados naquela cama, onde tantos outra já deitaram. Ela dormia em meu ombro enquanto eu olhava para uma pequena rachadura no espelho do &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_87"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;teto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. Como?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    Como tão sublime obra pode permanecer em escondido?. Tamanha perfeição de golpes. Sincronismos, &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_88"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;exatismos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; e arte transformados em sangue sobre uma cama cheia de guloseimas. Usei luva de tecido de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_89"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;kimono&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; e tinha as solas do sapato raspadas, o &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_90"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;mutchaco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; era da academia de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_91"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Kung&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; -&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_92"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Fu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; vizinha. As janelas estavam quebradas. O arrombamento da porta podia ser interpretado com uma violência desnecessária de um suposto assassino.  um que na mesma noite havia arrombado a academia. Mas o &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_93"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;investidagor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; não deu nenhuma análise. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    Nenhuma análise. A sua estupidez não permitiu apreciar os detalhes. Deus está nos detalhes. Apenas colocou  na ficha policial como latrocínio. Latrocínio?!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    Eu nunca cometeria um latrocínio, é tão popular e baixo. Não existe o menor requinte.  O charme. Sou pobre mas tenho orgulho.  Além disso, &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_94"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Holminho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, aquele imbecil, configurou como roubo seguido de morte porque uma torta de limão havia sumido. Sim eu levei a torta de limão comigo. Estava com um tremenda fome, e convenhamos que aquele gordo conhecia as melhores padarias da região.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    Eu não aguentei. Não me contentava mais com os olhos desejosos de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_95"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Cristie&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. Queria os holofotes. Tinha que ser reconhecido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    Cheguei na delegacia pela manhã, deixei &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_96"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Agatha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_97"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;dormindo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; na cama. Deixe a incerteza da paixão pela certeza do juízo, da &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_98"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;inteligência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; e  do reconhecimento. Confessei tudo. Me prenderam imediatamente. Ligaram para &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_99"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Agatha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. Nos tivemos uma conversa franca. Eu lhe disse "Essa é minha vida!". Eu estava orgulhoso. Ela chorou, e disse que me amava. ELA ME AMAVA. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;    Eis que o domínio da &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_100"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;inteligência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; foi curto.  Me libertaram pela noite. As análises da exumação do corpo comprovaram que &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_101"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Sidinaldo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;, na verdade, havia morrido engasgado com um &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_102"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;ossinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; do presunto. Eles chegaram a me elogiar pela tentativa de salva-lo com o &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_103"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;mutchaco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. Se eu chegasse alguns segundos antes eu teria salvo ele. Me pediram desculpas. Me pediram desculpas pela Bizarrice do presunto. A estupidez é superior estatisticamente a qualquer tentativa humana de impor uma ordem racional no universo. Tentei ligar para &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_104"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Agatha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; , mas ela se recusava a receber minhas ligações. Uma semana depois os policiais vieram a minha casa me prender pelo arrombamento da academia de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_105"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Kung&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_106"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;fu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;. E por roubo de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_107"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Mutchaco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Normal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-8076166485689311971?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/8076166485689311971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2010/04/o-presunto-ou-personificacao-alegorica.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/8076166485689311971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/8076166485689311971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2010/04/o-presunto-ou-personificacao-alegorica.html' title='O presunto ( ou a personificação alegórica da estupidez universal)'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-9070879423686833314</id><published>2009-10-31T01:01:00.002-02:00</published><updated>2009-10-31T11:30:26.033-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moradora de rua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cheirar cola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alice no pais das maravilhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alice'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lixo'/><title type='text'>Alice no Pais do lixo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Foi assim. Tinha uma colina, coberta de folhas secas,  e o sol das 6 da tarde dava brilho alaranjado a paisagem. No topo da montanhazinha tinha um casebre de madeira violeta, feito com têcnica simples, e tinha uma chaminé esfumaçante. Alice dormia serena ali dentro, abraçada ao seu ursinho Tolunio. Um flamingo vermelho e de penugem áspera, dormia aconchegantemente sobre a cabeça da menina. Uma leve brisa da tarde passa por Alice e lhe roça o nariz, a fazendo espirar. O flamingo acorda assustado e se levanta da cabeça da menina. Ao se verem o flamingo encabulado faz olhar piedoso para Alice tenta se explicar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;-Mile desculpas, senhorita Alice e seu urso Tolúnio, estava andando anoite por essa colina e ao ver sua linda casinha resolvi parar para dormir. E como sua cabeçola, cheia de cabelinhos enroladinho, parecia bem quentinha e confortável, eu cochilei um pouco sobre ela.- &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Alice compreendeu, ainda que meio desconfiada, o mal entendido, apesar de não ter gostado que o pássaro a chamasse de cabeçuda, pois ela achava que cabeçuda e cabeçola fossem sinônimos. Mas a menina não estranhou de ver um flamingo falante, e na verdade ela chegou a entranhar por não ter estranhado aquilo. Sem muito pensar convidou-o para brincar no campado do vale laranja, junto com seu ursinho. Animado o bicho, balançando a cabeça, concordou, e até achou interessante pois era hora do café da manhã e ali no vale laranja a diversão era achar as mexericas escondidas em sacos pretos. Na descida do morro eles iam observando o sol, que sorria um sorriso abóbora e aquecia com seu raios cósmicos as almas de todos moradores da colina. Alice olhava admiradamente a aura do espírito do flamingo e via nela coisas que eram comum aos dois, os borrões negros de tristeza e sujeira que davam o tom e um timbre a alma deles. A garota pensou que aquilo faria deles amigos, mas ela não sabia que a igualdade na maldade não aproxima ninguém. Iludida com a visão astral a menina percebeu que o flamingo se esticava com seu longo alranjado pescoço para tentar leh roubar seu urso. Ela bem que tentou impedir que o longo bico do pássaro pegasse seu bichinho de pelúcia, no entanto seus braços fraquinhos não foram suficientes para conter aqueles borrões de maldade que queimavam no peito dos dois. Na briga de puxa-urso-pra-cá-e-puxa-urso-pra-lá os dois tropeçaram e rolaram todo a colina fazendo com que se sujassem com o líquido amarronzado que escorria do solo. Vendo isso alguns ratos cinzas de narizes gordos e piscantes, como sirenes, que rondavam pela região em busca de sujeira resolveram se aproveitar da discórdia e da confusão entre o flamingo e Alice para levarem com eles o ursinho Tolúnio que por causa da briga estava em frangalhos, um olho de plástico o faltava e parte do seu enchimento de espuma fofinha saia por um buraco em sua pele de pelúcia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Enquanto a menina estrangulava o pescoço do flamingo, observava seu reflexo raivoso pela íris amarela dos olhos desesperados do pássaro, e ali via sua loucura. E era como se passase por ela flashes de luzes douradas em alta velocidade, como no meio de uma avenida. Ela só podia sentir quem ela era naquela momento, e não conseguia ver a sua imagem no passado. Um espelho amarelo de moldura roxa e vermelha, assim era os olhos do flamingo sufocado que estava proximo a morte. Sua memória era parcial, mas quando se lembrou de seu ursinho e viu que lhe haviam roubado, percebeu que o mundo real crescia gradativamente e parte do sonho parecia pesadelo por causa disso. Percebeu que o pássaro que morria em seus braços era um urubu que lutava com ela por  comida, e não um flamingo ladrão de ursinhos. A lágrima foi inevitável e o desespero foi desejável, e foi por isso que começou a chover e a trovejar relampagos amarelos. Chovia mas fazia sol, fazendo com que os raios da tempestade se confundissem com os raios do sol. Ao cair da água chuva o urubu que antes era vermelho começou a perder a cor escarlate, que era dada pelo sangue da carniça que estava coagulado sobre seu pêlo, até que ficasse completamente preto. Molhado e sem fôlego de vida o Flamingo-urubu tentou se redimir da vida de mentiras e carniça e falou em forma de confissão a última e epifânica frase à Alice. “Sapateiro Maluco! os ratos levaram seu urso para ele. Os ratos tem o esquema monstruoso”. A menina que chorava prestou atenção na frase e se arrependeu de ter matado o Urubu-flamingo que dividia com ela a mesma maldade da vida e a mesma simpatia pela epifania da morte, motivada pela redenção. Ao leitor sóbrio, o autor se faz entender e tenta, pois é possível que não consiga, explicar a loucura do conto de Alice. A  garota chorava sobre o peito do urubu que lhe tentou tirar a vida, mas que por fim foi morto, assim como um condenado que mata o carrasco, Alice matou o urubu e se arrependeu, não só por ter esquecido de Tolúnio, mas também por ter matado aquele que era parte do que ela também era, uma faminta comedora de carniça, além de uma criança sonhadora. E isso tudo aconteceu debaixo de uma chuva dourada e de um sol relampejante de maneira que as gotículas de água formavam um complexo de prismas onde todo raio de luz refletia formando um arco-iris e onde os relâmpagos refletiam formando fractais de luz negra. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Visto isso, continuo a historia. Alice se levanta, suja de liquido marrom, de sangue de carniça e de perfume de flores do campo e mundo torna em tons de verde, uma vez que as nuvens que faziam chover agora estavam cobertas por folhas e bromélias. Ela estava determinada a fazer vingar o suspiro de seu amigo urubu-flamingo, e a achar seu Tolúnio. Mas andando pelo vale conseguiu apenas encontrar o olhinho de plástico que Tolunio perdeu em no meio da briga. Então como em toda história sobre loucura, ela, a loucura, dá as caras e o indeterminado, o imprevisível, acontece. Alice num ato de saudades coloca o olhinho de Tolunio sobre seus olhos. Seus olhos verdes de menina rica travaram e sua visão duplicou de maneira que em cada olho ela tinha uma visão do mundo. Uma Azulada, e outra Amarelada. A azulada era a visão dos olhos de Alice, e a Amarelada era o que o seu ursinho Tolúnio estava enxergando. A azulada era a visão do arco-íris , e a Amarelada era os reflexos da luz negra. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Agora você leitor se detenha nesse ponto e pense comigo como é difícil imaginar as coisas desse mundo de Alice. Olhar com olhos brancos ao mundo multicolor de Alice é como um rei sentado em seu trono ( de sanidade ) observando a estupidez de um bobo-da-corte que não compreendendo a piada, não ri. Mas, por outro lado, para o bobo-da-corte de olhos coloridos, que vive do doce devaneio, o lindo trono de sanidade parece uma terrível prisão, e por isso vive louco e rindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O olho era Azul. Um morro de destroços, misturado com restos e com dejetos, junto com um tanto  de rejeitos e rejeitados. Ela era um rejeito pois os olhinhos azuis de menina rica contrastavam com a pele marrom de moradora de rua. O nariz coçava e a ansiedade subia como a maré de um mar azul,e  alias, antes que o narrador se esqueça, de azul, também subia o nível da água. A chuva era forte e por  ali sempre que tinha um temporal, tinha também uma enchente. Mas esse azul não era triste, e na chuva Alice brincava de barquinho de papel. Mas no meio da chuva o ursinho aparece, grande e forte, e tem olhos amarelos. Ela pergunta onde ele está, ela diz que está com saudades, conta sobre seu nariz que coça. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;-A avenida das luzes neon. O doce do anil te levará a próxima escala harmônica, e só lá você encontrará o sapateiro maluco. - Disse acenando com o braço. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O olho era amarelo. Um Vale de felicidades. Que definição vaga, não? Explico: Arvores de algodão doce e flores de pirulitos. Ali era quente, e sempre tinha alguem sendo abraçado. Ali você, como o urso, se sentiria amado. Se alguem tivesse uma alma grande poderia inventar qualquer coisa que viraria realidade. Alice inventou que tinha mãe, e que tinha casa. E ali no meio do vale existia aquela mesma casinha roxa, e ali dentro sua mãe fazia o almoço. Muito arroz e feijão. Alice inventou que em cada almoço deveria se comer três pratos, senão era falta de educação. Então o ursinho vê Alice descendo correndo a campina. O ursinho logo imaginou que ela tinha ido para o outro lado, e ele estava certo. A menina descia desesperada, mas por mais que ela corresse não tinha força para imaginar, e por isso nunca chegava ao fim da colina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;-Tolunio eu preciso de você, eu não agüento mais ficar aqui, meu nariz está coçando e minha barriga está vazia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Então o ursinho grita para a menina, ele se sente culpado em falar aquilo, mas era assim que ela poderia voltar. Venha pela estrada de NEON. Entre na ESCALA HARMONICA DO GRITO. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Ela abre os olhos, e eu estou vendo ela. Nós andamos juntos até aquela avenida, eu ia atrás observando. Você já andou por essas avenidas, você já viu Alice e ela já olhou para você. O céu estava anil estrelado e tinha doce perfume de jasmim no ar. Um perfume barato que vinha de Alice. As luzes passavam rápidas, mas uma delas desacelera, parando próximo a Alice. De dentro dela sai um monstro. Ela tentou fujir, mas ele à segurou delicadamente pelo seu braço, e falou com voz fina. “Você não precisa ter medo, veja eu sou apenas um coitado que nem sequer tenho coração.” A menina parou tentando descobrir se lhe falava a verdade, e realmente o monstro tinha um buraco em seu coração. Um grande vazio. Ele era gordo e grande mas falava com voz de criança. Não sei porque mas aquele monstro demonstrava no olhar e na mão boba uma enorme generosidade. “Menina vejo em seus olhos azuis-esverdeados a inocência que só aqueles que ainda tem um grande coração pode ter, mas não pedirei a sua inocência e sim apenas um pedaço do seu coração para que complete o vazio de meu”. E então eu não sei o que aconteceu, sei apenas que a menina sentiu medo de dar seu coração, mas quando viu que o monstro poderia lhe dar um doce de anil ficou mais calma e chegou a gostar da companhia e da bondade do monstro. Fazia tempo que ninguém a abraçava. Ele fez a menina GRITAR. Seja por grito de dor, ou de pavor, ou de amor, ela tinha que gritar pois sem grito não se pode tirar um pedaço do coração, sem o grito não se atinge a escala harmônica superior.  Eu ouvi o grito pois estava no quarto ao lado.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ah! ( suspiro) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu olho pela janela, e o estacionamento está cheio de flores violetas caída das arvores. É um noite escura, que de tão azul, o céu de luar parece roxo. Com meus olhos por entre as persianas eu vejo ela sair do quarto. Ela ainda esta inocente. Ela é uma criança e para as crianças o mundo é mágico, seja como for. O gordo de terno ainda está no quarto. Alguns minutos depois vejo um gordo de terno sair do quarto. Seu rosto é vazio, e seu coração é o buraco que ele tenta preencher. Ele entra no carro, e acerta uma comissão extra com alguns ratos que ficavam por ali. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os olhos verdadeiros da infância não diferenciam autorama, de sabugo. Nem sonho, de realidade. Ela sai e atravessa a rua, a arvore de ipé roxo é grande o suficiente para que chova pétalas sobre Alice enquanto ela troca o doce de anil pelo seu ursinho em uma sapataria maluca. Alice no começo achou que não fosse o Tolunio, mas quando sentiu o cheirinho do seu amigo teve certeza. Eu tenho certeza que ela agora está no campado, na campina, na sua casinha. Aposto que Tolunio ficou muito feliz quando a viu de novo, eles brincaram de ciranda e voar. Ele convidou ela para que nunca mais o deixa-se. Ela prometeu. Para Alice a vida é viver e não existe inveja nisso, ela é o mais feliz que poderia ser, pois vive dentro de seus sonhos, e ela como mais ninguém de nós, sabe criar mundos fantasiosos. Ela precisa deles, precisa de Tolunio. O mundo real pra ela é  um mero pesadelo que de tão forçado e exagerado chega a ser bobo. Sim, Alice vive e é feliz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-9070879423686833314?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/9070879423686833314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/10/alice-no-pais-do-lixo.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/9070879423686833314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/9070879423686833314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/10/alice-no-pais-do-lixo.html' title='Alice no Pais do lixo'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-6269545335180845599</id><published>2009-10-05T19:35:00.002-03:00</published><updated>2009-10-05T21:57:02.542-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cláu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palhaço'/><title type='text'>Cláu, o palhaço.</title><content type='html'>&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;" lang="en-US"&gt;Ele sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;" lang="en-US"&gt;Foi o que viu nos olhos do garoto..  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;" lang="en-US"&gt;Foi o que viu no sorriso do palhaço.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;" lang="en-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;" lang="en-US"&gt;&lt;i&gt;-Na frente vai o dono, um russo mal humorado. Depois o picadeiro desmontado, kilos de lona colorida. dai vem os animais, vem a mulher barbada, vem o carro dos anões. E os malabarista vem em um vagão exclusivo. O que não significa muito luxo, 15 polonêses dormem ali. Expremer talvez  fosse a expressão correta. E nesse vagão final ficamos eu e o mágico. Dividimos esse vagão dormitório. O que já deu muita confusão. Quantas vezes acordei com um coelho em cima de mim. E as Pombas que adoram durmir dentro dos meus sapatos. -&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; Ali estava o palhaço Cláu. o Famoso palhaço do circo Dudinka. Sentado na penteadeira do camarim retirando a maquiagem, branca e vermelha, com um pano úmido, molhando o na cumbuca com água e passando sobre o rosto. Então passava de volta na água, turvando-a de cor-de-rosa. No cabideiro estava pendurado a peruca e o colarinho largo. Seu cabelo estava duro e oleoso, como só um artista de massas consegue ficar. Um garoto de uns 14 anos estava atrás dele sentado numa banqueta, olhando com olhos de milagre para seu ídolo. Ouvindo atentamente as histórias do palhaço. O garoto saiu correndo para o camarim logo que o espetáculo terminou.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;O garoto estava louco para ver o palhaço. O palhaço estava com saudades do garoto.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Todo ano que o circo passava por ali, ali estaria o garoto.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Teve um ano que o circo não apareceu. E o garoto fez a mãe lhe levar a capital só para ver o palhaço.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-A vida no circo não é engraçada. Aqui parece que está todo mundo rindo. O mundo ri. A lua é sorridente. Em noites de calor os bichinhos de luz ao redor da lâmpada parecem estonteantes de felicidade. O palhaço tem que fazer todos rirem. Mas quando todo mundo ri parece que o sorriso é sempre igual. Um sorriso cinza de obrigação, ele é forçado. A vida te força a viver. E pra viver eu forço o sorriso. O riso não deve vir empacotado, o riso é espontâneo. O verdadeiro riso acontece nas vidas das pessoas, não no circo. Mas muitas pessoas desaprenderam a rir.  &lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Garoto, você é meu fã número 1,sabia?!&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Alegria vem, alegria vai. O palhaço vê pelo espelho o garoto. Olhava os traços do rosto e sentia saudades dos dias que ele não estava por perto. Talvez pensasse em como seria a vida se não fosse assim. Jogado pelo mundo, o palhaço encontrava uma nova vida em cada cidade. Mas essa cidade era especial. Por isso mesmo ele nem gostava de ir ali.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Um amor jogado no meio dessa vida de risadas. O amor passa pelas vidas. Há de passar. Pois passou para o palhaço. Passou. Foram as poucas semanas que ficou naquela cidade à uns 15 anos atrás. Um pequeno conto no meio de um romance de estrada.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Quer um nariz de palhaço? Pode ficar! &lt;/i&gt; - disse se virando para o garoto.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-Você é meu filho. Desculpa por não ter te visto crescer. - O palhaço pensou em falar isso.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;E não falou.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;a name="DDE_LINK"&gt;&lt;/a&gt;As vezes, mas só as vezes ele para pra pensar como seria se não assim. Nessas horas ele ri para não chorar. Mentira. Ele chora. Mas só as vezes. A vida sem compromissos, sem rumos, sem seguranças, sem lar, é boa. Muito boa alias, nunca se tem rotina, nem chatices da vida. Só não é boa quando você para pra pensar.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Uma garota linda o olhava da platéia, e ele ainda tinha o sorriso da alegria. Durante todo o espetáculo ela não tirou os olhos dele. Ele fazia cambalhotas, e tacava tortas, pomposo, pois sabia que aquela garota estava olhando só para ele. Ele olhava as vezes para platéia, mas só olhava para ela. Não vou dizer que isso nunca lhe havia acontecido, as pessoas do palco sente sempre isso, essa troca de olhares e de sensações. Mas sempre é novo e incrível. É Incrível como todas as outras pessoas desaparecem nesse momento. E o show vira uma apresentação para uma só espectadora. Quando ele chegou ao camarim lá já estava ela.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- Você foi mais rápida que eu. Estava com saudades né?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Ela só o olhou com aquele olhar de adolescente e o puxou pelo braço. O palhaço resistiu ao puxão, porque queria ser puxado. - Aprenda isso, só é puxado aquele que tenta ficar parado- O mundo é muito mais simples nessas horas. Eram os dois ali, o palhaço e a garota da cidade do interior, vivendo suas paixões irreais. As paixões irreais são muito mais importantes na vida de uma mulher que as reais.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Deve ser porque depois que tudo acaba, elas podem se perguntar:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Como seria se não fosse assim?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Naquela noite as risadas não podiam ser contidas, por isso pareciam gargalhadas. Sabe, a paixão é como uma gargalhada, pois é o amor em sua forma incontrolável. Naquela semana ela venho em todas os as apresentações. E foi ao camarim depois de todas elas.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;E ele nunca se sentiu tão engraçado, nas graças daquela garota suas falas eram piadas e seus risos eram suspiros. Se engraçavam por toda a noite, e a luz do sol o acordava na cama suada do seu camarim e ela já não estava ali. E durante toda a tarde ele esperava que chegasse a noite. Esperava que o show começasse, pois ali no show o amor também começava.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Mas a vida se reinventa e o palhaço se foi com a comitiva. E teve outros amores. E viveu outras histórias. E a garota que ficou, ficou com saudades mas nem sequer sabia onde o palhaço foi. E foram um mês... e dois. E foram três meses. E a barriga venho. E nas cidades de interior mãe solteira é vagabunda, então se casou com o garoto que era apaixonado por ela.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-Eu estava na maternidade quando você nasceu. Sua mãe me mandou uma carta, eu fingi nunca ter recebido. A gente escolhe um jeito de viver. E queria viver esse amor, mas a comitiva segue e a gente tem que ir.- O palhaço queria se explicar ao garoto, mas achou melhor não. &lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Ele recebeu a carta que ela falava sobre amor e sobre família. O palhaço pegou um ônibus pra ver seu filho nascer, e chegando na cidadezinha do interior viu uma placa dizendo:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Bem-Vindo a BELO RISO. &lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Quando chegou no hospital olhou para todos aqueles bebés na maternidade. Sentiu o medo, o verdadeiro medo que é aquele que só quando se quer amar se sente. O medo de amar. - Entenda que no fundo todos os medos vem do amor.- E ele resolveu ir embora, porque só assim o garoto teria um pai de verdade. Um pai presente e não um palhaço qualquer. E pegou o ônibus de volta, e saindo da cidadezinha viu pela janela uma placa pichada que dizia:  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Volte sempre com seu AMARELO RISO.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- No circo, garoto, todos torcem contra os equilibristas. As pessoas querem o pior, isso faz elas se sentirem melhores.-&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;O palhaço Cláu sabia que aquele não era seu filho, e por isso não falou nada. Mas sempre que estava de volta a RISO ele gostava de imaginar como estaria o seu garoto. No fundo ele esperava que o garoto nunca descobrisse que era filho de um palhaço, pois só assim o riso do menino poderia ser verdadeiro. Pois a verdade esta no amor, assim como o sorriso. É por isso que o palhaço sorria sem verdade.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Era tarde e o garoto foi embora.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;E quando saia estava usando o nariz do palhaço.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;E sorriu com verdade.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Então ele viu que o garoto sabia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Então o palhaço pensou. &lt;i&gt;Como seria?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-6269545335180845599?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/6269545335180845599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/10/clau-o-palhaco.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/6269545335180845599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/6269545335180845599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/10/clau-o-palhaco.html' title='Cláu, o palhaço.'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-6758298185740930488</id><published>2009-09-17T13:45:00.003-03:00</published><updated>2009-10-05T21:15:11.192-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roubo da Rosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rosa'/><title type='text'>O Roubo da Rosa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Madeira compensada coberta por fórmica rosa, uma escrivaninha. Sobre ela uma folha de sulfite desenhada a traços infantis com giz de cera colorido, ao lado uma caixa de lápis cheia, todos com ponta quebrada. A Magnum de cano longo, com 3 balas no tambor e uma na agulha, brilhava. A luminária dava parcial tom de amarelo ao quarto escuro. Ele estava sentado, olhando ora para o desenho, ora para a arma. Pensando na morte, dele ou dela ou de sí. Estavam faltando duas balas e a arma estava engatilhada, ele achou que talvez fosse a hora.&lt;br /&gt; Após um berro de angustia, lança o copo de Johnny-on-the-Rocks contra a parede. Na trajetória parte da bebida escapa do copo e vem de encontro ao seu olho. Os estilhaços do vidro caem sobre o carpete, e a bebida escorre pelo papel de parede com motivos de ursinhos. Como num teste psicotécnico, ele enxerga no borrão de álcool dourado a imagem de um coração despedaçado.&lt;br /&gt; Quando não se sabe o que é futuro e o que é passado tudo fica presente. Podia sentir a cena acontecendo novamente. Um filme mental, de Sara tomando um tiro. Foi sem querer, eu juro. Perdoe-me filha, Papai te ama. Papai te ama muito. A cena acontecia de novo ou ainda viria a acontecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele sou eu, e eu não sei quem sou. Isso foi ontem, hoje eu estou empunhando a arma, dirigindo meu carro indo para casa de Ana. Ana é a mãe de Sara. O ponteiro está marcando mais de 150 e eu vejo vultos de postes de luz passando em forma de reflexos sobre o parabrisas. Com uma mão seguro o volante e com outra uso a ponta da  Magnum para mudar as estações de rádio. Soul-music dos anos 60, Aretha Franklin sussurra gritos que acalmam a alma dele. São duas da madrugada e os semáforos vermelhos agora parecem como sugestões. Pare ou será tarde. Manter linha reta era difícil, mas por outro lado fazer curvas derrapando era prazeroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Ana, eu te amo.&lt;br /&gt; -Você não pode me largar assim.&lt;br /&gt; -Eu vou me tratar.&lt;br /&gt; - Isso é só uma fase.&lt;br /&gt; -Você não vai ficar com Sara.&lt;br /&gt; -Minha filha é tudo que eu tenho.&lt;br /&gt; -Te pago o quanto você quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que disse quando a mulher foi embora de casa, levando sua filha. Minha Filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O roubo da Rosa. Não há pecado em retirar uma flor de um jardim. Mas até que ponto a beleza do vermelho delicado, vale os cortes do espinho?  Se bem que no fundo tudo é vermelho: a pétala, o sangue, o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As luzes de minha casa estão acesas e eu acabo de chegar do trabalho, estou cansado e quero tomar um whiskey para relaxar. Abro a porta e parece que entro dentro do inferno, Ana vem pra cima de mim gritando. O que os vizinhos vão pensar disso? Eu fecho a porta e tento fugir dos tapas dela. Permaneço quieto e vou de encontro ao destilado, ela está me perseguindo e me batendo. Ana não é real. Porque isso foi ontem. ou vai ser amanhã? Ainda consigo lembrar dos escândalos de Ana e de tudo que a coitadinha da minha princesa era obrigada a ouvir. Os gritos não são de Ana, são meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Hoje Ana é casada com um Alcoólatra. Outro alcoólatra, as vezes parecem que as mulheres gostam de insistir no mesmo erro. Só posso ver minha filha nos finais de semana, e hoje é sábado. A mãe dela acabou de chegar pra deixar a menina comigo. Hoje eu e Sara vamos ao parque e vamos tomar sorvete e vamos assistir Bob Esponja juntos. Faz dois anos que eu e Ana nos separamos por incompatibilidades de genes, eu bebia destilados e ela apenas água, para fazer o Vallium descer pela garganta.  Eu parei de beber desde então para convencer o juiz a me dar a guarda da Flor. É mentira eu tenho um cantil escondido sob o banco de passagueiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Minha rosa tem 8 anos, e não quer que eu de banho nela hoje. Semana passada ela ainda deixava, eu me lembro, eu enchia a banheira e colocava alguns brinquedos para ela, fazia espumar e brincávamos de guerrinha de agua. Ela não acreditou quando eu comprei uma arma. Uma arminha de água para ela e uma para mim. Disse assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Agora, Flor, você subirá de patente nessa guerra. Será chamada Capitã Flores e como prêmio receberá sua primeira arma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vocês adorariam ter visto o sorriso dela. Ela não acreditou quando me viu com a arma na mão, essa não era a de água. Ela até sorriu no começo, mas quando percebeu que eu gritava com o seu padrasto ela aprendeu que aquela não era uma arma de brincadeirinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Depois do parque ela foi tomar banho e não quis brincadeira com água. Disse que já era menina crescidinha e não queria que eu à visse tomando banho. Eu concordei, ela realmente estava ficando grandinha. Na realidade ela ainda era um bebê para mim. Eu lembro dela pequenininha, um botão de rosa, linda demais dos olhos amarelos e do cabelo preto, bem preto. Eu fui meio que a contra-gosto, assistir Tv. Então me lembrei que não tinha toalha para ela se secar. Seria minha desculpa para poder ir até o banheiro, peguei a toalha da Minnie e senti o cheirinho de minha filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Guardo até hoje essa toalha, nunca mais a lavei. Mesmo assim, cada dia menos lembro do perfume da rosa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Eram duas da manhã, e ele estava acordado conversando com Ana. Eles discutiam, sobre Sara. Ele não era eu, até mas parecia. Estava bebado, mas tomava vinho, eu nunca tomo vinho. Só Johnny. Red, vermelho como a rosa. Eu entro na casa e ali não parecia o inferno, era o céu. O céu de Sara. Dei um soco na cara dele, na foto com a cara dele, pendurada na parede como um quadro da família perfeita. A Arma na cintura apertava minha virilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Filho da puta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela acordou e me viu com a arma. Era o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Entrei no banho para levar a toalha, e a água era vermelha. Porque você não me contou isso? Ele disse que te matava, te ameaçou. Filho da puta. Nesse dia eu tive medo de deixar Ana pegar minha filha, domingo anoite ela vinha comprir o mandato do juiz. Aquele padrasto sujo era amigo do juiz. Na hora que soltei sua mão para deixa-la ir com a mãe, eu vi seu sorriso amarelo. Pensei se era um sorriso de medo. Mas não sei se o medo era meu ou dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando você para pra pensar! É melhor deixar ir, hoje, para poder ir, amanhã. Eu deixei ela voltar com Ana para poder comprar a arma, e atirar e matar. Premeditado. Tem um ditado que diz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A vida é curta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dei o tiro no Filho-da-puta. Acordar de ressaca no outro dia é a dor que eu quero sentir para poder esconder-me nela. Você não sabe mais quem é você,  tudo que a culpa faz é te trazer para o passado. Ontem eu matei. Ele matou, e quem é ele, eu sempre me esqueço. Eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu xingava ele, estuprador, e Ana gritava. Ela sabe? Não queria que Ana soubesse, eu não queria saber. Sabe como é duro você ter que fazer cara de atencioso com sua filha para que ela conte  pra você que foi estrupada. Ela não sabia nem o que era aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Disparei duas vezes, mas a segunda bala voou da minha mão de aço inoxidável reluzente e um anjo com mãos delicadas conduziu-a à testa da princesa do meu castelo. Ela começou a cair lentamente, escorregando sobre os braços de um querubim. Ele a abraçou e falou para ela algumas palavra no ouvido da criança. A língua dos anjos. Suas asas rasgaram o terno branco e ele a levou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A rosa ao chegar do outono perde as pétalas. Todas as pétalas voam quando começa a brisa do inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Estava ali mais próximo do céu. As crianças tem lugar garantido sobre as nuvens. Um paraíso de doces onde toda casa tem um parquinho. Eu contava isso quando lhe colocava para dormir. Deus leva primeiro as crianças despedaçadas. Ele também se sente culpado como eu me sinto. Ele colocou ela nessa terra, arrependido de não te-la guardado, segura de tudo. Brincaria com ela todos os dias da eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No fundo mesmo, eu sei que estou aqui diante do tribunal. Acusado do assassinato, perante o Juiz fazendo a minha defesa. Mas eu não tenho defesa. A insanidade foi a única saída, vocês não querem saber como é matar a própria filha. Eu olhava para os jurados. Alguns dos jurados choravam. Eles me entendiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu estou na escrivaninha de fórmica rosa e queria sair dali. Os corpos mortos na sala e eu estou sentado no quarto de Sara. Tinha que encontrar minha filha de novo. As luzes da sirene da viatura passavam pela a janela iluminando o papel de parede de cores azul e vermelha. Eu estava com a arma na cabeça. Eu tentei apertar o gatilho. Mas eu tive medo. Merecia penar mais um pouco nessa terra. Era justo assim. Minha arma emperrou. E outra arma se encostou na minha nuca. Parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu matei o padrasto, um tiro direto no peito dele, e errei o segundo tiro aquele acertou Sara. Eu olho para o Juiz faço uma arma com a mão, miro na testa dele e dou um tiro de mentirinha. Pum! Pum! Faço as onomatopéias cuspindo na cara do Juiz, amigo do padrasto. Foi naquela casa que nos trés morremos. A rosa, o louco e a serpente. Mas Deus tem um lugar no céus para os loucos. Foram os únicos que realmente entenderam o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Estou na minha escrivaninha. Isso vai acontecer? Ou já aconteceu? Olho para a Magnum. Tem 6 balas no tambor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-6758298185740930488?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/6758298185740930488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/09/o-roubo-da-rosa.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/6758298185740930488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/6758298185740930488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/09/o-roubo-da-rosa.html' title='O Roubo da Rosa'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-3246027102186755556</id><published>2009-09-11T18:35:00.002-03:00</published><updated>2009-09-11T19:12:25.416-03:00</updated><title type='text'>Alter-ego da Solidão.</title><content type='html'>Ei, cachorro, venha aqui! Esta chorando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequeno e maltrapilho cão de que vale a lágrima? Chorar por ai não vai adiantar. Atrasar também não vai. A gota de água salgada, rola e seca sobre seu pêlo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;marrom&lt;/span&gt;, e o mundo continua o mesmo, girando sobre seu eixo na mesma velocidade. 24 horas é o tempo de uma volta, e chorar só muda uma coisa. 1440 minutos de angustia, ou, contados, 86400 segundos de alegria. Oh, pobre canino não fique por essas calçadas imundas desse submundo a vagar. Sente se aqui, sobre o papelão sujo, e fale-me da sua vida de cão.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;És um belo cão, não há porquê em lastimar da sorte.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Entendo que teve uma vida sofrida. Todos te chutaram, te difamaram, o chamando de sarnento, e te humilhando jogaram o pão cagado pelo diabo . Hoje, se vê um homem levantar a mão saí correndo, temendo um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;esporro&lt;/span&gt; ou uma pedrada. Não é por menos. Mas  um dia você teve família! É mesmo, um dia você teve família, um lar-doce-casinha-de-cachorro. Pais e irmãos lhe davam atenção e afago. Tinha comida e abrigo. Pense a saudade também é um sentimento desejável, pois, no fundo, mede a beleza do passado. Que história interessante, canino,conte-me mais para que eu posso lembrar também da minha própria história. Faz tanto tempo, que nem das agonias da vida eu lembro. Eu não tenho saudades. Ou tenho?  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Quer saber sobre mim?  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Te conto, te contarei minha vida, das partes que eu assim lembrar, mas antes  você deve saber que minha memória é mendicante, assim os relatos podem ser alterados dos verdadeiros. Que seja, contarei como puder e falarei das partes que me coração lembrar! Só te conto para lhe mostrar que não se deve chorar e sim rir, ainda que não se tenha mais dentes para isso. Eu tive família, esposa, não tive filhos porque não quis colocar mais rebentos nesse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;mundão&lt;/span&gt; de ninguém. Fui feliz, sou feliz. O cachorro ambulante que não abana mais o rabo, vivendo de lamurias, eu também teria todos os motivos para chorar. Mas não choro, meu estilo de vida não permite. Não me diga que eu sou um excluído da sociedade, pois assim estaria cometendo injustiça. Eu sou a nata da sociedade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Como eu assim sujo e largado na rua posso ser a nata da sociedade? Te explico. Você que esta triste , por isso agora talvez você &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;discorde&lt;/span&gt; do que te falo, mas se te falo é com toda a sabedoria que só a rua dá aqueles a quem acolhe. A rua me acolheu e me ensinou, e assim devia você também aprender com ela. Em que consiste a vida, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;hein&lt;/span&gt; cachorro em que consiste essa pedaço de luz passageiro? Te digo a vida consiste em viver, e nada mais, pois vivo por isso me alegro. Eu me exclui da sociedade, eu disse não as oportunidades que me deram. Eu escolhi ser mendigo quando minha mulher me chutou de casa, eu, quis, no fundo, que ela me largasse na amargura. Amargura não. E sim, plenitude de viver.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Posso te fazer um carinho?  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Vou esfregar sua barriga e talvez você sinta-se mais calmo, e pare de chorar.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Viu?  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Sente se melhor?  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;É assim.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Um dia o homem fui um macaco, que vivia livre pulando de cipó em cipó. Fui ai que o mais espertos dos macacos convenceu os outros a seguirem suas ordens, dessa maneira, os macacos estúpidos poderiam achar comida mais fácil e caçar com mais destreza, usando apenas as orientações do macaco sábio. Para isso o macaco inteligente pedia um pequeno pedaço do arrecadado, e vivia sem trabalhar. Seu trabalho era pensar. Só assim que o homem evoluiu, tutelado pelo macaco sábio. Pois bem, isso foi perdurando durante toda a existência do ser racional humano. Como eu sei tantas palavras? Sim, canino, eu sou estudado. Lhe disse, sou mendigo de opção, e por opção também converso com cachorros de rua como você.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Imagina o que pensariam de mim se me vissem falando com um cachorro?  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Eu acredito que todos os homens podem ouvir os animais, temos uma língua comum, o coração, mas há aqueles que não o escutam porque só foram ensinados a ouvir o macaco sábio. Não aprenderam a pensar sozinhos. Agora eis o paradoxo. Eu sou o macaco sábio, vivo sem trabalhar e penso por mim mesmo. Eu como dos restos da sociedade, e por isso eles tentam me excluir, antes disso eu mesmo me exclui.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Cachorro entenda que nada faz sentido.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Não vale o seu choro, o desprezo, porque o desprezo nada mais é do que o aval para seguir seus próprios passos.  Seguir o coração. Nossa mente busca causalidade, busca achar o sentido para tudo, mas lhe adianto que não existe sentido na causalidade. Pois veja, o que venho antes do mundo? Alguma coisa diferente, de certo! E antes disso? Outra ainda mais escabrosa. Então, em algum ponto, concorde comigo, não mais poderá se determinar o começo, pois o começo pode ser até mesmo o próprio fim. Se assim, como uma roda gigante &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;galáctica&lt;/span&gt;, pode haver algum sentido causal nisso? Não.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Veja que o macaco esperto, aprendeu a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;inteligencia&lt;/span&gt;, e é essa a mesma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;inteligencia&lt;/span&gt; que temos hoje,  de serventia, apenas, para controlar os estúpidos. Por isso nossa racionalidade só presta ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;mascaramento&lt;/span&gt;, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;engabelação&lt;/span&gt;. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Sua mão te largou, pois você foi um cachorro fujão e desobediente, mas ser fujão e desobediente não é na verdade ser cachorro?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Você é meu alter-ego.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Cachorro, você chora por aquilo que eu gostaria de chorar, não choro porque se chorasse nunca conseguiria ser mendigo. Se me culpasse provavelmente não poderia sequer viver. Mas você guarda dentro do seu peito peludo todas minhas angustias. O que me faz pensar, seria você o próprio cão, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Capeta&lt;/span&gt;, a me tentar. Querendo me arrastar a perdição e a danação do desespero?  Porque então posso conversar com um maltrapilho de um cão, como se fosse algo normal.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Sei que a rua me enlouqueceu.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Mas a loucura do louco é o convencimento de sua insanidade. E “eles” me convenceram. Sou, por certo, estúpido mas minha estupidez é a de não aceitar a estupidez do mundo.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Se vive a espera do fim,  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;sob prantos sem fim,  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;pois, sim, deves rir de mim.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; Sou mendigo e converso com cachorros encarnados do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Capeta&lt;/span&gt;.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Mas se veio aqui para me tentar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Cornudo&lt;/span&gt;, suma já!  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Tenho comigo toda a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;proteção&lt;/span&gt; divina destinada ao parvos. Sabe Gil Vicente? Só o louco entrou no céu. Nunca chamarás &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;alguém&lt;/span&gt; de louco, cachorro! A santíssima bíblia sagrada condena.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Passa! Cão demoníaco, sou mendigo e não chorarei por minhas tristezas, só se é triste quando se tem ao menos comida. Os famintos não são tristes.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Passa.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;(O cão afastou-se com medo do mendigo que berrava em plena avenida principal.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Achegando-se a outro morador de rua para tentar roubar um pouco de comida. Novamente o cachorro ouve o aroma alcoólico dizendo:)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;- Cachorro chorão. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Nuummmm&lt;/span&gt; Pode chorar aqui não.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Vem aqui cachorro , vou te contar minha vida.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-3246027102186755556?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/3246027102186755556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/09/alter-ego-da-solidao.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/3246027102186755556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/3246027102186755556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/09/alter-ego-da-solidao.html' title='Alter-ego da Solidão.'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-2837931237142624907</id><published>2009-08-28T02:03:00.000-03:00</published><updated>2009-08-28T02:04:53.851-03:00</updated><title type='text'>Suíte Paris</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; A lâmina, o corte, o talho e a perfuração por ela proporcionada, foi uma das armas que possibilitaram o  início da evolução do homem. - Alguns homens evoluem, outros não, e esses são homens maus.- Mal Mal Mal.-  Assim, com a invenção, o homem pode dominar a natureza matando animais para comer, se defendendo das ameaças da selva e assassinando tribos rivais. Matar-morrer; Apagar-Sumiço;  Assassínio-esfalecer; Mandarparaooutromundo-baterasbotas; Pau-e-Pumba. Mas só na idade média que  foram escritos os primeiros manuais de corte de carnes, com o uso de facas. Verdadeiros manuais do esquartejamento e evisceração. Afiar uma faca é uma arte, não!?  Parece cortar bem essa, o que você acha? Eu que afiei para você.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ah! Não me faça esse berreiro. Não doeu tanto quando dói a dor do coração. A dor de um amor partido. Ainda assim amar vale a pena. Claro que eu te amo amor. Você foi meu primeiro namorado, eu era apaixonada por você desde pequenininha e nós brincávamos juntos, lembra que tomávamos banhos nós dois eu tinha 8 e você....-Fez uma cara de quem pensava- 10, você tinha 10 anos. Nós fomos a Nova Orleans numa viagem a trem, nos apaixonamos lá e foi tão lindo. Você é meu grande amor de infância, voltamos e nos casamos aqui. Você usava uma coleirinha e eu te dava uns tapas. Não tivemos filhos e viajamos o mundo. Conhecemos Paris. Eu adoro Paris, conquistaria aquela cidade só para poder conhecer o Louvre. Sim conquistaria. Mas não foi assim né?! O amor nos prega peças. O amor enlouquece.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Hey feeling good was good enough for me, hmm-mm&lt;br /&gt;Good enough for me and Bobby McGee.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La da la la la, la da la la la da la&lt;br /&gt;La da da la la la Bobby McGee yeah&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantava a música.&lt;br /&gt;O som vinha da caixa de som, chiada, de um motel de quinta categoria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Como foi de verdade, ah disso eu lembro. Não preciso nem pensar. Me casei com o esportista bonitão da faculdade, e como é bonito, se chamava Renato. Você se chama Renato. Você é meu marido, você foi com que me casei. Você é meu e não daquela vagabunda do seu escritório. Você não percebeu que eu tinha contratado um detetive para te vigiar. Ele me contou tudo, eu não quis acreditar. Fui então conferir com meus próprios olhos, lá estava você que há alguns minutos havia me ligado para falar que tinha uma reunião e ficaria trabalhando até mais tarde, lá estava você entrando nesse mesmo motel. After Dark motel: Suíte Paris, que ironia do destino, nessa mesmíssima cama.- E saiba: com esse mesmíssimo lençol, onde nele ficou além dos seus fluidos internos ficou também minhas lágrimas e agora tem, que lindo, uma gotinha de sangue sua.- eu vi você comendo aquela piranha, ela gemia como uma puta. Ela te deu trabalho, tem que ser forte para agüentar 5 fodas em 2 horas. Você está de parabéns. Depois disso você foi para casa e me deu flores, que marido dedicado. Trabalhou até mais tarde porque é um bom provedor. Isso foi ontem, há um ano, dia 14 de junho de 2008 . Hoje é dia 15 de junho de 2009. 14 foi o dia que Hitler chegou a Paris. Como eu sei isso? Tive um ano para estudar sobre ele, sou uma aluna dedicada, e aprendi, por sinal, muito bem. Tudo sobre Hitler e sobre facas. Lia o Mein Kampf enquanto você jogava pôquer com os seus amigos e se você pudesse ver pela minha íris, você veria o reflexo de você e dela transando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu não chamaria aquilo de amigos. Bom pelo menos, não, se você define amizade como compromisso, como lealdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava em cima dele, estava sentada sobre o marido amarrado e amordaçado. Se debruçou sobre ele e passou a mão sobre seu corpo colocando sua boca próxima a orelha dele. Deu uma mordidinha. E falou sussurrando. - Dei para TODOS eles.-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Primeiro foi o Don Juan, garanhão, putanheiro, do Norberto. Ele adorava contar causos amorosos na mesa de jogo, mas não me pareceu tão experiente assim. Samba-canção, dizem que se pode fazer uma análise da personalidade pela roupa íntima do primeiro encontro. Eu diria que ele é fraco e pouco animador. Digo porque na verdade ele fez pouca coisa, só ficou parado. Eu fui um produto sexual dele. Esta curioso para saber como eu fiz ? Como eu o seduzi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxou do maço um cigarro e acendeu com um Zippo que tinha uma suástica desenhada.&lt;br /&gt;Deito-se ao lado do marido, ambos se olhando pelo espelho do teto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu sou gostosa, sei disso, sei usar isso também. Usei isso para ter você, minha obra de arte particular. Lembra de que calcinha eu usava quando fizemos a primeira vez? Era uma lingerie furadinha toda preta, linda, e tinha um entrada de emergência.- Sorriu e se colocou em cima dele novamente- Foi fácil com Norberto. Durante algumas semanas eu freqüentei diariamente a loja de carros dele. Pedia, debruçada no balção, para poder testar alguns carros. Ele balança a cabeça afirmativamente mas os seus olhos não, seus olhos ficavam fixos em meus peitos. Canalha. Então ele quis me mostrar o carro esportivo dele. Ele deixou que eu dirigisse, e eu errava lugar do câmbio às vezes. Ele não resistiu à tentação, mas também com aquele vestido vermelho meu. Coladinho. É como eu disse, ele não fez muita coisa, ficou parado, quem fez algo foi eu. Eu dominei. Sabe que eu acho que sei porque ele tem tantas mulheres. O piupiu dele é praticamente um gavião. Sinto lhe informar mas você perde por muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quer saber algo engraçado? No dia anterior a isso vocês jogaram pôquer. Por acaso você brincou com ele dizendo. Com uma mão dessa eu aposto até a minha mulher. No jogo você venceu, olha que ironia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E o Geraldinho, esse foi mais difícil. No começo até parecia seu amigo, confesso que achei que não iria conseguir. Daí resolvi chorar as pitangas para ele, disse que eu estava carente e que queria alguem para cuidar de mim. O coitado se identificou com a história e chorou também, dizia que a esposa dele não queria mais nada com ele. Isso é preço, fiz gato e sapato com ele, porque o valor da amizade ficou muito caro para ele quando o custo de se segurar ficou alto. Ele tinha necessidades, a mulher dele não dava conta, Necessidades primárias da piramide de Maslow. A amizade não é primária, deve de ser lá para terciária, vigária e mercenária. Sabe o que isso significa? - Puxou catarro do pulmão com um som horrível, fez uma especie de bola verde pegajosa na boca e cuspiu na cara dele- Ele cuspiu na sua cara,Ele queria casar comigo. Me ligava chorando pra dizer que eu era a mulher da vida dele, que a esposa dele tratava ele mal. Coitado, cheguei a ter pena. Teria pena se ele não fosse um pilantra traiçoeiro. Está vendo esse anel? É de ouro, ele que me deu. Ele disse no meu ouvido “larga o babaca do seu marido, ele não te ama”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que Amar? Tantas definições para uma palavra tão pequena.-Disse passando a mão pelo corpo de Renato, deslizando-a até coloca-la dentro da calça dele. Com as unhas apertou.- Amar é sentir um aperto no coração, mas tem gente que o coração não fica ao lado esquerdo do peito. Renato, você é sujo, não vê que estou com uma faca na mão e que posso te matar. Vou te matar e ainda consegue ficar ouriçado mostrando toda a sua perversão. Hahaha! Que menino safado- abrindo o zíper- Gozo significa Alegria, sendo ele a semente da vida, o broto de gente, o germe da criação, conserva em suas gotas todas a potencialidade da arrebentação. Louco não se contraria, se satisfaz nutrindo sua insanidade- Devagar soltou a mordaça da boca dele, fazendo sinal para que ficasse quieto. Apertou a faca contra o pescoço dele e o beijou um beijo longo e quente-  Aos cavalheiros aqui presentes, declamo o ode a toda tara. Eis a ironia do gozo da morte, o suspiro do fim, como um capitão do navio ao prenuncio do naufrágio, permanece em pé, honrando a sua própria devoção pelo nefasto. Se é isso que você tanto quer, você terá como um ultimo pedido do condenado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele gemia e suava de prazer e de desespero. Já passava da meia noite, estava escuro. Aquela mulher parecia tão boba e ingenua, e em certa medida não atendia aos seus ensejos. Nunca contaria para ela do que ele gostava, a vida é mais complicada que o preto e o branco. As coisas são multicoloridas e polifacetadas. Ela era sua esposa, e a ela cabia ser família, ter filhos e ama-lo. A secretária era o complemento a sua mente imaginativa. Mas agora tudo se confundia, agora queria essa nova esposa. Agora não adiantava mais pensar nisso. Apenas se entregou a noite.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;After Dark – Tito &amp;amp; Tarantula&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Watching her&lt;br /&gt;Strolling in the night&lt;br /&gt;So white&lt;br /&gt;Wondering why&lt;br /&gt;It's only After Dark&lt;br /&gt;In her eyes&lt;br /&gt;A distant fire light&lt;br /&gt;burns bright&lt;br /&gt;Wondering why&lt;br /&gt;It's only After Dark&lt;br /&gt;I find myself in her room&lt;br /&gt;Feel the fever of my doom&lt;br /&gt;Falling falling&lt;br /&gt;Through the floor&lt;br /&gt;I'm knocking on the Devil's door&lt;br /&gt;In the Dawn&lt;br /&gt;I wake up to find&lt;br /&gt;her gone&lt;br /&gt;And a note says&lt;br /&gt;Only After Dark&lt;br /&gt;Burning burning&lt;br /&gt;in the flame&lt;br /&gt;Now I know her&lt;br /&gt;secret name&lt;br /&gt;You can tear her temple down&lt;br /&gt;But she'll be back&lt;br /&gt;and rule again&lt;br /&gt;In my heart&lt;br /&gt;A deep and dark&lt;br /&gt;and lonely part&lt;br /&gt;Wants her and&lt;br /&gt;waits for After Dark&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Você faz muita sujeira- Passava o lençol para limpar- Seu melhor amigo também, não que eu queria cortar esse clima gostoso pós-perversão, mas é que preciso me confessar contar tudo que eu fiz antes que de as quarto horas que eu paguei. E ainda preciso perfurar. Prossigamos,  por fim ainda precisava terminar de seduzir o grupo do pôquer. Foi a uma semana o ultimo- Andava pelo quarto nua, e fazendo olhares insinuadores-  Carlos seu amigo de infância. Mas a vida é engraçada, era o que mais te odiava, ele dizia que sempre me quis que eu era para ser dele. Disse que você trapaceava em tudo, desde pequeno grudava chiclete na mão para bater figurinha. Roubou figurinhas de Carlos. Ele disse que você é um merda. Sabe que foi o Carlos que veio me procurar. Ponto é a alma do negócio, disponibiliza a facilidade e as pessoas viram atrás de você. Um dia liguei do seu celular para ele e disse que estaria no motel. Isso é promoção, quem resiste a uma boa promoção- Arrumando o cabelo e passando batom, reparando na lua cheia pela janela- Carlos estava em prontidão para acabar com você. Mas eu ti amo e eu me coloquei no seu lugar, pensei, o que eu faria com um amigo que me traiu, o meu melhor amigo, com a minha mulher. Você reparou na mão dele? Ele foi jogar pôquer essa semana não foi? Pois, então, ele não te contou porque estava com a mão enfaixada? Obviamente que não. Um covarde que não tem bagos para falar “Comi a louca da sua mulher e depois ela enfiou uma faca na minha mão”. Essa faca, essa mesmíssima faca que eu enfiei por você naquele desonesto. Quando amamos chegamos ao estado de transe onde você se sente o outro. Engana-se você, se pensa, que eu me mataria pensando ser você, jamais, até porque de que valeria toda minha dedicação lendo Jack, the Ripper?  Não se pode trabalhar com a faca quando se enfia em si mesmo.- Vestiu-se novamente no vestido vermelho vermelhíssimo.-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A faca dançava pela pele de Renato, Victória conduziu a faca até aos nós que o atavam a cama e os cortou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; -Nossa.&lt;br /&gt; -Você me pediu a 39, não foi? 39 é o da esposa psicopata.&lt;br /&gt; -Pedi sim, Digo, Nossa, porque você é boa nisso.&lt;br /&gt; -Fiz Teatro.&lt;br /&gt; -Está de parabéns.-Colocando a calça e procurando a carteira no bolso- Aceita cheque?&lt;br /&gt; -Só dinheiro e você sabe disso, te avisei antes. Nem adianta reclamar que eu chamo o Roi.&lt;br /&gt; -Não precisa falar assim, foi só uma pergunta.&lt;br /&gt; -Desculpa, é que esses dias recebi um cheque sem fundo, estou puta com isso.&lt;br /&gt; -Hahaha! Engraçado. Faz por 800?&lt;br /&gt; -Não.&lt;br /&gt; -Pó! 800 em dimdim?&lt;br /&gt; -Vou chamar o Roi.&lt;br /&gt; -Nossa. Toma os mil.&lt;br /&gt; -Obrigada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-2837931237142624907?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/2837931237142624907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/08/suite-paris.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/2837931237142624907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/2837931237142624907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/08/suite-paris.html' title='Suíte Paris'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-5292579811577358532</id><published>2009-08-24T16:23:00.001-03:00</published><updated>2009-08-24T16:25:58.595-03:00</updated><title type='text'>O mundo amarelo de Clara vermelha.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Este não é o mundo onde você vive. Este é outro mundo. Na verdade é o mesmo, só que diferente. Aqui todas as crendices foram abolidas, por decreto da União Global das Cidades. Aqui não tem países. Nem caramelos e balas, nem chicletes. Nem governantes, apenas um conselho de sábios, escolhidos por concurso. O Concurso da página amarela, é como chamam. Uma espécie de teste de QI, feito em folhas de papel amarelo reciclado.  A partir desses resultados se é encaminhado ao trabalho que mais lhe seria apto. Não existe nenhum obrigabilidade quanto à que tipo de atividade econômica que o cidadão praticará, pode se fazer o que quiser. Nada lhe impede de fazer outra coisa, mas todos os homens desse mundo são racionais, e assim racionalmente escolhem o trabalho para que são escolhidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensavam assim:&lt;br /&gt;Meu salário é proporcional ao meu trabalho.&lt;br /&gt;Mas se sou apto para trabalhar em A, vou me esforçar menos.&lt;br /&gt;E por isso ganharei mais relativamente ao meu esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Todos eram assim. Pelo menos desde que Atenas dominou o mundo, espalhando o amarelo dourado da razão. Alexandre o Grande perdeu a guerra na península Ática. Vitoriosos, os atenienses ganharam força e foram expandindo seu modo de vida.  A racionalidade ganhou ares de religião, diria, o leitor, se estivesse nesse mundo, apesar de religião ter sido banida por aqui. Nesse mundo religião é algo totalmente arcaico, igualmente a prática de balonismo- Não é racional voar de balões-. Nós só acreditamos em provas. Você se assustaria se conhecesse esse mundo assim como Clara se assustava todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Clara não conhecia o sabor de um pirulito. Clara era apaixonada pela cor vermelha e pelo arco-íris. No entanto se nós conhecêssemos o mundo de vocês não nos assustaríamos, pois é visível que todas as mazelas que vocês criaram são conseqüências do sentimentalismo infantil. Vocês são piores que a boboca da Clara. Provas devem ser provadas no branco e preto, esse papo – esse discurso infundamentado- de seguir a voz do coração é nada mais que uma desculpazinha ética idiota para fazer idiotices. Aqui nesse mundo diferente não costumava a ter leis, pois homens racionais sabem agir de maneira idónea e correta sem a necessidade de um aparato opressor. Mas um homem chamado Rosseau provou que só se é livre quando somos governados pelas nossas próprias leis. Se estava provado e era racional, então os sábios começaram a fazer leis. Assim nós somos livres. Clara não era livre para amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cada cidade se auto governava. Cada uma tinha a sua bandeira. Todas com formas geométricas, como definidas por Euclides.  Clara gostava de rabiscar no seu caderno de física quântica. Vídeos aulas em 3D eram mais baratas e eficientes, pois amenizavam as probabilidades de um professor dar uma aula diferente da outra. Clara queria fazer poemas e queria beijar Antônio mas estava no meio de uma insólita e fria sala de aula projetada para 500 alunos.  Ele era tão lindo. Mas ela era proibida de ter relacionamentos não-procriacionais. Existia uma fila de espera para poder ter um filho. Malthus provou que o boom populacional prejudicava a sociedade. Eram 3 da tarde, e Clara estava sentada na carteira fingindo ouvir o professor virtual. Ela estava maquinada, ela sentia, tinha sentimentos, e não se importava em saber porque. Nesse mundo depois da vacina pró racional, o homem deu mais um passo na escala evolutiva. O líquido amarelo era aplicado nas crianças logo ao nascer, fazendo com que os instintos diminuíssem em 92%. Foram preservados apenas os instintos indispensáveis. Isso não teve efeito em Clara pois ela ainda tinha o que vocês chamam de coração. No seu mundo; O centro das emoções. No nosso; Uma bomba de nutrientes e oxigênio para o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Clara tinha um plano para conquistar Antônio. Ela queria ele só para ela. Ela era egoísta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como narrador preciso dizer algo antes, para que vocês tenham uma visão ampla dos fatos: Suponho que os leitores devem estar, arrogantemente, julgando esse mundo-diferente de maneira errónea, pensando consigo- “que mundo infeliz”.- Pois saibam esse mundo é muito feliz, sim. A felicidade está no saber, e não na ignorância como muitos do seu mundo costumam dizer. Nós somos a antítese de todas as babaquices - macaquices- do planeta de vocês. Aqui não se tem sentimentos. Pelo menos  não os grandes sentimentos. Temos apenas sensações contidas e equilibradas. Se o dia está nublada ou chuvoso, não é motivo para a nostalgia e para o mal humor.   E não pensem que isso é ruim. Ruim é o modo seu modo de vida passional e isso é principalmente ruim para Clara que vive no nosso mundo mais é como se fosse do de vocês. Isso não é felicidade. Amar não é alegria , amar é sofrer como um babaca. E é esse sentimento, que vocês da terra julgam o mais nobre, que é o fruto de toda a desgraça de vocês.  Mais uma coisa que é bom que seja explicada, Eu sou o Antônio. Eu fico observando essa menina irracional, ela disse que me ama mas eu nem sei o que ela quis dizer com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas a vermelha da Clara tinha um plano para conquistar Antônio, e encher o mundo com a sua tolice de amor. Eu poderia contar para vocês o plano, mas sou incapaz disso pois não consigo entender o que rabiscos no caderno de física significam. Coisas como Corações e “bem-me-quer-mal-me-quer” e espalhar o pó de pirlimpimpim do amor em todas as pessoas e desenhos de sorrisos e um gatinho fofinho do tom e um poema sobre como o amor é bom. Isso era o que tinha no seu plano, era isso pois não tinha nenhuma causação lógica. Para mim seu plano eram rabiscos incoerentes e desprovidos de objetivo.  Ela estava ansiosa para começar seu plano. Estava pronta para quando tocar o sinal do fim da aula e então começaria a espalhar o amor, começando por Tom. Ela sorria enquanto o professor falava sobre “quarks”. Sorria muito e estava feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem carrancudo e gordo se levanta da cadeira e vai de encontro a Clara- uma menina loira de 12 anos, com carinha angelical.-. O homem está vermelho de raiva e grita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -CORTA-  Andando em direção a menina, que retribui com um olhar de medo e arrogância. No caminho ele tenta se controlar. Pensa em contar até 3 para diminuir sua Ira. “Ela é só uma criança, cuidado com o que falar. O executivo dele pode vir torrar seu saco depois” era o que ele pensava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Kate, você não pode sorrir assim, criatura! -  Disse num tom entre o berro e grito.- Presta atenção! Você é uma menina que sente no meio de tantos insensíveis. Você nunca seria feliz. Ninguém te entende. E tem mais. Sentir nunca deixou ninguém mais feliz. Megasena deixa feliz.- Moderando a voz e tentando fazer com que a super-atriz-mirim entendesse.- Love will tear us apart. Capiche? - falou com sotaque hollywoodiano.- Vamos gravar de novo a cena, agora, sem sorriso. Certo princesa?- Com um sorriso irônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A atriz mirim fez cara de choro e o diretor se virou gesticulando para que o pessoal da produção fosse dar um jeito naquilo. Meia dezena de bajuladores correram para acalma-la e convence-la a refazer a cena da escola. Uma das ultimas cenas a serem filmadas. Habacuque Camparello, o diretor, ainda fazia o suspense total sobre o final do filme e a crítica já começava a criticar. Era de praxe. O que Clara faria para mudar o mundo racional? Esse era as capas das principais revistas de cinema. Que estão malconformadas com o fato de Habacuque não ter sequer escrito o roteiro dos últimos 20 minutos do longa metragem. O pessoal da imprensa cinematográfica achava aqui uma jogada de marketing barato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Agora com a ultima cena gravada, todos estavam ansioso para saber como seria o final. O Granfinale. Habacuque dispensou todos e disse que o filme estava pronto, irritando bastante os infiltrados da industria da fofoca. Pego o rolo do filme, já editado, colocou em baixo do braço e saiu do estúdio de gravação sem responder a nenhum pergunta. O produtor ficou puto e sem poder fazer nada. O diretor tinha carta branca. Era o queridinho do chefão do estúdio. Não importa o que aquele cara fizesse venderia bastante, então deixavam que ele fizesse o que quisesse.  Se quisesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Habacuque sabia como seria o final. “Não vou te contar o final, porque o final tem que vir do coração, senão esse texto não vai valer a pena”. Ele havia prometido para o irmão. Prometeu que contaria sua história, mas o irmão, Maleque, nunca lhe contará o final. Pois ele também nunca contaria o final que o público gostaria de ouvir. Habacuque olhava novamente o álbum de fotos, pensando em como seu irmão fazia falta. O maior erro que um morto pode cometer com os vivos é continuar vivo dentro dos corações. Maleque estava todos os dias com seu irmão. Maleque mudou a racionalidade do irmão, mudando toda a sua vida. Vivia da morte do irmão. A lágrima caiu molhando a foto antiga do irmão careca e pálido, vestindo um jaleco branco. Maleque estava na foto e na vida do diretor e faziam vinte anos já. Leucemia do irmão mais velho, seu ídolo pessoal. Eles brincando na gangorra. Seu irmão que movimentava o brinquedo, era maior e mais velho. Mais forte e mais inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando a leucemia chegou, sem avisar, nem mandar recado trouxe também o sentimentalismo, bobo, junto. Habacuque não gosta de chorar pelo passado, se sentia infantil. A maratona de hospitais acabou que juntou ainda mais os dois irmãos. Maleque animava Habacuque. Dizia que se fosse, estaria num lugar melhor. Mas o irmão mais novo odiava esses bobagens sobre morte. “Você não vai morrer, Irmão!”. Você não pode morrer, não suportaria sua falta, pensava. Dormiu muitas vezes no hospital esperando que no outro dia o médico dissesse. “Seu irmão está curado, é um milagre!”. Enquanto o milagre não vinha, seu irmão lhe contava muitas histórias, falando de como ficariam num filme. Explicava como a câmera passaria a emoção. Maleque era 10 anos mais velho e tinha acabado de terminar o curso de cinema. Era cheio de idéias, cheio de vida. Uma das histórias de era a história de Clara no País da Razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Maleque nunca contou o final da história. Dizia que se morresse gostaria de ver Habacuque fazendo esse filme. Mas não contava o final para o irmão porque o final só seria verdadeiro se viesse do coração de quem conta a história. E assim são as histórias mais belas, sejam aquelas que vem do coração do poeta apaixonado ou no lápis do romancista que olha o mundo como uma criança. Mas esse foi o pecado de Maleque, algemar o irmão ao passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Segurou o choro. Estava com um nó na garganta. Pegou o rolo do filme e esticou a película, juntando a ela uma outra. Na outra estava as cenas do filme caseiro. Eram os momentos dos dois irmão no hospital. Tiveram uma vida ali, por mais de um ano. Maleque sorria o tempo todo um sorriso amarelado e frágil. Era vulnerável, dando a impressão que se um vento o tocasse na sua pouca pele lhe quebraria os ossos. E assim enquanto o corpo se esvaziava da vida o sorriso mostrava a mais nua e crua alegria. Uma alegria incomodadora. E essa alegria seria o final do filme, pois era isso que estava no coração de Habacuque.  Como o irmão pediu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vídeo caseiro o irmão contava a história de Clara e perguntava para Habacuque:&lt;br /&gt; -Se eu morrer você me promete que contará a história de Clara?&lt;br /&gt; -Não fala isso&lt;br /&gt; -Promete?&lt;br /&gt; -Seu eu prometer você para de falar essas bobagens? Então Prometo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era assim que Clara mudaria o mundo racional. Era assim o final do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O diretor foi até o quintal da grandiosa casa, carregando uma caixa com coisas do irmão. Pegou um pá fez um buraco e guardou ali as lembranças do irmão. Terminado o pedido do irmão agora tentava também enterrar a sua presença. Habacuque pensava que amanhã levaria o filme ao produtor, e só então poderia viver SUA vida. Ele odiava cinema, porque o fazia lembrar. Pensou em que faria da vida. Deu um abraço no ar com um sorriso no rosto e disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Adeus Maleque.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-5292579811577358532?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/5292579811577358532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/08/o-mundo-amarelo-de-clara-vermelha.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/5292579811577358532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/5292579811577358532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/08/o-mundo-amarelo-de-clara-vermelha.html' title='O mundo amarelo de Clara vermelha.'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-4878980417398799227</id><published>2009-08-14T16:48:00.001-03:00</published><updated>2009-08-14T16:51:28.511-03:00</updated><title type='text'>Craque da bola na bola Mundo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nasceu em um barraco, próximo ao córrego Nsa da Beleza. As paredes de maderite roxas resistiram a algumas inundações e incêndios. Seu pai pedreiro entendia bem sobre remendos em compensados de madeira. Sua mãe faxineira não deixava a casa ficar com o mesmo cheiro do córrego, e o chão mesmo que fosse de terra batida nunca estava sujo. Ele não chegou a conhecer a pobreza. Ou pelo menos não teve consciência dela. Vandeco nasceu com aquilo, coisa que só uma genética multicultural poderia dar. O samba do crioulo doido e o ziriguidum fizeram dos pé daquele menino obras de arte.  Aos 5 anos de idade já chapelava. Aos seis estava jogando pelo time da rua e coloca a bola onde quisesse . Com nove anos era a estrela do campeonato nacional de futebol infantil. - Garoto prodígio, marca 5 na final – A família deu apoio. Valdecir deixava de  trabalhar para levar o filho no treino.  Tiveram sorte por conseguir um empresário honesto. Na verdade, o empresário teve mais sorte que eles.  Estava ganhando uma nota preta com o pretinho do Vandeco. Nessa época todos já sabiam: O moleque ia estourar. Estourou. Contratado com o Real Madrid aos 13.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; Vandeco continuou no Brasil emprestado ao Corinthians. Trampolim para a fama. Tinha mais entrevistas que treinos táticos. Comparações inevitáveis “será o novo Pelé?” .Vandeco humilde falava pouco. Deixavam que as pessoas falassem por ele. Também era assim com as mulheres. Namorou supermodelos. Não era um grande conquistador, mas seu talento conquistava. Tudo que ele falasse parecia interessante. Pessoas aplaudiam sua humildade, como também aplaudiriam se fosse arrogante e arrojado. Porque elas aplaudiam o seu Dom com a bola nos pés.  O resto era conseqüência. Eram autógrafos, eram Gols.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; Comprou casa de luxo para a família. Quando a imprensa o perguntava sobre isso respondia humilde : “Família em primeiro lugar”. Eles aplaudiam. Foi chamado para fazer comercias. Seu sorriso vendia milhões. Valia uma Cayenne.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; Ele ainda era uma criança por dentro, mas já começava a entender o mundo. O mundo redondo, como a bola. Que ele não dominava com igual facilidade. Pessoas vinham atrás dele, queriam um pedaço dele. -Por favor, me vê uma picanha Vandeco!- Um frigorífico usou a imagem dele para vender mais. Ele ainda era uma criança, mas entedia que o mundo era redondo. Que as pessoas vinham atrás dele por interesse. O pessoal da Nsa da Beleza o ligava para convidar para churrascos, batizados e casamentos. Pura falsidade, o que eles queriam mesmo eram empregos. Queriam fama. Queriam estar perto do novo astro do futebol nacional.- Joguei bola com Vandeco- falavam orgulhosos. - Um dia dei um drible nele.- Orgulhosos.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; font-family: webdings;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; Agora ele está ali. Penalty de final de libertadores. O estádio inteiro gritando VANDECO. A euforia era completa. Vandeco já sentira aquilo muitas vezes, e muitas vezes bateu penaltys e muitas vezes fez o gol decisivo. Era ele e sua melhor amiga. A bola. Gramado todo regular, e as luzes do estádio faziam o verde brilhar. Apesar de todo som da torcida, dentro da sua cabeça Vandeco mantinha um absoluto silêncio. Como só os craques conseguem. Correu para a bola, e no meio do caminho pensou em sua vida. Pensou na bola entrando no Gol, e pensou na gritaria. Chutou confiante, afinal ele era o craque.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; A bola passou à metros do gol, e um silêncio infernal berrou em seu ouvido. Aquilo não podia estar acontecendo. Perdemos a libertadores. Por culpa do, até agora pouco, craque. Os xingamentos demoram o tempo necessário para que o público tirasse ele do patamar de craque para o patamar de estúpido. “Minha Vó faria esse gol” Gritou um gordo, redondo como uma bola. Foi tudo que Vandeco conseguiu ouvir. Foram apenas alguns segundos de silêncio.  O garoto correu para os vestiários, empurrando a imprensa e chutando câmeras-man.  Um fotógrafo conseguiu capturar as lágrimas do rosto do menino. A foto estaria no jornal de amanhã, com o subtítulo “ Craque?”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; Entrou na sua Cayenne e saiu o mais rápido do estádio. Mas não rápido o suficiente para que alguns torcedores conseguissem chutar o seu carro. Arranharam toda a lateral direita do carro importado, mas Vandeco não conseguia prestar atenção nisso. Dirigindo o carro sem saber para onde iria, a mente dele também não sabia quais as desculpas que ele deveria inventar para se auto compadecer. Fracasso era tudo que ele ouvia. Vandeco não sabia lidar com o desprezo, Vandeco não era um menino da favela. Ele nem sequer lembrava que era preto. O que ele não imaginava ainda era que amanhã ligariam para ele para cancelar contratos publicitários, que o pessoal do córrego da beleza ligaria para ele xingando. “filho-da-puta”.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; E menino também não sabia que depois de amanhã tudo voltaria ao normal. Que todos esqueceriam daquilo. E ele voltaria a ser O Craque. Voltaria a fechar contratos e a ser convidado para ser padrinho de casamento. Agora tudo parecia estranho para a criança, mas ele era esperto e na próxima semana já teria entendido como a bola Mundo rolava. Rolava do amor ao ódio . E como a paixão poderia acabar facilmente como um apito de final de jogo. E como voltava igual um apito do início da partida. Vandeco só precisaria deixa a bola rolar.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-4878980417398799227?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/4878980417398799227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/08/craque-da-bola-na-bola-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/4878980417398799227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/4878980417398799227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/08/craque-da-bola-na-bola-mundo.html' title='Craque da bola na bola Mundo.'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-3955803654209454519</id><published>2009-08-11T16:41:00.004-03:00</published><updated>2009-08-11T18:28:14.903-03:00</updated><title type='text'>Volta(s) no Quarteirao</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"&gt; acordo tarde _____duas e meia da tarde_____ com o sol batendo no meu rosto_____ preciso de um cigarro para aliviar o estresse_______acordar com o brilho amarelo _era pior do que minha mae me acordando______ seu vagabundo voce nao trabalha____nao___agora eu trabalho___   cade o cigarro caralho __acabou ontem anoite ______ainda estou meio lento__ preciso sair para comprar_____nao vou mudar de roupa _______seria uma tremenda hipocrisia colocar roupa de trabalho alguem ____que acorda duas e meia da tarde______ tinha sol mas estava frio _que frio _feche a janela _vou vestir um paleto marrom __por cima do pijama e vou comprar cigarro__   ah o ipod vou levar o ipod ___vou escutar   uma musica boa para começar o dia_____ o dia ja começou faz tempo______deço pelo elevador  olho no espelho___até que fiquei engraçado com o paleto por cima do pijama_____sou bonito__se nao sou pelo menos me acho bonito_______nao era um pijama nunca tivi pijamas era uma roupa qualquer que eu uso para dormir________bermudas de surfistas sao melhores para dormir que pijamas _______  uma banca de jornais proxima____________cigarro urgente__fica a duas quadras   __________nao vou ouvir o ipod _______pensei que talvez visse o mundo diferente______nao consigo pensar em nada que não tenha tabaco________ um cigarro mentolado por favor__   tem isqueiro para emprestar___nao   ___como nao_ vou ter que comprar um isqueiro___o cara disse que pessoas roubavam os isqueiros que ele emprestava___eu roubaria um isqueiro de uma banca porcaria igual a sua que nao tem isqueiros para emprestar___me ve um esqueiro tambem   ___acendo o cigarro  que isqueiro legal cricket  por 1 e ciquenta barato__  gostei da banca___vamos dar uma volta no quarteirao__  eu e meu cigarro__   pisei em algo mole__  cocos de cachorros de madames teem cosistencias chique__  era umido e molenga na quantidade certa provavelmente era melhor alimentado que eu raçao cara balanceada com suprimentos alimentares bem diferente da minha dieta de cachorro quente___   as pessoas reparam em pessoas que usam paleto por cima de pijamas___uma mulher arrumando a vitrine de uma loja olha pra mim   bonita   parecia uma menina que conheci no ultimo final de semana___ a menina gostava de aranhas___ quem gosta de aranhas___ela era estranha_ gostei disso___ na rua passa um garoto de maos dadas com a mae dele___ele e a mae tinham a mesma altura___bonito isso   __uma clinica de plastica para viados-eu pensei-um casal de bichas saiam do carro e entravam rapido na clinica um dos veados tinha algo escondido na bunda_um formato estranho_ era uma garrafa de cerveja com certeza___dei risada___o casal foi se divertir tentando inovar mas parece que nao deu muito certo___uma vez uma amiga me falou que muitas pessoas davam entrada no pronto socorro pedacos de cenouras quebradas  dentro do reto_sera que esse medico teve que atender alguem no meio da madrugada_   serviço 24h para impalados_____nossa que vontade de fumar-coloque o cigarro na boca e de um forte trago_ahhhh_gosto de fazer onomatopeias dentro da minha cabeça_____um mendigo passa por mim ele levava um cobertor no ombro um cobertor bonito cheio de desenhos alguem doou para ele eu sera que ele roubou de alguem_como eu sou preconceituoso vou chamar o mendigo para tomar uma pinga vamos ao um bar ali perto e ele me conta a vida dele talvez isso desse um bom texto   _qual seria o nome do texto_   no bar com um mendigo de cobertor e coraçao bonitos_  ele fedia achei melhor nao convidar_entao vou deixar cair uma nota de cinco reais do meu bolso_ o mendigo passa pela nota e nem ve_  que mendigo arrogante_ voltei e peguei a nota no chao   na esquina da rua tem uma doceria_ la de dentro sai um gordinho__gordinhos fanaticos por docerias_esta comendo um bolo floresta negra__fiquei com fome   quando chegar em casa faço um miojo para mim ou um cachorro quente_ se eu continuar assim vou ficar igual esse gordo_deveria comer algo mais nutritivo igual aquele coco de cachorro__  uma drogaria_drogasil   lotada porra sao 3 horas da tarde e as pessoas lotam uma drogaria_isso era o mundo pos moderno  tudo se toma drogas___esta com fome tome um remédio esta triste uma capsula esta alegre demais um comprimido esta na rua e virou mendigo cheire cola___  talvez devesse inventar um remédio para que aqueles bicha parasse de enfiar cenouras no cú___preconceito novamente__sera que seu eu tivesse ouvindo meu ipod eu estaria pensando em tudo isso___ me deu vontade de escutar Zombie dos cranberries_   fiquei pensando no pedaço da letra que eu conhecia__In your head in yooour heaaaad   Zooommmbie zoonbie  -nao sei o resto da letra  traduzi o que isso significava-   zombies na minha cabeça___ imagino como seria se tivesse um zombie na minha mente___ imagino que ele é que esta pensando em tudo isso eu sou apenas o corpo que ele/eu se apossou para poder dominar o mundo  _piso em outro cocó   -caralhoooooo-   fico arrantado meu pé na calçada_muitas pessoas olhando para o cara de pijama que anda com um pé arrantando-  me senti como aquele mendigo___ eu tambem me olharia se eu nao fosse eu___   gosto estranho na minha boca___ estou fumando o filtroooo preciso de outro cigarro ________fiquei muito irritado com o cocó e com a minha burrice___burrice nao___muitas pessoas destraidas ja fumaram filtros de cigarr0_________acendo outro_dilicia__  olho na minha mao o isqueiro Cricket   por 1,50- uma pexinxa-passo de novo em frente aquela banca  estou dando voltas no quarteirao  engraçado-olha so tem uma cestinha de lixo escrito___coloque o coco do seu cachorro aqui___acho que ninguem nunca reparou nessa cesta___ pessoas que passeiam com cachorro normalmente usam ipod_ ninguem ve o mundo de fora quando se esta no mundo interno_da proxima vez que saisse de casa nao levaria o ipod_ mas quando chegasse em casa escutaria Zombie___uma casa toda branca  com um jipe de exercito na garagem tem uma placa escrito em alemão no portão___na placa tem um desenho de um guincho levando um carro   presuponho que seja algo do tipo   -Se algum Herr filhadaputa estacionar na frente do meu portão eu mando guichar__O cara devia ser nazista; placa em alemão-jipe do exercito- e uma casa toda branca aludindo a raça ariana superior__um escroto de merda _como alguem pode se achar melhor que outro apenas pelas suas origens_não importa de onde partimos mas sim onde chegaremos_ daria um bom texto  preciso lembrar dessa frase__quando chegar no meu flat vou escrever tudo isso que acontece_qual seria o nome do texto_o dia em que sai de casa sem meu ipod_Não ficaria muito coisa de escritor de massas de estilo comtemporanea que quer ganhar dinheiro fazendo o leitor se identificar com o texto__escritores que nao tem paixao por escrever_tive uma ideia -deve ser por causa desse cigarro mentolado-   vou escrever um texto de tudo que pensei na volta pelo quarteirao   vai chamar quarteirao e nao vou pontuar nem colocar acento_porque pensamentos nao sao pontuados nem teem acentos_olha que ideia genial___vai me render boas criticas_ poderia ganhar um premio por isso_ pena que eu nao escrevo pra ninguem_apenas meia duzia de frequentadores do meu blog vao ler__fodase isso é  a verdadeira paixao por escrita_ vou ter algums problemas se nao colocar acentos -por exemplo o “é”  como o leitor vai saber que é “é” e nao “e”_é vou acentuar apenas o “é”  e ainda escrevo que eu pensei nisso pra deixar o texto mais interressante   -nossa quase que um carro me atropela ____o cara tava saindo da garagem e eu ouvi o sensor de estacionamento do carro dele apitar___pipipi___ou seja cuidado motorista voce vai bater em alguem_ no caso eu_tem uma menina loira alta estilo modelo de mãos dadas com a mãe  baixa mais também loira_  acho que vou convidar minha mãe para andar pelo bairro de mãos dadas__parecer ser legal___pena que eu não tenho mais mãe__na verdade eu tenho mãe  mas talvez o texto ficasse mais emocionante se eu não tivesse___ porra eu to matando minha mãe por causa de um texto de merda___  para quem ja matou a gramatica matar a mae não é nada___  claro que é___  olho para tras para ver se a loira modelo esta me olhando   _não esta__ parei numa outra banca de jornal_  uma banca de jornal muito bem organizada___a dona é uma tia gordinha___ela colocou todos as edicoes que fossem referentes a Italia juntas___revistas de aprenda a falar italiano  viajem para italia  receitas de pratos tipicos italianos  achei isso bonito___as pessoas da rua estão reparando que eu estou dando voltas no quarteirao___ engraçado é que elas ja estao ficando com medo___posso ser um assaltante___São Paulo cria esse imaginario coletivo nas pessoas___  não vou fumar mais um cigarro vou para o flat e vou escrever esse texto   cigarro mata__lei antifumo___  e da cancer __   deixa eu lembrar das coisas interessante que eu vi no quarteirao_   faça uma lista mental para nao esquecer___mendigo, nazista, banca, isqueiro, dois cocos, dois filhos de maos dadas com as respectivas maes___obvio que é com as respectivas maes  eles nao poderiam trocar de maes___ afinal a loira modelo nem conhece o garoto da mesma altura da mae___ ou conhece___nossa isso esta ficando confuso   esquece da lista_ senti um cheiro bom mas estranho e irritante_  vem do cabelo de uma mulher-   cabelo brilhante- ela passou creme sem enxague___isso é nojento mas fica bonito   pelo menos nela ficou___a parte estranha do cheiro é o cheiro de candida -cheiro de agua sanitaria-   ela tinha maos secas por causa do produto___deve ser a faxineira de algum desses predios de luxo _quando voltar pra casa vou durmir mais um pouco   acho que vou sonhar com zombies   vou ter pesadelos com zombies na minha cabeça   melhor eu nao durmir__vou escrever tudo e depois assisto um filme_ e ligo para o meu trabalho   digo que estou com gripe_ essa vai colar-   esta todo mundo com medo da gripe suina___  sera que é muito manjado essa desculpa_   bom deixa eu reler esse texto pra ver se eu nao esqueci de nada__  aaaaaa eu esqueci de deixar o meu sapato na area de serviço_ deixei um rastro de coco de cachorro por todo o flat_  caralho_ para de escrever essa merda e vai limpar__  em vez de colocar um ponto final no texto poem um ponto de exclamaçao   por te lembra um cigarro que é o que voce vai fumar quando terminar de limpar a casa e seu sapato!___sera que tem um zombie dentro da minha cabeça?___que merda de blog spot ele tira os meus espaços multiplos_assim eu nunca serei um bom escritor___  vou subistiuir por %___  não vai ficar o texto mais irritante do mundo   vou usar" _"___espaços eram melhores___mas !  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-3955803654209454519?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/3955803654209454519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/08/voltas-no-quarteirao.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' 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janela?&lt;br /&gt;-Fechei, Bem.&lt;br /&gt;-Sabe que São Paulo não é como antes!&lt;br /&gt;-Sei, Selma, sei. Sabe o que eu sonhei esses dias? Com a nossa viagem a Paris. Aquela que fomos logo quando me aposentei.&lt;br /&gt; -Cláu, aquilo foi o melhor presente que você já me deu. Eu não desconfiei de nadinha. Sabe que eu sempre fico falando de você quando vou no cabeleireiro. Não tem marido melhor no mundo!- disse Selma virando-se na cama para abraçar Claudionor.&lt;br /&gt;-Que cidade linda! Aquilo sim foi nossa lua de mel! Nem perto de quando nos casamos. Saímos da igreja correndo para o sítio do seu tio Zé Carlos perto de Lins. Que casebre hein. Você lembra como foi?! Lembra quando aquela vaca entrou no quarto e lambeu minha bunda?&lt;br /&gt;-Nossa eu morri de vergonha daquilo. Era minha primeira vez e uma vaca me entra no meio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riram, deram um beijo de boa noite e dormiram abraçados. Daqui a um mês completariam 40 anos de casados, e Claudionor já tinha comprado as 2 passagens, apenas de ida, para Paris. Faria como da primeira vez, uma surpresa, e tinha certeza que ela adoraria. Claudionor marcará para amanhã uma reunião, às escondidas de Selma, com um corretor para acertar a venda dessa velha casa. Com o dinheiro compraria um apartamento pequeno, só para os dois, e ainda sobraria uma boa reserva para gastar com Selma. Esbanjar na Cidade-Luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era estranho para Claudionor pensar como seria a vida sem aquela casa. Viverá mais de 40 anos naquela mesma rua do bairro da Pompéia.  Antes o local era pacato. Lembrava dos seus filhos brincando naquelas ladeiras. Cesinha jogava bola na rua. As ruas ficavam pintadas em tempos de copa. Vanessa tinha muitas amigas no bairro que vinham na sua casa para ouvir vitrola. LPs do Bon Jovi. A casa que seu Claudionor comprará por ajuda das empresas Matarazzo, onde trabalhava como supervisor do Mercado Superbon na rua Turiaçu, tinha muita história. No chão daquela sala, César venho ao mundo às pressas, seis meses e o menino resolveu nascer, pois nasceu. E assim era o seu filho que também resolveu ir morar nos EUA, pois foi. Hoje está bem lá, tem família, casou-se com uma americana feia, mas de bom coração. Seu Claudionor não se conformava, antes ficasse no Brasil e arranjasse uma mulata bonita. Selma o consolava “A menina é boa, e César está feliz. Isso é o que importa”.  O velho concordava. E reclamava do Eduardo, o segundo marido de Vanessa que segundo Claudionor, era um vagabundo. O genro vivia de especulação em bolsa de valores e trabalhava em casa. Coisa de vagabundo. Mas Selma contornava o velho “Ela ama ele, e está feliz. Isso é o que importa!”. Claudionor concordava, sempre concordava com Selma, e retrucava  “É... Que pelo menos esse não morra! Melhor um vagabundo vivo que um trabalhador defunto.” . O primeiro marido da filha morreu no segundo ano de casamento. A filha agora morava no Rio de Janeiro com Eduardo. Sem os filhos na casa, os Azevedo se sentiam sozinhos. A casa tinha eco. Seria melhor um apartamento pequeno, só para os dois. A idéia de mudar de casa ainda incomodava o velho Cláu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, aqui estão as chaves. Agora você é o proprietário. Meus parabéns!&lt;br /&gt;-Hahaha, corta essas cordialidades Chico. Sabe que eu ainda estou me acostumando com a idéia.&lt;br /&gt;-Oh, Caipira, vai para Paris, curte a dona Selma e aposto que vocês vão voltar de lá loucos para se mudarem. Mas não se esqueça, você tem 2 meses para desocupar a casa.&lt;br /&gt;-É acho que Selma vai adorar voltar a Paris. Pena que não temos aquele fogo como da primeira vez.&lt;br /&gt;-Que é isso Claudionor, agora as coisas estão mais fáceis. Uma pílula azul e pronto, você vira touro de novo.&lt;br /&gt;-Cê acredita mesmo nisso Chico? Esses remédios são tudo farinha de trigo. É tudo enganação, quando cê chega na nossa idade não tem jeito mesmo. Só com guindaste.- disse rindo da própria condição, que não lhe agradava, mas sentia-se confortável em desabafar com um amigo de longa data que provavelmente passara também pela mesma odisséia masculina do fim da virilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amigo lhe deu uma cartela, e recomendou que testasse. Claudionor guardou no bolso achando aquilo uma tremenda bobagem. Despediu-se de Francisco, seu amigo desde os tempos que ele morava em Lins, interior paulista. O papo estava bom, mas não podia se atrasar senão a esposa desconfiaria dessa mudança de rotina. A rotina era sempre a mesma, qualquer atraso pareceria estranho. Era quarta-feira, dia de ir na pizzaria, iam a pé, ficava a 5 quadras da velha casa. Eram um simpático casal de mãos dadas andando pela rua. Seu Claudionor sempre vestido a rigor. Selma usava colar de pérolas. Há mais de 30 anos faziam isso. Pizza do Novaes – Quartas: Peça a pizza e ganhe um vinho! Eles trocavam o vinho pelo suco de laranja, Selma tomava remédios. Nas quintas eles jogavam tranca na casa dos amigos do Lions. Sexta era dia de fondue, Selma era de descendência suíça. Sábado iam ao Jockey Club. Todos horários regulados. Sempre juntos e de mãos dadas. Era a cumplicidade do amor da terceira idade, não importa o que aconteça eles estarão juntos. Mesmo que o prazer acabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selma viajava uma ou duas vezes por mês ao Rio de Janeiro, com pretexto de visitar a filha que sempre foi muito apegada à mãe. Esses dias Claudionor dedicava aos amigos. Ia ao bar do Simão e encontrava a velha guarda dos demitidos da Matarazzo. Dessa vez, à algumas semanas da viagem a Paris, não seria diferente. A não ser pelos comprimidos. Claudionor preferiu testar antes de colocar em prática, pois pensou que se morresse do coração pelo menos não seria em cima de Selma. O que provavelmente a mataria do coração também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A volta da virilidade. Sentiu se como se fosse jovem novamente, como se não necessitasse mais fazer concessões éticas e morais à Selma. Não se culparia mais por ser broxa. Já faziam mais de dez anos de inatividade, com alguns momentos de clarão, mas clarões que não eram lá de tanta claridade. Com a esposa fora por 5 dias, Seu Claudionor resolveu que teria tempo para viver novamente. Amava Selma, mas de outra maneira. Aliás, ele amava muito Selma, por isso tolerou aquilo por mais de 5 anos. Pensava que a culpa era dele. Pois agora seria mesmo. Os amigos do Simão iam para um forró. Cláu descobriu novamente como era. Florisberta, uma nortista arretada que tentava a vida em São Paulo, descobriu também o charme de ser uma princesa. Claudionor a tratava como um gentleman, faria de tudo para aquela que o trouxesse de volta. Flor, como ele a chamava, o trouxe. Comprou camisetas, tênis de corrida, entrou na academia e foi fazer natação. Ligou pra Selma e disse para que ficasse no Rio mais uns dias. Selma adorou, Selma adorava o Rio. Claudionor sabia por que. Ele concordava com a atitude dela. Ele sempre concordava com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selma o esperava em casa. Ela tinha chegado e ele não estava em casa, pois havia dormido com Flor. Claudionor ligou avisando, e pediu para que ela o esperasse. O velho entrou pela porta da frente passando pelo corredor cheio de fotos. Parou por um minuto na frente da foto do casamento. Ele sempre foi apaixonado por Selma, mas sem a virilidade ele se sentia coadjuvante na vida. Figurante do amor, fazendo pose para foto. Olhou outra foto deles, de 2 anos atrás. Viu seu sorriso fraco, e se sentiu mal por isso. Enxugou uma lágrima que insistiu em sair. Encheu o peito de ar e foi até a sala. Selma estava sentada, linda como sempre. Ela era 10 anos mais jovem que ele, uma tremenda cinqüentona, quase sessentona. Vestia um vestido vermelho colado. Sempre voltava do Rio com roupas insinuantes. Ela se levantou involuntariamente ao ver Claudionor vivo. Tinha olhos vivos. Foi como se se apaixonasse de novo. Ele foi na direção dela e a beijou antes que ela pudesse respirar. Selma sentiu o mundo dar voltas. Ele apertou a bunda dela, e sentiu seus pêlos arrepiarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Selma, eu vendi a casa, e vou para Paris com Florisberta, minha namorada. O dinheiro da venda dividimos quando eu chegar de viagem. Volte para o Rio e passe bem com o Rogério.&lt;br /&gt;-Você sabe do Rogério?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claudionor ficou quieto. Não queria assinar o testamento de corno, nem dar esse sabor para Selma. Pois mesmo assim, mesmo tendo um namorado carioca- jogador de futevôlei- ela nunca abandonou Claudionor. Ela amava ele. Mas fazia amor com Rogério.&lt;br /&gt;Era estranho para Claudionor pensar como seria a vida sem aquela Mulher. Mas era um estranho bom. Assim como o perfume de Selma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Special thanks to Leo Ferraz pela cuidadosa revisão&lt;br /&gt;Valeu pelo tempo despendido cara!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-1217186524277209244?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/1217186524277209244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/08/comprimidos-de-coragem.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/1217186524277209244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/1217186524277209244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/08/comprimidos-de-coragem.html' title='Comprimidos de Coragem.'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-764112284049439919</id><published>2009-08-05T15:41:00.001-03:00</published><updated>2009-08-05T15:41:26.572-03:00</updated><title type='text'>Estranha Amizade.</title><content type='html'>Ficava no East Harlem NYC .Espremida entre dois edifícios, de mais ou menos 6 andares, estava o Il Fratelli. Uma singela pizzaria no Harlem italiano de toldo colorido: verde, branco e vermelho. Harlem que não era tão italiano assim, graças a invasão de latino-americanos em busca de qualquer forma de ganha-pão. Qualquer forma. A que aparecesse primeiro. Agora era Spanish Harlem, era um bairro revitalizado de manhattan, que algumas gangues ainda mantinham uma certa “ordem” na vizinhança. Se tiver dinheiro, os chicanos  ilegais podem fazer você viajar até o Moon Harlem. Mas nada que saísse da “ordem” dos policiais. Toma-lá-dá-cá entre os bonzinhos e os malvados. Mezzo a mezzo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Algumas poucas mesas cobertas de tolhas quadriculadas com as cores da bandeira nacional. Não a americana. Paredes de tijolinhos vermelhos, daqueles que querem parecer rústicos. Esse eram realmente rústicos. Um forno de pizza, grande para o tamanho do local, exalava um piu bello aroma de lenha, enchendo o ambiente de uma sensação de aconchego e nostalgia. Garrafas penduradas no teto. Fotos, não de famosos, nas paredes. Fotos do dono da pizzaria, fazendo pose com um copo de vinho na mão e um cogumelo verde na outra. O  estabelecimento estava cheio como de costume, Il Fratelli di Luigi pizzeria era a atração da East 109th Street . A fila de espera ficava sentada no lado de fora em mesinhas de madeira, sob Guarda-sóis da Campari. Enquanto aguardavam um cobiçado lugar dentro, degustavam vinho e apreciavam umas porçãozinhas de cogumelos. Diversas variedades: vermelhos , verdes, brancos com bolas vermelho. Eram a specialitá da casa. A pizza de cogumelos - Pizza di Funghi ( Mushroom's pizza) :  o nosso especial molho de tomates italianos preparado pelo próprio Luigi, coberta com uma excelente combinação de cogumelos raros, que com certeza te darão 1UP.- era a mais vendida.  Mas, sinceramente, não tinha nada de especial na pizza. Uma pizza simples com recheio de mexidão de fungos borrachudos. Vero, o repente sucesso do restaurante não era devido a qualidade da comida. O chamariz era o próprio dono. Seu Luigi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O proprietário era um senhor de roupa verde, estranhíssima, alto e magro. Tinha um rosto ossudo, guarnecido de um gordo nariz redondo. Antes tivesse um grande bigode para disfarçar tamanho do nariz. Pois tinha. Um grosso bigode, que hoje , diferente das fotos da parede, estavam grisalhos e mostravam os sinais da idade. Tinha 48 anos. Usava o mesmo quepe, também verde,  que à vinte anos.  Anos que estrelou numa série de TV e de jogos de vídeo-game interpretando o personagem homônimo. Luigi abriu a pizzaria logo que se casou e saiu do showbiz – estava cansado da fama e procurando constituir uma família-. A série durou mais 5 anos sem ele, ficou obsoleta e cafona. Isso fazia tempo, a empresa faliu e os jogos em 2D não estavam mais nos planos das mega-indústrias do entretenimento. Isso não fazia muito tempo, foi a apenas a 2 anos que a moda Retro voltou, as crianças que jogaram os jogos na infância, hoje levam os filhos pra comer a pizza do Luigi, e lotavam o lugar. Ele nunca esperava que “Isso” fosse acontecer. Pagavam pela nostalgia. Isso era o rentável negócio, pizzas de segunda não davam dinheiro. Non que Luigi gostasse muito “d`Isso”. Passava em todas as mesa para repetir “Mama Mia” ou “Mário, where are you?”. As criancinhas apertavam seu nariz. E ele tinha que, todo dia, lembrar do passado, quando perguntavam por Mário. Catso! Era o jeito dele pagar as dívidas que fez nos outros 18 anos de total estagnação da Il Fratelli. Ele vivia do passado, que já tinha passado, ele vivi n`Isso. Infelizmente. Ou felizmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Seu Luigi, a Mesa 5 quer que o senhor vá lá - disse um dos garçons, que nada tinham de italianos. Imigrantes ilegais porto-riquenhos. Contratava esses sujeitos mal encarados que ainda arranhavam o inglês, não por pagar menos impostos. Era bom fazer amigos na comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Caspita” pensou Luigi, enquanto ia até a mesa. Torcendo pra que não tivesse nenhum criança idiota que gostasse de narizes gordos e redondos. Grazie Dio. Era um apenas um homem solitário. Provavelmente um Gamer nerd, pensou. Foi se aproximando da mesa que ficava do lado de fora, analisando o espaço ao redor em que faria o showzinho improvisado. Um homem, baixo e gordo, segurando um copo de bloody mary.  Reconheceria aquele rosto em qualquer lugar. Mesmo não tendo mais o bigode, mesmo não usando aquele, porco, macacão jeans. Mesmo sem aquela empolgação eufórica de antes. Era ele. Seu grande amigo. Quantos anos desda ultima vezes? 3 anos? Apesar de sentir saudades de Mário, sua presença de certa forma o incomodava. Coisa boa não era.  Dinheiro ou fofoca do mundinho dos decadentes da fama. Ou era favores.  As últimas duas vezes que o viu foram pra pedir empréstimos, que nunca foram pagos, e nem seriam. Luigi não ligava pra dinheiro mesmo. Mário nunca aceitou o fim do show, tentou usar os contatos para deslanchar a carreira como ator, mas ninguém o via além de Mário, o personagem. Além de um estranho imigrante italiano pobre e sem talento. Luigi entendia isso. Estava feliz por vê-lo mesmo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Amici! Não vai fazer a apresentação?!- Mário disse tentando tirar um sorriso alegre do próprio rosto. Saiu um sorriso, mas alegria não se pode falsiar. Pelo menos não pra alguem que lhe conhecia tanto como Luigi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Parlavam na mesinha sob o guarda-sol. Ninguém venho incomodar, ninguém o reconheceria assim. Acabado, assim. Mário bebia compulsivamente Blood mary e comia porções de peperoni.- Odiava cogumelos-. Luigi já não se divertia tanto com o amigo,  mas o ouvia. Ele era puro passado, falava do passado vivia no passado. Mário contou como estavam os outros. Contou que o garoto que vestia a fantasia do Bowser no programa agora tinha virado dono de uma botique L.A. Estava ganhando um dinheirão. Elogiou o sucesso de Luigi na pizzaria, nunca esteve tão cheia. Falou sobre a vida de todo mundo que conheciam. Bernard, um anão queniano que fazia Toad, o cogumelo falante, agora apresentava um noticiário para anões na TV a cabo. Mário só não falou sobre si. Não tinha o que falar. Luigi já sabia ele estava quebrado e morava num trailer herdado do tio. Mário gastou tudo na bebida, gastou com mulheres. Mario ostentou a fama muito depois dela ter acabado. Como qualquer rebento da escuridão da pobreza, que ofusca os olhos ao ver os diamantes brilhantes do luxo, ficou muito tempo iludido. Luigi gostava de Mário mesmo assim. Era duro ver um amigo nessa situação. Mas Luigi sabia que aquilo tudo, todo esse falatório, era teatro. Mario só viria  a pizzaria se tivesse algo realmente importante para falar. Ele não gostava de ver Luigi, dava saudade do tempos áureos. Não gosta de ver a esposa de Luigi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Mário! Que surpresa!- Disse uma senhora loira. Trazia mais uma entrada de peperoni. Telma, esposa de Luigi, ainda mantinha um ar de princesa. Não que fosse delicada como no seriado. Telma era um mulher muito resolvida fora de cena. Não era uma atriz de primeira, mas sabia disso e não ficava ostentando intelectualidade, nem querendo se fazer passar pelo que não era.  Era prima do diretor e por isso pegou o papel. Ela era tudo que Princesa Peach não era. Sensual e intrigante e nada ingênua. Coisas que fizeram muitos homens se apaixonar por ela. Mário inclusive. Mas ele teve outros planos quanto as mulheres. Amor não combinava com seu estilo de vida. Casou com Luigi pouco antes do programa acabar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Que Bela! Mas você cada dia mais Linda. Parece que os anos não passaram pra você. Fique aqui, sente-se per parlare um pouco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Obrigado Mário, mas eu preciso cuidar do forno. Esses hispânicos são péssimos como pizzaiolos.- disse baixinho, com medo da vizinhança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Continuaram o papo nostálgico. Lembraram de quando entraram no camarim do Bernard.  Escreveram um monte de piadinhas de anões de parede. O queniano quase pediu demissão, o cara tinha pavio mais curto que as pernas. Não tolerava nenhuma brincadeira quanto a altura, raça ou sua preferencia sexual. “Também anão, viado e preto. Imagina o que o cara já teve de escutar” disse Luigi. Riram da lembrando do chilique que o baixinho deu. “Tenho traços de nanismo, Não sou anão” esbravejava quando provocado. Por causa da brincadeira o produtor deu lhes uma advertência e não receberam 2 meses de salário. Valeu a pena, concluiu Mário. No meio das lembranças  Luigi reparava que sobre aqueles olheiras de Mário seu olhos corriam solto procurando olhar pra Telma sem que Luigi percebesse. Luigi não fez nada, nem poderia. Por fim, Luigi já incomodado com tanto papo furado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Mas me diga Mário o que te trás aqui?&lt;br /&gt; - Olha, vou te contar algo. Muito importante. E você não vai gostar&lt;br /&gt; - Ma que catso!  Andiamo para com esse suspense Parle!- Luigi disse ficando irritado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mário balançou a cabeça apontando a porta, sinalizando pra que eles fossem conversar lá fora. Luigi concordou. Eles andaram pelo Harlem Espanhol.  Luigi estava ansioso para saber o que Mário tinha para lhe falar, mas ficou quieto esperando que Mário começasse a desembuchar. Mário adorava enrolar a conversa, fazia o suspense para comover Luigi. Andando pelo bairro com Mário, Luigi se perdia entre seus pensamentos. Olhava a revitalização. Nem parecia o bairro que eles moraram quando chegaram da Itália. Foi perto dali que eles se conheceram. Os dois estava duros e precisavam conseguir um emprego. Foram contratados por uma agência de serviços. Faziam de tudo e normalmente colocavam os dois para trabalhar juntos. Instalação elétrica, reparos em assoalhos, chuveiros, faziam bicos como encanadores também. Foi nessas indas e vinda que eles ficaram grandes amigos. Ele nem ele nem Mário falavam inglês fluente ainda. Durante o trabalho chacotavam entre si, sobre o cliente, em italiano. Xingavam em italiano. Mário fazia caretas para Luigi imitando os clientes. Numa dessas casas, onde foram chamados para desentupir uma privada de um senhor gordo, muito gordo- um porco de terno- que era produtor, foi que a Fama começou. Produtor teve um insight e disse que eles virariam popstars. Naquela época eles acharam mais divertido o tanto de bosta que aquele porco cagava, do que a possibilidade de serem famosos. Fred, o gordo produtor, estava com um projeto de jogo de vídeo-game e procurava um personagem que o inspirasse. Mário e Luigi, era exatamente o que ele procurava, dois encanadores italianos bobos. Daí pra frente tudo mudou. Luigi não tinha certeza se mudará para melhor ou para pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Viraram a esquina da Pleasant Av.. Mário estava impaciente. Luigi ficou impaciente de ver  Mario impaciente. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; -Luigi, Eles voltaram. Eu pedi um favor para Eles e agora Eles nos querem trabalhando de novo.&lt;br /&gt; -Como assim Eles. Você, não está falando DELES? Está? - Disse Luigi já ficando vermelho de raiva e medo.&lt;br /&gt; -É, dos Bonanno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Luigi ficou branco. Teve uma sensação de ter parado o coração. Eles voltaram, tudo voltaria. O fantasma do passado, tudo que ele tinha trabalhado pra esquecer. Anos de terapia para poder conviver com isso. Porque Mário foi falar com eles. Mário era um idiota.  Ele não devia ter feito isso.&lt;br /&gt; - Você é um IDIOTA-  Disse enquanto seu punho fechado ia de encontro ao olho de Mário. Luigi não consegui controlar sua mão. Mário, que já estava bêbado, cambaleou e caiu desmaiado na calçada. Também não conseguiu controlar a força. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Luigi abriu um antigo baú no porão da pizzaria. Estava tudo ali do mesmo jeito que ele a 20 anos havia deixado. Os Bonanno. Fotos e recortes de jornal da época. Era como Boo. Um fantasma do passado. Fantasma que já havia sido exorcizado. Luigi tremia e falava sozinho pornográfias em italiano. Os Bonnanos eram uma das fámilias que controlavam o crime organizado em Nova York. E mesmo depois do arrocho polícial pra cima da Máfia, ela ainda continuava operando no submundo. Mais fraca que antes, mas não menos tenebrosa. Ao menos para Luigi que  um passado de “amizade” com os compatriotas. Pegou aqueles papéis e foi até o Jefferson Park.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sentado na próximo ao campo de futebol do parque, Luigi podia ver as crianças hispânicas jogando bola. Assim como ele fizera muitas vezes. Futebol no país da bola oval não era bem visto, ele sempre foi um estranho ali. Como aqueles garotos de Porto-Rico. Os excluídos criam as suas próprias inclusões, um italiano em Nova York não era ninguém se não tivesse no grupo dos italianos. A máfia era a maneira dele conseguir sobreviver. Quantas vezes passou fome na metropóle mais rica do mundo, e os únicos que o ajudaram eram os criminosos. Ele não era criminoso, repetia pra sí próprio tentando se convencer do contrário do que aquelas fotos na sua mão diziam. Foi a uma quadra dali, num daqueles condos. Ele podia ver o quarto andar daquele prédio. Ele podia ver a janela. Podia ouvir o som do tiro. A notícia do jornal dizia “Morto à tiros ator ativista contra o crime.” Não foi culpa dele, foi culpa do Mário. Sentiu se mal. Mário nem sequer sabia de toda essa porcaria. Quando chegou em NY, Luigi assim como Mário, assim como a maioria dos imigrantes, fez “amizades” de influência. Chego a beijar o rosto do Carmine Galante. O “Lilo”.  Eles te fazem favores, eles lutam juntos pela sobrevivência dos italianos. Mas eles também pedem “favores”. Luigi nunca chegou a dever favores para eles, sabia o que acabaria acontecendo. Mário pedia favores antes da fama. Durante a fama. E depois da fama. Os Bonanno não cobraram os favores de Mário, por que aquele Idiota acabaria fazendo besteira. Cobraram de Luigi, o pessoal do crime são como cães, eles farejam medo. Eles sabiam que Luigi não arriscaria a vida do seu melhor amigo. Ameaçaram matar Mário, por uma dívida de jogo que o Idiota fez e não podia pagar.  Mandaram Luigi apagar um cara, lhe deram a arma, e o local. Ele era perfeito para o crime. Ninguém desconfiaria dele. Encanador, trabalhador e bom amigo. Bom demais para não matar pela amizade. Foram dois tiros na testa. O cara estava no quarto com a esposa. Luigi nunca esqueceu o choro de desespero da mulher.  Agora Mário estava deitado no sofá de seu apartamento sendo cuidado por Telma que colocava um gelo sobre o seu olho roxo. Idiota. Olhou mais uma vez o jornal amarrotado : “o ator de 30 anos foi morto com dois tiros na testa na frente de sua esposa. O assassino não foi identificado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Luigi enxugava as lágrimas enquanto abria lentamente a porta do seu apartamento. Não chegou a entrar. Pela fresta, entre a porta semi-aberta e o batente, viu Mário. Sentado no sofá ao lado de Telma. Com a mão na perna dela. Aquela mão imunda. Ela tinha um sorrisinho no rosto. Ela falou algo para Mário. Luigi não conseguiu ouvir, mais pode ler os lábios da esposa. “Ainda sinto  aquilo por você, sonho com você todos os dias.” Luigi sabia que Mário e Telma tiveram algo. Fazia tanto tempo. Achava que aquilo era passado, mas o passado voltava como um fantasma. Estava com um nó na garganta. Fechou a porta, não conseguia mais olhar aquilo. Mário ainda era seu amigo. Luigi não conseguia acreditar como Mário ainda podia ser seu amigo. Mas era. Telma só estava com ele porque dava a  segurança que Mário não podia dar. Luigi estava sem chão. Luigi nunca se permitiu viver uma mentira, ele no fundo sabia que Telma sempre foi apaixonada pelo amigo. Amizade tem limites? Luigi achou melhor ele fujir. O passado dele acabava aqui. Ele era um estranho nessa terra. Ele sabia que podia contar com Mário para tudo, mas nunca precisou dele. Mário precisava de um amigo verdadeiro, Luigi era um amigo verdadeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Luigi caminhou novamente até o Il Fratelli. Fratelli é a amizade, pensou. Telma e Mário se amavam, não podia, um amigo verdadeiro, impedir. Lembrou se do porque da amizade, enquanto todos o faziam ser um estranho, Mário o fazia parecer corajoso. Mário defendeu Luigi algumas vezes, o defendeu da solidão da metrópole. E agora ele estava sozinho novamente. Foi ao porão da pizzaria, pegou o baú e foi até a rua. Chamou um taxi. Colocou o baú no porta malas. Pediu 1 minuto ao estranho taxista indiano. Deixou aquele jornal cair propositalmente de sua mão no meio do salão do Il Fratelli. Mário talvez entendesse. Talvez não entendesse. Talvez fosse melhor que ele não entendesse mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Taxista me leve para qualquer lugar longe do passado. &lt;br /&gt; - What?- disso o homem num inglês indianizado estranhíssimo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-764112284049439919?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/764112284049439919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/08/estranha-amizade.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/764112284049439919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/764112284049439919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/08/estranha-amizade.html' title='Estranha Amizade.'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-5260228343295104374</id><published>2009-07-31T02:46:00.005-03:00</published><updated>2009-08-05T11:13:37.110-03:00</updated><title type='text'>Musical Massage</title><content type='html'>Uma poesia sobre a Viagem musical. Escrevi esse texto ao som de muito Rock,Soul e Funk. Então Agredeço, antes de tudo, aos sequenciadores, pedais, metais e caixinhas de música que me deram essa oportunidade de Viajar. Observação esse texto contem muitas referências a nomes de músicas, quem quiser adivinhar fique a vontade. deixarei as respostas nos comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine quando a música começa,&lt;br /&gt;(I can't) e  não da pra explicar,&lt;br /&gt;se essa Doce e amarga sinfonia&lt;br /&gt;no coração encontra a harmonia.&lt;br /&gt;                  Sensação, essa  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que eu estava looking for.&lt;br /&gt;seja no rock soul bolero ou balada,&lt;br /&gt;Compositor, faça me um favor &lt;br /&gt;    ,Please please please!,&lt;br /&gt;Corte com fé cega, tenha faca amolada,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para abrir seu coração&lt;br /&gt;E esfrega-lo no papel.&lt;br /&gt;Escreva em vermelho a partitura &lt;br /&gt; que me levará cortando o estradão&lt;br /&gt;                   até o céu.   / pela Stairway to Heaven.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim do peito vem a melodia,&lt;br /&gt;som me satisfaz por todo dia&lt;br /&gt;Por isso amo roque em rou&lt;br /&gt;em cada respiro que dou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um dia ouvindo Led Zepe-lin&lt;br /&gt;num velho gravador.&lt;br /&gt;Rochana se apaixonou por mim&lt;br /&gt;Foi um bizarro triangulo de amor&lt;br /&gt; ela chamou a Billie Jean.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não danço só samba.&lt;br /&gt;se batucada é em escala.&lt;br /&gt;Todo mundo embala&lt;br /&gt;Para bailar la bamba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entro no trem mistério&lt;br /&gt;fecho os olhos, e sinto.&lt;br /&gt;Consigo voar, se acredito.&lt;br /&gt;Chego em Ipanema no Rio.&lt;br /&gt;  Que garota!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então acenda meu fogo&lt;br /&gt;afine a guitarra em sol&lt;br /&gt;para que ilumine, rogo,&lt;br /&gt;e movimente my soul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que em cada timbre&lt;br /&gt;me transforme em novo&lt;br /&gt;cada vez que ouvir de novo.&lt;br /&gt;aquela Heartbreaker song.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-5260228343295104374?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/5260228343295104374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/07/musical-message.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/5260228343295104374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/5260228343295104374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/07/musical-message.html' title='Musical Massage'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-4894398656561406310</id><published>2009-07-30T01:55:00.002-03:00</published><updated>2009-07-30T02:01:56.996-03:00</updated><title type='text'>A Pureza do Pó podre.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;( Esse texto tem palavras de baixo calão, e cenas que podem parecer a alguns incomodas e desnecessárias.  As uso como recurso estilistíco para passar a ideía do texto. Se você discorda dessa forma de espressão melhor não ler o texto. Grato)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;    Deu uma pega pra relaxar. Segurou. Soltou. Nua no seu flat se olhava no espelho. Deu um trago forte. Seu corpo, formas curvilíneas de pele bronzeada mais ou menos rígida. Algumas  poucas celulites na sua bunda, nada que atrapalhasse o seu efeito hipnotizante. Caminhou até a sacada, para olhar o movimento da rua. Em alguns minutos o carro esportivo viria buscá-la. uma chuva fina caia sobre sobre seu corpo, as gotas d'água rolavam pelas suas costas dando uma ótima sensação de prazer, era como se lavasse a alma. A tarde de sexta-feira brilhava em tons de roxo, púrpura e cinza, de céu de inverno, daqueles meio nublado meio aberto. Sangelina teria que trabalhar o final de semana inteiro. Ela preferia cheirar e meter. Lembrou que esse era o seu trabalho. Gargalhou sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Foi ao guarda-roupas e tirou dali algumas lingeries, mini-saias e topes. Não ia precisar de muita roupa. Olhou para a penteadeira, procurando lembrar o que não poderia esquecer mas tinha se esquecido: As pílulas anti-concepcionais e alguns cremes, principalmente o gel contra celulite.  Sentiu fome, e resolveu levar umas barrinhas de cereal também. Colocou tudo numa bolsa amarela de vinil . Sentada no sofá vermelho, da mesma cor que suas unhas e seus olhos,  comia um pão com geléia de frutas. Sua mente viajava longe. Seria uma grande festa, todos ricaços estariam lá. Voltaria entupida. De pó no nariz, de dinheiro no sutiã e de porra na xota. Gozo de velho rico era uma delícia, eles não davam trabalho  nem estragavam a rigidez do instrumento de trabalho. Ela cuidava bem disso,  pois sabia que “puta arreganhada não ganha mesada”.  Fazia exercícios diários com uma bolinha azul.&lt;br /&gt; O interfone tocou, Dr. Willians a esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Vamo entrando gatinha- Disse um homem gordo que vestia um terno lilás, que deveria ser bem caro, pensou Sangelina. -Quer dar uma animada? - Esticou uma nota, com uma linha branca de pó dividindo Benjamin Franklin em dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Entrou na Mercedes esportiva preta que tinha cheiro de carro novo com whiskey.  Enquanto esticava o nariz em direção da nota, reparou nos detalhes do estofamento amarelo que combinava com a sua bolsa. - Opa, assim não. Tem que me animar primeiro. Se eu fico feliz, você também fica - Willians puxo nota e colocou sobre sua perna direita. O zíper da calça estava aberto. Sangelina entendeu, e sorriu com um olhar de profissional. Ele retrucou com um olhar de sedutor barato. Ela adorava esses joguinhos de recompensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Willians acelerava e Sangelina trabalhava. Estavam indo pra mais uma festinha privé do cartéu das industrias farmacêuticas. Como Mark Twain disse, “nenhum grupo de profissionais se juntam a não ser para conspirar”, o que era verdade, mas não quer dizer que apenas conspiram, o entretenimento vai muito além disso.  A fórmula da festa era basicamente a mesma. Uma Mansão na beira mar, provavelmente a casa de algum CEO. Normalmente era uma das suas casas. Normalmente era a casa de qual a sua esposa não sabia existia, mas isso não era regra geral. Muitas esposas acabam adotando o estilo de vida do marido. Muitas esposas na verdade eram putas. Porque no ramo das putas tem as que alugam e tem as que vendem. Uma sortuda com certeza.- A brincadeira durava todo o final de semana, em que os Pistolões dividiam o tempo entre reuniões descontraídas e poker. Alias era assim que chamavam a festa. Tinham um nome mais delicado caso fossem grampeados, o jogo de poker.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Retocou o batom, e Dr. Willians venho lhe abrir a porta do passageiro. Abraçou-a colocando a mão na cintura, e caminharam pelo extenso jardim de um casarão de 2 andares. Uma fonte com 3 querubins ficava em frente a entrada. Na porta haviam dois seguranças. Ela conhecia os dois. Um era o Gregor. O outro ela não lembrava o nome. Não sabia porque ela lembrava o nome daquele segurança, ele não era ninguém. Willians sorriu pra eles. Viemos para o jogo de poker, disse enquanto um dos brutamontes abria a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A Casa já estava cheia. Muitas mulheres, algumas conhecidas e outras eram novatas, e alguns velhos. Normalmente cada um deles levava duas. Willians era cliente fixo, só levava ela. Duas escadas retorcidas que levavam ao andar superior, aonde ficavam os quartos. O hall principal tinha um lustre de cristal e debaixo dele ficava  uma mesa cheia de “graça”. Secos e Molhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     -Vou jogar poker, daqui a pouco te encontro. Não vá ficar muito doida!- Largou-a em frente a mesa e foi para a parte esquerda da casa, onde os negócios rolavam. E ela foi fazer graça. A Festa passava muito mais rápida enquanto ela alucinava. Ela estava no meio da pista dança. Sangelina estava no meio de uma sala vermelha com decoração oriental. Tinha dragões desenhados no teto, e outros monstros orientais ao seu redor. Origamis com luzes dentro. Um homem lhe passou a mão pelo seus ombros e uma sensação quente correu pelo seu corpo enquanto ela dançava de olhos fechado. Ele desceu a mão e levantou um pouco o seu vestido. Sentiu-se desejada. Seu corpo era o seu templo. Abriu lentamente os olhos e olhou para o devoto.  Não custumava a olhar para o rosto. Analisou sua roupa, seus sapatos, seu relógio.  Não tinha relógio para analisar. Também não tinha aliança. Provavelmente não tinha cacife. Olhou o rosto dele. Era bonito e forte mas só ela tinha libido com dinheiro e com poder. Saiu andando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Deu uma volta na festa andava sobre pequenas nuvens, e ali estava no topo do mundo. Rodeada de poder. Ela estava interessada em conseguir novos contatos. Rodava pela casa olhando nos pulsos. Queria encontrar Rolex, Tissot, Piaget. Se esfregou em alguns ternos. Esfregou o nariz no vidro da mesa. A festa passava e a loucura não. Mulheres. Beijos. Strip. Andou pelo gramado com um copo de whiskey na mão. Cambaleou e caiu sentada na terra. Apreciou a vista do mar. Arrepiou ao ver os iates estacionados na marina ao fundo da casa. A Noite brilhava, e a lua era enorme. A festa variava de branco para dourado para preto para vermelho para branco, a festa ia acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ela estava sentada no colo de Willians em uma mesa com outros homens. Ali tinha “cara” do alto escalão da polícia. Senador. Tinha vários sócios majoritários de farmacêuticas. Estavam todos dentro de um barco. A madrugada prometia uma bagunça em alto mar. Tudo era feito de mogno trabalhado e cristal. Ravel tocava o seu bolero como som ambiente. Ela ouvia a conversa deles enquanto Dr. Willians passa a mão por dentro do seu vestido preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Já acertei tudo. Não vamos ter nenhum problema com isso.&lt;br /&gt; -Eu ainda acho que esse remédio poderia dar muito dinheiro.&lt;br /&gt; -Cara, Tá tudo no esquema já. O pessoal lá de cima não quer saber de colocar ouro nessa porra. Foda-se se é pra curar o câncer. Já imagino a merda que isso ia fazer com os investidores?&lt;br /&gt; -Quanto a equipe de pesquisadores, podem ficar sossegados. O manager do projeto tem rabo preso comigo. Limpei o histórico escolar da filha dele. Coloquei ela em Havard. Uma vagabunda chupeteira em Havard.- Todos riram, mostrando os dentes amarelados de cigarro.&lt;br /&gt; -Esse mundo tá perdido mesmo, só tem puta e cafetão nesse merda. “Seis” sabem que tão matando um monte de criançinhas se não liberarem essa descoberta.- Riu.&lt;br /&gt; -Melhor assim deixa essas crianças viverem nesse mundo de merda. Com todos vocês vivos isso aqui não tem jeito mesmo.&lt;br /&gt; -Olha tá aqui os papeis que eu tinha prometido. Tudo certo, comprei esse laudo. Resumindo ai tá dizendo que esse medicamento pra tratar cancer a base de ouro é ineficiente.Mas só vamos precisar usar se o esquema fuder. E com o nosso amigo Oswald aqui acho que ninguém vai ter cú pra tentar fuder o esquema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ali os pistolões deliberavam o futuro. Tinham acabado de abafar o lançamento de um remédio para a cura do câncer a base de ouro. Quem tava por trás desse putos não gostava nada da idéia de ter ouro correndo nas veias de moribundos. Eles não gostavam de imaginar qual seria o efeito econômico, preferiam abafar o caso. Qualquer hipótese de terem seus poderes abalados era suficiente para barganhar vidas por isso. Poder é o maior afrodisíaco já inventado, e mesmo assim eles usavam viagra. Pistolões.&lt;br /&gt;    Sangelina Votou a si. Olhava com sua pupila dilatada aquela cena. Lembrou-se do que tinha que lembrar mas havia esquecido. Denis, seu filho. Hoje era dia de visitas no centro médico. Ele tinha câncer no intestino e passava por quimioterapia. Faziam uns dois anos que ela havia perdido a guarda do menino. Foi depois que ela tentou chantagear o pai do garoto, um taxista, pra conseguir uma pensão maior. Ele usou um gravador e mostrou ao juiz da infância todas as ameaças dela. Ela amava o filho. Ela amava o luxo branco e o luxo dourado. Tentava assimilar a conversa daqueles putos. Ela errou varias vezes com seu filho. Sabia disso, sabia tão bem que não gostava de lembrar. Preferia esquecer. Ele tinha um pai que o amava. Não queria que seu filho fosse um filho da puta.&lt;br /&gt;    Ela gostava da sujeira, e mesmo que não gostasse já tava toda fodida. Já estava abraçada com o capeta. Estava sentada no colo dele. Tinha um pouco de dinheiro, mas nunca conseguia juntar muita coisa. Gastava no seu próprio corpo, gastava com pó e anti-depressivos. Tinha descoberto que tinha AIDS a um ano. Ia casar com um “puta-lover” ricaço, dono de uma rede de supermercados que lhe tratava como princesa. Ele pediu exame para ela. Ela descobriu o resultado e fugiu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Porra Osvald, Se aquele puto do pesquisador quiser embaçar se vai lá dar uma pressão nele. Porque se tá ligado, que esse intelectuais são cheios luxo. Ele vai querer o Nobel por causa do remédio.&lt;br /&gt; - Se ele insistir nisso, ele vai ter é Nocú. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;    A reunião acabou, e como era de costume eles. Apagavam as luzes do iate. 5 putas e vários putos. O que rolar rolou. Com a luz apagada e toda aquela sensação de solidão. Sangelina imaginava eles matando o seu filho. Ele era seu lado puro. Se existiu algum dia pureza nela, ela havia deixado de herança para Denis. Ela agoniada pensou em virar a mesa. Mandar todos a merda , mas ela era apenas uma vagabunda para eles e eles eram apenas uns putos para ela. Pensou melhor. Ela gostava de joguinhos de recompensa. Ela recompensaria eles. Ai então talvez eles gostassem da idéia de pesquisar um remédio a base de ouro para o HIV. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Mordeu alguns pintos até sentir gosto de sangue. Rasgou as camisinhas. Eles adoraram, acharam ela selvagem. Fez um corte na vagina com sua unha vermelha. E arregalou. Deu pra todos. Foda-se a rigidez. Ela passou Aids para eles e se sentiu vingada. Eles queriam apodrecer a pureza que restava no mundo, como se não bastasse a suas próprias podridões.  Desceu do barco, pegou um bote até a marina, e como estava tudo escuro ninguém percebeu. Pegou a chave da  Mercedes preta com Gregor, que era um colega de colégio, por quem ela foi apaixonada durante muito tempo. Ela havia esquecido de suas paixões legitimas. Deu a partida no carro e foi para o hospital.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-4894398656561406310?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/4894398656561406310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/07/pureza-do-po-podre.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/4894398656561406310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/4894398656561406310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/07/pureza-do-po-podre.html' title='A Pureza do Pó podre.'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-3878146825047435953</id><published>2009-07-20T16:56:00.001-03:00</published><updated>2009-07-20T17:33:59.399-03:00</updated><title type='text'>Mentiras, Mentirinhas e Poder</title><content type='html'>Jantar em Família. Pai, mãe e filho em volta da mesa. Um lustre de luz amarela delineá bem a claridade da sombra. Na luz os talheres brilhavam assim como os dentes, bem cuidados, da alta sociedade paulistana. A disposição dos pratos sobre o centro giratório e os sorrisos faziam a comida fitness ter uma aparência saborosa. Carnes Grelhadas, arroz integral, salada orgânica de mini-vegetais. Na penumbra da grande sala tinham fotos, móveis antigos restaurados e caixas de som acopladas ao teto, um sistema hightech de som ambiente. Uma NU Bossa Nova acompanhava a refeição dando um sabor de intelectualidade. Era o ritual da família feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Muito bem Júnior! Está comendo tudo, é assim que criança bonita faz!”- disse a mãe orgulhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Obrigado mamãe! Agora eu gosto de salada, quero ficar forte igual o papai.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Sim vai ficar fortão Jú, com um muque desse tamanho”- falou sorrindo e encenando com as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Eu sou bonzinho agora né? Quem come tudo é bonzinho, mãe?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Sim Jú, você é um menino bonzinho, aquilo foi só uma fase. Agora você está crescidinho.” O Pai e a Mãe se entreolharam alegres com as mudanças do comportamento do filho. Valeu cada centavo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Logo que a janta acabou, a mãe sentou-se no divã da imponente sacada para ler um novo best-seller, enquanto o pai buscava alguma série americana na tv via satélite. Sorrindo o garoto sai da mesa e andando pelo corredor a alegria vai murchando, por fim, ao chegar no quarto e fechar a porta já não existe nenhum traço de riso no seu rosto. Ali estava seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ficou enconstado na porta fechada por alguns segundos, sentindo a solidão. Junior começou a suar. Pegou o travesseiro do Bob Esponja, colocou sobre a boca para abafar o som do seu grito. Ele Odiava o Bobo esponja. Odiava salada. Continuou gritando até seu fôlego acabar. Até se sentir fraco e desabar sobre o tapete do Patrick. Odiava a nova "Nanny". Odiava o Patrick. Odiava Nu Bossa Nova. Deitado no chão do seu quarto Junior virou para sua prateleira arrumada. Sua prateleira nunca foi daquele jeito, ele tinha arrumado tudo atarde, por ordem da Nanny. Já fazia um mês. Sua força foi voltando, recuperou o fôlego e foi para de baixo da cama. Saindo dali com uma caixa da legos. Odiava estar crescidinho-queria ser homem ou criança, não queria ser “crescidinho”-.Odiava legos quando Nanny dizia que eles eram bons pra memória e para criatividade. Eles eram bons, mesmo, pra montar, pensava. Jogou todos os pedacinhos coloridos montáveis pelo seu quarto. Sentiu-se bem. Curtiu por uns minutos sua levadeza, apreciando a desordem. Mas logo venho um embrulho no estômago, não sabia se era por causa dos vegetais ou por saber que teria que juntar os legos novamente. Sentou no meio da bagunça puxou um pequeno ursinho de pelúcia para perto do peito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já fazia um mês que se tornou fraco e impotente. Culpa da Nanny. Mas toda essa sensação passava quando à imaginava descobrindo sua travesura. Ninguém desconfiaria, só ela.Vai ter  certeza que foi ele. Sentiu-se num grande cinema assistindo a humilhação da Nanny. Soltou uma risadinha. Comeria pipoca. Pipoca doce com muito açúcar, daquelas que dão cáries. Seu corpo relaxou e ele se sentiu- bem. Tinha um plano para ter o poder novamente. E tinha muito mais que isso, tinha uma mentira das boas. Junior adorava contar mentiras. O seu sorriso grande que se contrastava com seus olhos lacrimejantes. Abrindo o seu urso, pelo zíper das costas, tirou alguns papeis e uma sacola. Tinha desenhos infantis pintados com giz de cera, carregados de sentimentos e idéias. E muito mais que isso, com certeza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Juntou os legos enquanto esperava que os pais fossem dormir. Amanhã seria o dia. Colocou as pantufas , para não fazer barulho algum. Só ela deveria saber. Após tudo feito ele voltou para cama, cobrindo se até a cabeça como quem quer se esconder. Ou , como ainda não sabia, estava apenas curtindo a sua própria escuridão. O jogo de claro e escuro. Gostava disso. Gostava de finjir  Não conseguiu dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Bom dia”- disse a Nanny, a nova governanta da casa. Bruna foi contratada pela fama de transformar garotos endiabrados e verdadeiros querubins. Era pós-graduada em comportamento infantil, sua tése de mestrado era “a geração dos garotos-problemas: as dificuldades infantis da vida na alta sociedade.”. Acordou Junior com um belo sorriso. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; “Bom Dia”- disse júnior levantando e dando um abraço forte na governanta. Ele realmente gostava dela. Não era  nada pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O café da manhã rico em cereais, fibras, e em frutas estava posto. A mesa da copa exibia uma fina seleção de cores, uma variedade de arco-íris. Tudo sugarfree, por conselho da governanta. Duas colheres por dia era o que júnior tinha para dividir entre as trés refeições, e caso quisesse chocolate atarde era zero açúcar. O sol invadia pelo janelão da copa realçando a fartura. E contrastando com a solidão. O pai estava dentro do jornal, e se quer sabia o que mastigava. A mãe meditava tomando café da manhã , ouvindo mantras budistas no iPod. O garoto também não estava ali. Já não sentia o gosto dos cereias a algum tempo, mas hoje sentiu um gosto amargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Eu gosto muito do papai, quero ser forte que nem ele, mãe, a Nanny também gosta muito dele”-uma frase no meio do café, passou desapercebida aos ouvidos do pai. Junior não tinha malicia nessa frase.&lt;br /&gt; “É por isso que eu gosto dele Jú”- disse a mãe, meio sem entender direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A pouco tempo atrás ele mandava na casa. Não suportava perder, se fosse contraria chantageava. Para isso sabia pelo menos umas seis frases de efeito. “Olha que eu pulo pela janela, e nem medo de altura eu tenho.” dizia ,com toda certeza do mundo. Apesar de já ter todos os brinquedos que queria,  sempre foi muito mimado, nem sempre queria coisas, diga se, compráveis. Outro dia decidiu que estava na hora de seu pai lhe dar um namorada, porque se não tivesse uma, ameaçava, nunca seria feliz. Tentaram de tudo pra tirar isso da cabeça do menino. De médico a remédio, compraram dois vídeo-games, mandaram fazer um mini buggy, importaram um tênis-que-pisca-toca-mp3-e-se-transforma-em-carrinho. Nada funcionou. Ele queria uma namorada e não tinha conversa. O pai chegou a cogitar contratar uma forma de substituta de um tipo não-socialmente-bem-vista. Mãe recusou sob qualquer hipótese do filho ter um prostituta no seu quarto.- Deus-do-céu, ele só tem 9 anos.- A solução improvisada foi fingir pro garoto que eles haviam conversado com uma amiguinha, do colégio dele, e ela concordará em ser sua namorada. Demorou um dia pra ele descobrir que havia sido enganado. A menina fugiu chorando quando ele, no meio de recreio, deu um beijo na boca dela. Acabou que descontou a raiva em alguem. Convenceu Ribamar o porteiro do prédio a levar a TV de plasma da sala, dizendo que era um presente. Ribamar foi demitido por justa cousa, suspeito de furto. E o menino, que esqueceu sua idéia de namorar, riu a semana toda da cara que o porteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O garoto escovou os dentes, trocou de roupa e tão logo começou as praticar as técnicas de concentração com a Nanny. Enquanto a mãe voltada do seu yôga de 15 minutos matinal para escolher a roupa do marido. Não era sempre que fazia isso, mas gostava especialmente nos dias de reunião do conselho acionário da empresa. No closet, ela olhava os ternos, combinava cores, e camisas. Imaginava o marido com aquelas roupas e gostava. Gostava, ainda mais, quando o imaginava ele sem elas. Ótimo. Um terno grafite com riscas de giz que tinha um ombro largo e uma cintura fina e justa. Uma gravata italiana com detalhes em dourado. Uma camisa básica de linho fino. Visualizava o marido. Sentiu o cheiro do perfume dele que infestava o peito dela e todo o closet. Perdeu alguns minutos ali, sentindo se pequene perto da grandiosidade da sua paixão e do seu armário. Ele foi seu primeiro namorado. Ela foi pra ele mais uma das suas namoradas. Ele precisava estruturar uma família pra crescer na empresa. Então ela correu atrás dele, e ele pensou que seria uma boa opcão, ela era a sua melhor amiga. Ela amava ele, apenas, ele gosta muito dela. Procurou a bolsa de barbear dele entre as gavetas do banheiro, gostava de lhe fazer a barba em dias importantes. Deixando-a sobre a pia, pensando se não era um erro desperdiçar aquela barba mal feita. Adorava sua barba irregular e como ela raspava no seu rosto. Poderia dizer tudo o que fazia o marido especial, os detalhes dele que faziam ela estar apaixonada. Ficou com vontade de escrever uma frase com batom no espelho, estava entusiasmada. Era difícil pensar em algo racional no meio de todas as aqueles imagens mentais que ela estava fazendo. Arrepiou. Destampou o batom e chegou perto do vidro, ainda não tinha a menor idéia do que iria escrever. Que bobeira isso. Tampou o batom. Pensou. Lembrou de uma frase de Romeu e Julieta, e parafraseou ela em vermelho sobre o espelho “Ó, somos os bobos da fortuna” Eram mesmo abobados de tamanha sorte, em encontrar o amor da vida na primeira tentativa. Falava isso por ela, mentia pra si mesmo todos os dias, fazia um conto de fadas em seu coração. Escolhia entra a mentira que adula à verdade que fere. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eles tinham um relacionamento ótimo. Principalmente agora que júnior já não causava mais brigas entre os dois. Coisa que antes era rotina, por isso ela dava tudo pro garoto ficar quieto. Nunca perderia seu homem por causa de um filho birrento. Júnior realmente ganhava em tudo, menos na disputa pelo coração da mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Bem! Vai fazer minha barba hoje?” Disse o pai, já sentado na poltrona do quarto esperando a mulher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A frase do marido fez ela voltar a sí. Estava dentro de um grande banheiro com uma necessaire na mão. Ela abriu a bolsinha, tirou o barbeador e o creme, e no meio disso tinha um papel dobrado de cor amarela, que não lhe era estranho. “Te Amo” estava escrito em uma letra  retorcida. Uma letra “T” perfeita que dava diversas voltas. Ela nunca conseguiria, com a sua letra de médica fazer algo assim. “Quem escreveu isso?”. Essa letra perfeita, esse papel amarelo. “Quem colocou aquilo na necessaire do Renato?” . A  letra era da Bruna, a nova governanta, não poderia ser de outra pessoa. Aquela letra dedicada irritava profundamente a mãe, a dedicação na letra era de alguem que poderia perder horas pensando naquilo antes de escrever. “Te Amo”. A perfeição da escrita era uma forma de seduzir. “Calma Marina, você não pode demonstrar ciúmes, sabe que Renato não pensaria duas vezes se tivesse outro ataque. Vai lá fazer a barba dele, e não demonstre nada.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Marina se acalmou em alguns segundo e foi até o marido. Colocou uma tolha sobre o peitoral. “Uma destruidora de lares. Uma ordinária se jogando pra cima do Renato, ele nunca teria interesse algum em uma jovem bonita e inteligente. Jovem, Bonita e Inteligente. Não ele não ter porque arriscar a família dele num caso amoroso com uma qualquer. Aposto que ela só está interessada no dinheiro, quer um homem rico pra pagar seus luxos.” Passou o creme de barbear. “Mas como ela colocou esse papel ali. Como eu sou boba, ela falou que daria uma aula de adulto para o garoto. Que lhe ensinaria a fazer a barba, disse que uma aproximação ao universo adulto seria bom para o relacionamento pai e filho. Me fez comprar um bigode falso para que ele pudesse aprender a usar o barbeador. O garoto não tem sequer um pêlo no rosto, tudo isso pra poder deixar o seu veneno.” passou a gilete, sentindo a aspereza da barba. Contornava toda a face do marido, e novamente se perdeu nos pensamentos. Ele era o seu David de Michelângelo. Era só seu.  Linhas retas e precisa do maxilar quadrático de Renato, acalmaram suas indagacões. Sabia como resolveria tudo. Não daria a menor brecha para que o relacionamento maravilhoso dos dois fosse abalado. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; “Amor, você viu onde eu deixei aquele relógio que eu gosto?” perguntou Renato&lt;br /&gt; “Já viu no criado mudo?”&lt;br /&gt; “Revirei o nosso quarto todo, não achei em nenhum lugar”&lt;br /&gt; “Pega outro, que eu pesso pra Cleide procurar atarde”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na Sala, Junior tinha aula de literatura com a governanta. Ela era poliglota, falava 6 línguas fluentes. Junior ainda não sabia ler muito bem mas já se interessava bastante pelas palavras. Quando gostava de uma, em especial, pedia para que Nanny a escrevesse para ele num papel. Ia guardando todos os papeizinhos amarelo do caderno da Nanny no seu estojo. Junior adorava a  Nanny. Ela era muito legal, pensava. Fazia ele entender o que era certo e o que era errado. Ele entendia isso muito bem. E ali ao lado de Nanny ele estava feliz por saber que logo ele teria o poder, e triste pela sinceridade de seus sentimentos por ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um momento interessante da vida de uma criança é quando ele descobre a mentira. Descobre que pode falar uma coisa e fazer outra. Uma técnica muito aguçada do comportamento. Nenhuma animal tem tal nível de abstração da realidade que lhe permita diferenciar convicção e ação. A criança descobre a mentira por voltas dos 5 anos de idade, apartir daí ela segue a experiência do encoberto, que continua pro resto da vida se não for ensinada a  moral adulta do maniqueismo. O certo e o errado. Júnior sabia o que era certo e errado. Sabia como se comportar, e sabia como conseguir o que queria. Junior aprendeu rápido isso. Ele gosta desse jogo de contrastes, mas os amantes da mentira logo entendem que não ser mentiroso para mentir. Na brincadeira da mentirinha, mentir é uma coisa que marca a personalidade e se você marcar a sua, não pode mais brincar. A mentira não tem efeito na boca do mentiroso. A grande arte, da mentira está em deixar os outros contarem. Os fatos falarem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já começa a anoiter, umas 6 da tarde. Bruna estava sentada na poltrona lendo um livro de psicologia esperando Júnior voltar da natação. Não conseguiu sair da primeira página do livro, releu o mesmo paráfrafo várias vezes, se perdia no meio de seus pensamentos.  Estava ansiosa, não tinha certeza do que fizerá. Eles eram importantes e isso poderia arruinar a sua carreira renomada na pedagogia infantil. Ainda assim, aquilo era mais forte que toda a racionalidade. Olhava pra porta , já vinha a sua mente todas as tarde  de sábado no seu apartamento com ele. Ele mentia pra mulher dizendo que iria para um congresso da empresa. Era muito mais que um sexo bom, sexo bom é sensação corporal. Quando ela estava com ele era diferente, suas almas se fundiam estava nas nuvens. Tinha um sabor proibido, algo freudiano ela imaginava. “Vou me separar, preciso acerta algumas coisas antes, mas logo logo será só eu e você” Renato dizia deitado nu na cama abraçado a Bruna. Ela era inteligente, sabia que era mentira. Nunca se separaria, a aparência de família perfeita era muito importante pra ele. Todas as posições na poltrona à incomodavam, era impossível ficar na mesma posição, a incomoda sensação da verdade. Bruna não se permitia mentir para sí, ele era um canalha, e ela adorava isso. Como pôde fazer aquilo, ensinava o certo e o errado ao garoto. E ela fazia o errado. Colocou um papel para que Marina achasse, Bruna queria acabar logo com essa mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Renato chegou em casa. Sua esposa o esperava na mesa de jantar. A mesa já não tinha o mesmo brilho do jantar, estava tudo iluminado. Quando ha só luzes, nada brilha porque tudo brilha. Os olhos de Marina brilhavam. Renato tinha um vazio sentimental, desda da Tereza , um negra da lapa carioca, que o deixará por causa de um jogador de futebol. Esse vazio não doia mais, ele aprendeu a conviver com isso. O vazio do centro giratório da mesa sim. Com o passar dos anos as  ferida de não ser amado, se cicatrizou, mas desde então não suportava ver espaço vazio. Lembrava daquele vazio que queria esquecer. Renato mentia todos os dias. Dizia que era melhor viver assim , sem grandes amores, sem grandes decepções. Marina o ligará atarde pra falar sobre a Nanny, disse que queria demiti-la pra colocar Júnior num colégio melhor, e deixa-lo ficar mais tempo no clube. Ele achou ótimo, essa governanta já estava causando problemas. Ele queria algo casual com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sentados na mesa, marido e mulher, pareciam saber da grande teatro que faziam. Chamaram Bruna para dar as contas. Agradeceram seu trabalho com Júnior, mas era evidente que ele já estava melhor e não precisava dela. Bruna pensou e sair calada, em não jogar a merda no ventilador. Não conseguiu, não suportava essa sensação inflada da mentira. Paracia um balão se enchendo que uma hora estouraria. Ela resolveu estourar.  Contou tudo aos prantos. Contou do sexo. Contou das mentiras. Contou das promessas de Renato. Contou de todos os suspiros de amor e de prazer. Falou que amava ele. Pediu perdão a Marina. Os dois permaneceram em silêncio enquanto toda a merda caiam sobre suas cabeças. Pai e Mãe cumplices da mentira que adula. Bruna saiu correndo do apartamento descendo pelas escadas,  sem levar nenhum dinheiro, não queria aquela falsidade verde. Vômitou por volta do quinto andar, teve nojo deles. Pós a mão na bolsa para pegar um lenço, achou um relógio montblanc do Renato. Não sabia o que pensar, um presente daquele canalha. O canalha que ela amava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No quarto o menino ouvia tudo, e brincava com os seus bonecos, fazendo tramas e intrigas entre eles. Sorrindo por ter vencido de novo. Ele achava que os pais tinha visto o relógio que ele colocou na bolsa da Nanny e por isso a demitiram. Ele achava que sua mentira era genial. Junior achava que ele brilhava no mundo dos mentirosos. Mas onde Todos brilham ninguem brilha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-3878146825047435953?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/3878146825047435953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/07/mentiras-mentirinhas-e-poder.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/3878146825047435953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/3878146825047435953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/07/mentiras-mentirinhas-e-poder.html' title='Mentiras, Mentirinhas e Poder'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-1853361906462396666</id><published>2009-07-16T17:28:00.003-03:00</published><updated>2009-07-16T17:39:47.399-03:00</updated><title type='text'>O principe pequeno, Trama do poder infantil. (Preview)</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;(Acabei de entrar em ferias, e estou lutando bravamente pra tirar animo pra escrever, atualmente só me interesso por assuntos relacionados a travesseiro e edredon. estou terminando esse texto, resolvi soltar a primeira parte dele pra ver se eu me animo a acabo-lo. entao por favor deixe sua opiniao. Ah! e antes deixa eu avisar, estou tentando entrar numa nova fase da minha escrita, quero escrever melhor e ser mais POP. ou seja que ser de mais facil leitura, sem deixar de ter ideias interessantes, por isso se tiver sujestoes seria grato se conpartilha-las comigo.)&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Jantar em Família. Pai, mãe e filho em volta da mesa. Um lustre de luz amarela delineá bem a claridade da sombra. Os talheres brilhavam, assim como os dentes, bem cuidados, da alta sociedade paulistana. A disposição dos pratos e os sorrisos faziam a comida fitness ter uma aparência saborosa. Carnes Grelhadas, arroz integral, salada orgânica de mini-vegetais. Uma NU Bossa Nova acompanhava a refeição. E a família se auto convencia do seu sucesso e felicidade.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; page-break-before: auto;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;          “Parabéns Junior! Esta comendo tudo. É assim que criança bonita faz”.- Disse a mãe orgulhosa.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; “Obrigado Mamãe, É verdade eu descobri como uma salada pode ser maravilhosa ao    paladar, e obedecer o papai e a mamãe é coisa de menino bonzinho. Eu sou um menino bonzinho mamãe?”&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; “Sim Ju. Você sempre foi bonzinho era só uma fase Ju.”- e o pai e a mãe riram entusiasmados. valeu cada centavo. Ju também riu.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; O jantar acabou e a mãe foi ler algum romance "best-seller" na grande sacada do apartamento, enquanto o pai sentava enfrente ao "home theather" procurando alguma serie americana para assistir. Sorrindo Ju delicadamente sai da mesa e vai para seu quarto, esboçando um grande sorriso no rosto, que foi murchando até se sentir completamente sozinho dentro do seu quarto, com a porta bem trancafiada.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Junior começou a suar. Pegou o travesseiro do Bob Esponja , colocou sobre a boca para abafar o som do seu grito. Ele Odiava o Bobo esponja. Odiava vegetais. Continuou gritando até seu fôlego acabar. Até se sentir fraco e desabar sobre o tapete do Patrick. Odiava a nova "Nanny". Odiava o Patrick. Odiava Nu Bossa Nova. Deitado no chão do seu quarto Junior virou para sua prateleira arrumada, ele tinha arrumado tudo. Ordem da Nanny. Sua vida boa tinha acabado já fazia um mês. Sua força foi voltando, recuperou o fôlego e foi para de baixo da cama. Saindo com uma caixa da legos. Odiava legos, mas eles eram bons pra memória e pra criatividade era o que Nanny dizia. Jogou todos os pedacinhos coloridos montáveis pelo seu quarto. Sentiu-se bem. Curtiu por uns minutos a levadeza contida, apreciando a desordem. Mas logo sentiu um embrulho no estômago, não sabia se era por causa dos vegetais ou por saber que teria que juntar os legos novamente. Sentou no meio da bagunça puxou um pequeno ursinho de pelúcia para perto do peito.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Sentia-se fraco, impotente. Mas a dor no peito, a dor de vingança era mais forte. Tinha que ser hoje. Estava decidido. Não perderia e ainda poderia se deliciar com a cena da tragedia próxima. Já imaginava a cena da cara da nanny, quando descobrisse a sua astucia. Ninguém, nunca mais, ousaria a desafia-lo. Imaginava com se tivesse em um grande cinema e o filme que passava era o do desconsolo da sua rival. Ela saberia, e somente ela saberia que foi ele. Sorriu. Um sorriso grande que se contrastava com seus olhos lacrimejantes.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Abriu seu urso, pelo zíper das costas, tirando dali um bocado de papéis e algumas sacolas. Eram só desenhos infantis pintados a giz de cera, carregados de idéias e sentimentos. E, com certeza, era muito mais que isso.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Esperou que os pais fossem para a cama. Colocou as pantufas para não fazer barulho, ninguém saberia. E logo que terminou tudo foi pra cama, se cobriu até a cabeça numa tentativa de esconder a sua própria sujeira, ou ,não sabia ainda, para se sentir mais sujo. Curtindo a escuridão completa. Não consegui dormir.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-1853361906462396666?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/1853361906462396666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/07/o-principe-pequeno-trama-do-poder.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/1853361906462396666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/1853361906462396666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/07/o-principe-pequeno-trama-do-poder.html' title='O principe pequeno, Trama do poder infantil. (Preview)'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-951625121954887617</id><published>2009-06-17T01:31:00.001-03:00</published><updated>2009-06-17T01:32:57.106-03:00</updated><title type='text'>Ampola Cultural e Vernissage anabolítico. parte 2/2</title><content type='html'>Junior não levava desaforo pra casa. Um esbarrão nele na balada era motivo de encrenca. Aqueles que dizem que anabolizante só incha e não deixa forte eram os mesmo que se borravam de medo de ver o Junão. Ele era forte e sabia disso, tanto sabia, que tinha uma corrente de prata de 5kg no pescoço. E vale ressaltar aqui que Pitombo não era narcisista, apenas gostava de botar medo em que entrasse em seu orkut. Segue abaixo a Transcrição literal do seu perfil&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;“ about me:&lt;br /&gt;Pitboy que é Pitboy toma açaí no inverno.&lt;br /&gt;Pitboy que é Pitboy não sai sem seus brothers.&lt;br /&gt;Pitboy que é Pitboy não foge do combate.&lt;br /&gt;Pitboy que é Pitboy sabe dominar uma Mulher.&lt;br /&gt;Pitboy que é Pitboy opta pelo Jiu Jitsu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tentar vai ficar arriado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copia mané, vai lá, copia que eu sei que você quer.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas isso foi antes. Isso veio la de trás. A tona. Com o erro da troca de fármacos a invés de injetar a sua dose de DECA semanal foi-lhe injetado cultura. Não foi imediato , mas gradual, sua mudança. Aos poucos pitombo começou a colocar uma sonzera do Mozart na porta da balada, numa vã tentativa de educar os ouvidos dos seus brothers. Estes reclamavam dizendo que isso era coisa de paulista. Por fim, teve uma serie de dissidências politicas com a galera quanto a parlamentarismo e a presidencialismo. Pitombo se sentia deslocado no grupo do açaí&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pouco depois trocou de carro. Sentia se muito comum de gol, preferiu um alfa romeu 95.Gostava das  linhas arrojadas e design ultra modernista assinado por erick von gleler. Instalou um toca disco no carro, para que ele pudesse ouvir sua coleção de vinils em qualquer lugar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Junão paulatinamente trocou, também, o açaí pelo cafezinho com petit-four importado. E já não queria relacionamentos fulgazes, buscava uma companheira , alguem que permeasse sua'lma, sentia falta disso. Idealizava um verdadeiro contato com uma mulher interessante. Por isso, de cara, já tentava descobrir se a moça o agradava. Pedia licença e delicadamente perguntava “olha tem muitos saraus aqui por perto , acho que nos poderíamos dar uma volta num deles, e discutir qual a validade do método freudiano de interpretação dos sonhos. E quais as marcas desse na psicanalise contemporânea?” ganhou alguns tapas na cara por que as moçoilas normalmente achavam que ele era algum tipo de perverção sexual. O que é plausivel de se imaginar de qualquer um que site freud.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pouco tempo depois acabou deixando de ir para academia para ficar em casa escrevendo e mandando comentários ao editoriais de jornais, na ansia que eles fosse publicados. E isso é muito mais emocionante que fazer 3 series de 20 no packdeck . Lia semanalmente o le monde e assistia no youtube as ultimas reuniões da ONU. Incansável fazia resenhas sobre os os concertos que rotineiramente frequentava. Chegou a vender sua corrente de prata para poder viajar a boston ver a Bournemouth Sinfonetta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Até que conheceu Shoppehauer, conheceu Nietzsch, Alvares de Campos, conheceu AUGUSTO DOS ANJOS. Sua mente abriu, não pela beleza da poesia, nem pelas artimanhas semânticas desses gênios, mas pelos esclarecimentos sobre o viver. Deixando, pela claraboia cerebral, entra a luz do conhecimento da realidade de viver. Viver é Dor. Seguir firmemente seus principios intelectuais lhe custara as amizades. Lhe custara  as mulheres e as possibilidades de manter vivos seus genes. E questionava consigo se tais genes Malignos, que nele subsistiam, mereciam serem passados a próxima geração. O mundo é bosta e eu não sou ninguém. De tão bosta que era merecia o esquecimento. O isolamento. Quem saber a morte. Conhecer a vida assim nua e crua pelas palavras de Nietzsch era pior que passar um final de semana sem ir para a academia, era pior que academia fechada em dia de eleição.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Suicidio? Cogitou. repensou. Pensou que esse seria o único ato de coragem da sua fatidica vida mediocre. Nunca seria notado, nunca poderia contribuir para a sociedade. Era um peso morto. E para um peso morto nada mais digno que a morte. Mas antes de tudo morrer era voltar as origens. Por isso decide, Morrer como um pitiboy. Liga o som no talo, McFOX, prepara as barras. 100 kilos de cada lado. Acerta a angulatura e a posição de seu pescoço. Delicadamente toma uma pilula de ecstasy, a ultima. Tranqüilo se deita na prancha de supino. Levanta a barra e solta no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu epitafio:&lt;br /&gt;Haroldo dos santos junior 25 anos . Morto pela cultural. Morto pela industria. Viveu em um mundo onde os gênios morrem e os anabolizantes se proliferam como coelhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-951625121954887617?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/951625121954887617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/06/ampola-cultural-e-vernissage_17.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/951625121954887617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/951625121954887617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/06/ampola-cultural-e-vernissage_17.html' title='Ampola Cultural e Vernissage anabolítico. parte 2/2'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-1070373047397288327</id><published>2009-06-15T10:20:00.002-03:00</published><updated>2009-06-15T10:33:42.431-03:00</updated><title type='text'>Ampola Cultural e Vernissage anabolítico. parte 1/2</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; Fármacos, remédios, xaropes, drogas, formulas, químicos, ampolas. Variações substantivas dos produtos da industria farmacêutica. Essa que tem os lucros de doer e &lt;i&gt;lobby&lt;/i&gt;istas famigerados, também investe mais em dor-de-cabeça do que em malaria. Bom pelo menos é o que andam falando por ai. Prozac cura, maconha mata, isso em termos econômicos, digo com enfase estritamente mercadológica, mesmo porque de louco tenho muito e de médico muito pouco. Um se engorda gordos e outro arma pobres, evidentemente um contrasenso social indesejável. Mas, saindo do clichê e procurando nuances literárias mais &lt;i&gt;a la um Leônidas da silva das letras, &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;insisto que droga é droga , e o nome já diz, pois se droga não o fosse, droga não o seria. O que importa mesmo é se é droga da boa. É o caso, por exemplo, do jazz, que estimula e vicia, mas corrobora para o aparecimento de hematomas se o usuário, recreativo ou dependente, tentar montar um quarteto de Be-Bop com as panelas da sua mãe. Já o  Axé music acredita-se apenas matar, apesar de haver divergências, quanto aos efeitos cerebrais, dizem, os estudiosos, que não se pode determinar os seus revezes, pois os ingressantes nessa droga são , na sua grande maioria, acéfalos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Antes de tudo, queria dizer que sou conservador o suficiente para ser grato a todas as farmácias, farmacêuticos e cientistas malucos que vem contribuindo ao desenvolvimento da sociedade por meio de pesquisas e de testes medicamentosos na africa. Eu que já estava descrente após o fracasso da vacina anti-ignorância,que apesar de sucessivos testes na Marta Suplicy mostrou-se ineficiente visto que ela continuou fervorosa a sua crença de que a solução para o transito de São Paulo é o gozo ao volante, me surpreendi com a novíssima Injeção de cultura. Essa nova droga foi desenvolvida pela joint-venture entre a Bayer e a corte austríaca da nobreza,  onde colocaram toda a enciclopédia britânica, Dostoievsk, Freud e algumas citações de lorde Byron em uma ampola de 30ml . Sucesso mais que absoluto na nata pseudo-intelectual dos jornalistas. Agora não precisam mais inventar coisas nem copiar do Wikipédia.  &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt; No entanto, apesar de toda tecnologia e segurança industrial, semana passada saiu na imprensa um raro caso de troca de medicamentos, o que nos mostra como pode ser perigoso qualquer falha no processo produtivo da industria da saúde. O artigo conta que Junior, um rapaz trabalhador, sofreu danos irreparáveis a sua saúde física e a sua forma mental, quando ao invés de lhe aplicarem ,o anti-anêmico e estimulante, DECA foi por engano injetado Cultura:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Junior, 25 anos, ou Pitombo como os amigos os chamavam, que foi vítima de um erro farmacêutico, levava um vida super saudável de um jovem carioca. Gostava de futevôlei, academia, boates e de academia. Trabalhava em uma loja de surf no shopping 8 horas por dia e as outras oito restantes passava dentro da academia revesando entre Jiu, musculação, e musculação e Jiu. O Esforçado e determinado, pitombo, tinha acabado de comprar  os últimos gadgets para os seu Gol Tunado, que alias era sempre a sensação na porta de qualquer balada. Se era sucessos no Funkneurotico.net, a caranga do pitombo tocava pra GERAL PIRAR. Testemunhas confirmação que definitivamente a cachorrada fritava no som, de trocentosbeis de potencia, ao associarem a audição ao uso de balinhas. O que rendia boas oportunidades de procriação para Junior e seus brother do açai, que coincidentemente também eram os brother do JIU e da academia. E se tinha uma coisa que Junior era bom, melhor dizendo, se tinha uma coisa que Pitombo era MAL, era com a mulherada. Dominava todas. “Todas não”, costumava frizar, “Só as com pedigree”.  Puxava pela cabelo e sensualmente dizia “Gata, essa é a sua única oportunidade de ter esse corpo definido penetrando em você”. Já quando ocorria ocasionais insucessos quanto a qualidade e rigidez sexual eram resolvidos com um substituto de plástico, sem problemas. E para alegria tanto das meninas quanto dele, sempre escondia um numa lata de mega mass.    &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Junior não levava desaforo pra casa. Um esbarram nele na balada era motivo de encrenca. Aqueles que dizem que anabolizante só incha e não deixa forte eram os mesmo que se borravam de medo de ver o Junão. Ele era forte e sabia disso, tanto sabia, que tinha uma corrente de prata de 5kg no pescoço. E vale ressaltar aqui que Pitombo não era narcisista, apenas gostava de botar medo em que entrasse em seu orkut:  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;“ about me:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Pitboy que é Pitboy toma açaí no inverno.&lt;br /&gt;Pitboy que é Pitboy não sai sem seus brothers.&lt;br /&gt;Pitboy que é Pitboy não foge do combate.&lt;br /&gt;Pitboy que é Pitboy sabe dominar uma Mulher.&lt;br /&gt;Pitboy que é Pitboy opta pelo Jiu Jitsu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tentar vai ficar arriado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copia mané, vai lá, copia que eu sei que você quer.&lt;span style="font-style: normal;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-style: normal; text-align: justify;"&gt; Mas isso foi antes.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-1070373047397288327?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/1070373047397288327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/06/ampola-cultural-e-vernissage.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/1070373047397288327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/1070373047397288327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/06/ampola-cultural-e-vernissage.html' title='Ampola Cultural e Vernissage anabolítico. parte 1/2'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-3962198419061753325</id><published>2009-06-01T13:51:00.002-03:00</published><updated>2009-06-01T13:58:10.711-03:00</updated><title type='text'>A Marca da Mordida 2/3</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Totó continuou me dando indícios e outras tantas provas da minha canilidade. Era demais pra minha  mente, tentei me debater com as idéias, mas a verdade é algo poderoso. A verdade sempre  parece mentira, mas você pode sentir que é verdade, pode cheirar que é verdade, pode ouvir que é verdade, pode degustar que é verdade. Minha crise de identidade foi inevitável, e durante alguns dias evitei qualquer contato com Totó, pois ele colocava tudo em xeque. Mamãe até achou que eu estava doente. E adivinha pra onde ela me levou?! Pro veterinário - Como eu era cego, eles haviam conseguido me iludir durante tanto tempo -  .O Doutor venho medir minha febre. Tinha um Baita termômetro. Foi a gota d`agua, e se você sabe como se mede febre de cachorro, eu nem preciso explicar porque.-Questão de dignidade.- Caindo por terra todo meu mundo, minhas ansiedades eram ânsias. Fiquei marejado. Vomitei.&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; Acordei numa gaiola nos fundos da clinica veterinária. E ali fiquei por uma semana. Sozinho. Os médicos me alimentavam, e eu alimentava minha ira. O sistema era corrompido, era tudo um teatro de fantoches, e eu mais boneco. Não pensava, eles pensavam por mim. Por isso eu não era eu , eu era eles. Me assumi como cão.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; Voltei pra casa. E só a muito custo comia aquela porcaria da ração. Tinha nojo da minha mediócre casinha, construída pelo retardado do Renato – meu “irmão”- que comecei a dormi no quintal. Não aguentava mais as fantasias ridículas que Edna insistia em me vestir. Ela veio com uma roupinha de Meninas Super Poderosas, pra tentar me animar. Rosnei. Ela tentou dinovo. Mordi. Ela deu um berro. E veio pra cima de mim com a vassoura. Eu encarei. Ela fraquejou e não teve coragem de me bater. E o gosto de sangue mais se parecia com o sabor da vingança. Ser Cão era bom, e isso era ser feliz.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; Totó me ensinou muita coisa, sobre as ruas, sobre a liberdade, sobre a comida de verdade, -que não era igual essa porcaria de ração- e Sobre a Revolução dos Cães. Era um movimento de contracultura aos homens, eles reivindicavam o fim do escravismo sobre os cachorros. Grandes cães lideravam os cachorros do mundo todo. Uma extensa bibliografia discutia as ideias da revolução , “&lt;i&gt;O Império Kão-Germânico e a Revolução Cãocial”&lt;/i&gt; ,  “Cão e o Estado” e o Clássico “O Cãopital”. O sentimento revolucionário começou a tomar conta. A conjuntural social de escravidão do cão pelo homem era lastimável, e eu não podia ficar calado enquanto tantos outros companheiros tem suas vidas falsas, manipuladas e usurpadas. Vendo minha decisão, de me juntar ao movimento, Totó me apresentou ao UIVO. O braço armado da revolução. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; Tive de sair de casa para seguir minha jornada revolucionária. O QG era num beco no centro da cidade que , entre latas de lixo e caçamba, o UIVO se reunia. Na minha iniciação, fui todo mordido pelos outros membros, com o intuito que adquirisse Raiva. Estava em ecstasy, achei o máximo sentir a Raiva, tudo ali era  tão Cão, tão Caótico. Jurei nunca delatar o movimento, sob pena de morte. Todos ali eram politizados e tinham visão de mundo, amam o status quo de ser Cachorro. Ele viviam pela causa, ou pelo menos essa foi a minha impressão. Ali sim eu poderia mudar o mundo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; O treinamento logo começou. Centenas de cães, babando, mordendo uns aos outros – Não basta apenas saber como atacar os homens. Tínhamos que nos preparar para enfrentar muitos “Cães-gente”, que eram leais aos seus manipuladores.- Virei um verdadeiro assassino. A Raiva dominava minha mente, em sangue era tudo que pensava. Tinha sonhos em que decapitava homens. Jorrava sangue e era bom. E era feliz. E era determinado, logo subi na hierarquia. A vida de mentiras de comer e dormir dava lugar a uma vida de cão. Dava lugar a um “viva la Revolucion”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Mordi muita gente. Os ataques do UIVO ocorriam dia sim dia não, mas não tínhamos nenhum plano revolucionário. Mordíamos apenas para conseguir sangue. Todos ali se viciaram nisso. Eu me viciei. Ouve muitas vezes que na falta de sangue humano ou de gato, mordíamos uns aos outros.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; Mas não era só sangue. O lixo também era uma devoção comum do UIVO. É a melhor comida que qualquer cachorro já comeu, da uma sensação “Dono-do-mundo”, só não experimente comer durante uma semana seguida. Você defeca sangue e fezes como um condenado, como aconteceu muitas vezes comigo. O pior de tudo é que muitos viciados comiam as fezes ensanguentadas. Comia lixo adoidado, só tinha que torcer para não ter um pedaço de vidro no meio, seria, na certa, um adeus a causa canina.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; Nós só tínhamos um medo. Carrocinha. Já havia levado muitos dos nossos, e quem ia não voltava. Virava sabão. Eu quase virei. O Uivo foi assaltar uma padaria, íamos lá toda semana. Para  roubar todos os frango-assado.  Chegando já começamos a pular na televisão-de-cachorro para que ela tombasse. Quando ela já estava quase virando, eu, de relance, olhei para o lado e lá estava. A carrocinha. Se eu tivesse avisado os outros companheiros , não teria conseguido escapar. Apenas corri. Os que ficaram deram a vida pelo UIVO. E iriam para o céu canino. A recompensa aos corajosos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; As brigas internas eram comuns. A principal discórdia era como, com a revolução instaurada, trataríamos os humanos ; Matando ou Escravizando. Eu era devoto dos matadores, o porta-vozes deles, para falar a verdade, e por isso entrei em muitas rinchas. As marcas das mordidas ainda estão em toda parte do meu corpo. Era assim que resolvíamos assuntos importantes entre cães. Apesar de tudo isso era a vida boa. Sentia a  adrenalina de ser Cão.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Foi numa dessas rinchas que o bicho pegou. Havia virado varias noites sem dormir atrás de lixo e sangue. Estava magro e fraco, mas rincha é rincha e os cães atacavam sem dó. Já não sentia bem as coisas. Alucinei.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-3962198419061753325?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/3962198419061753325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/06/marca-da-mordida-23.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/3962198419061753325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/3962198419061753325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/06/marca-da-mordida-23.html' title='A Marca da Mordida 2/3'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-2780826399902713839</id><published>2009-06-01T00:26:00.000-03:00</published><updated>2009-06-01T01:30:46.772-03:00</updated><title type='text'>Madlib - Blunted In The Bomb Shelter Mix</title><content type='html'>Opa, opa, opa !&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I'm back, it's a mess&lt;/div&gt;&lt;div&gt;kiiiiiiisss my black ass&lt;/div&gt;&lt;div&gt;há !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Após um recesso amotivacional de algumas semanas volto para o saudoso Magalomanias com um presentinho de primeira qualidade ! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Madlib rules the station.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;In every nation, DJ is my occupation !"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.hhv.de/images/cover6/5930.jpg"&gt;                                                &lt;img src="http://www.hhv.de/images/cover6/5930.jpg" border="0" alt="" style="cursor: pointer; width: 300px; height: 300px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Blunted In The Bomb Shelter é o produto do DJ, produtor e defensor do badego Madlib sob encomenda da lendaria Trojan Records.O produtor teve acesso total aos arquivos do selo ingles que lançou e produziu tudo de relevante á nivel de musica jamaicana nos ultimos 40 anos! O resultado nao podia ser outro: Uma viagem alucinógena pela musica e pelo espírito da pequena-grande ilha caribenha !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tiros, o sotaque, as guitarras ardidas e o baixo psicótico! é lindo como ele mistura esses elementos pra te transportar do seu iPod num viagem pra beeeeeeeem longe !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Melhores da Mixtape ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;porra, isso é uma mixtape !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Trate de se sentar e ouvir do começo ao fim no melhor estilo non-stop.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela foi feita com esse intuito !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enjoy the trip !!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ps.:Brinde erótico pra quem descobrir as três musicas sampleadas pelo Quantic no petardo Death of The Revolution !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquele abraço !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;1.&lt;/span&gt; Place in the Sun/Fire Corner/Black Man Time -- David Isaacs&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;2.&lt;/span&gt; Flat Foot Hustlin' -- Dillinger&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;3.&lt;/span&gt; Jingle Lion&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;4.&lt;/span&gt; Walk Rastafari Way -- Mikey Dread&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;5.&lt;/span&gt; Destruction Sound Battle -- Prince Far I&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;6.&lt;/span&gt; Public Jestering -- Winston Blake&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;7.&lt;/span&gt; Better Version -- King Tubby&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;8.&lt;/span&gt; Bad Da -- Gregory Isaacs&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;9.&lt;/span&gt; Black Magic Woman -- Dennis Brown&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;10.&lt;/span&gt; Throne of Blood -- Prince Jammy&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;11.&lt;/span&gt; Lottery Spin -- Zap Pow&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;12.&lt;/span&gt; Star Trek&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;13.&lt;/span&gt; Want Me Cock&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;14.&lt;/span&gt; Free Man -- The Ethiopians&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;15.&lt;/span&gt; Man in the Street -- Don Drummond&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;16.&lt;/span&gt; Don't Deal With Folly -- Prince Far I&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;17.&lt;/span&gt; I Love Marijuana -- Linval Thompson&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;18.&lt;/span&gt; Stop the Dubbing -- Aggrovators&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;19.&lt;/span&gt; Free from Chains -- Prince Jazzbo&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;20.&lt;/span&gt; Sensimelia -- Berrington Levy&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;21.&lt;/span&gt; Mission Impossible -- Roots Radics&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;22.&lt;/span&gt; Golden Chickens&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;23.&lt;/span&gt; Herb Vendor -- Leroy "Horsemouth" Wallace&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;24.&lt;/span&gt; Babylon Deh Pon Fire -- Truth Fact &amp;amp; Correct&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;25.&lt;/span&gt; Shaft -- The Chosen Few&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;26.&lt;/span&gt; Sipreano -- The Upsetters&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;27.&lt;/span&gt; Girl of My Dreams -- Cornell Campbell&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;28.&lt;/span&gt; Rhythm Pleasure -- Jerry Lewis&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;29.&lt;/span&gt; Cocaine -- Sly &amp;amp; the Revolutionaries&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;30.&lt;/span&gt; Love Life -- U-Brown&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;31.&lt;/span&gt;Voice of Jah -- Mikey Dread&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;32.&lt;/span&gt; Teacher, Teacher -- Dennis Alcapone&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;33.&lt;/span&gt; DJ's Choice -- Dennis Alcapone&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;34.&lt;/span&gt; King Tubby's Special -- King Tubby&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;35.&lt;/span&gt; Reggae Makossa -- Brenton Dowe&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;36.&lt;/span&gt; Rougher Version -- King Tubby&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;37.&lt;/span&gt; Cool Down Version -- King Tubby&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;38.&lt;/span&gt; Space Flight -- I-Roy&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;39.&lt;/span&gt; On the Move -- Roland Alphonso&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;40.&lt;/span&gt; Guns of Navarone -- The Skatalites&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;41.&lt;/span&gt; Popcorn -- The Upsetters&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;42.&lt;/span&gt; None Shall Escape Judgement -- Johnny Clarke&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;43.&lt;/span&gt; Freedom Style -- Trinity&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;44.&lt;/span&gt; Starvation -- The Pioneers&lt;br /&gt;&lt;span class="whitetext"&gt;45.&lt;/span&gt; African People -- Jay Boys&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;Download: &lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; line-height: normal; "&gt;&lt;a href="http://www.zshare.net/download/5733060884a899c5/"&gt;http://www.zshare.net/download/5733060884a899c5/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-2780826399902713839?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/2780826399902713839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/05/madlib-blunted-in-bomb-shelter-mix.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/2780826399902713839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/2780826399902713839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/05/madlib-blunted-in-bomb-shelter-mix.html' title='Madlib - Blunted In The Bomb Shelter Mix'/><author><name>f.loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02779305990137628222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-6940593646338222119</id><published>2009-05-31T01:32:00.000-03:00</published><updated>2009-06-01T01:37:54.937-03:00</updated><title type='text'>A Marca da Mordida parte 1/3</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Eu sou feliz. Me considero um cara Feliz. Por que não seria? Tenho casa. Tenho abrigo da chuva. E lugar pra tomar sol. Comida nunca faltou. Tenho uma família feliz: Pai, mãe e irmão. Uma família que me ama.  Papai como trabalha! Ele adora trabalhar. Esta sempre correndo,mesmo assim  nunca me faltou atenção e carinho. Fundamental para o desenvolvimento de qualquer criança.  E minha Mamãe, que mulher! Cuida da casa da gente da comida da louça da roupa de mim e dos investimentos da bolsa. Analista de risco de primeira. Apesar de me vestir com roupinhas cafonas. Meu irmão, que cara legal. Tem namorada tem carro tem amigos tem guitarra tem um poster do Bob Marley. Alias foi ele que escolheu meu nome. BOB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, as vezes até me pergunto. Como se mede felicidade?  cada vez que você faz o que está com vontade, eu acho, ganha um centímetro de alegria. E se for assim, me orgulho em dizer que, terias milhas de felicidade suficientes para trocar por uma viagem a Disneylândia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudei durante um ano. Mamãe me acha um gênio, que de tão bem educado que fiquei, me tirou do colégio. -Bom menino, ela sempre repete-  Quando mamãe me contou que não precisaria mais estudar, fiquei meio embaraçado com a situação. Poxa! Que dó do Irmão ele fez mais de 10 anos de colégio. E mesmo assim não tinha aprendido tudo “quenem” eu, acabou tendo que ir pra faculdade. O que se aprende na faculdade? Certamente que ensinam a não fazer xixi na tampa.  Você, acredita que até hoje o Irmão ainda erra a mira. Principalmente quando acorda, ou quando leva a namorada pra casa. Coitadinho dele, nasceu assim, meio burrinho. Como disse já terminei meus estudos,  por isso agora só me preocupo em comer e dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é boa mas nem tudo são rosas. Não tem como ficar imune as mazelas desse mundo, ainda que a sua vida seja boa,  não é assim pra todos .Verdade que as vezes tenho uns acessos de estresse filosófico. Entro em um colapso de contradições entre a o confucionismo e a teoria hedonista clássica. Parece que nada faz sentido, estamos apenas rodando em círculos. E se a terra gira não deveríamos assim também proceder? Girar em busca de um encontro genuíno consigo mesmo. Tenho fé que se for muito RAPIDÃO, é possível fisicamente chegar a esse estado de nirvana! Newton provou isso em um de seus ensaios “a Busca do rabo”. Foi ele ou Einstein? Ah deve ter sido Marie-Curie. Que seja! A única coisa que posso realmente afirmar é que um dia eu tangencie a minha existência. Estava deitadinho, como quem não quer nada, e daí ZAZ! Quase consegui. Cheguei a vê-lo. Mas, por pouco, me escapou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima de Tudo a vida é , absolutamente, maravilhosa. Se não fosse o gato do vizinho. Que animal asqueroso. Bicho feio e arrogante. Jura que é gente! Olha, não sou de me irritar facilmente. Mas esse consegue me tirar do sério. Me sobe o sangue, que eu viro Bicho.- Outro dia cagou na minha comida- Tem como ser feliz assim?  Confesso que tenho tendências homicidas. E meu analista, que é Junguiano, falou que eu não deveria reprimi-las, pois me causaria uma gastrite fortíssima, dada que eram angústias de cunho subconsciente. Disse que se tratava de um complexo de Élvis, uma variação mais forte do complexo de Édipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje especialmente estou ainda mais animado. O pessoal aqui de casa resolveu adotar um cachorro. Sempre quis ter um cachorro! Eles são engraçados, abanam o rabo de felicidade, são  peludos e tem orelhas caídas. O melhor amigo do homem. Imagina só você ganhar o seu melhor amigo, certamente estaria ansioso igual eu estou!  Já sei até o nome que eu vou dar pra ele . Totó, é vintage e minimalista, gosto disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo em volta do bichinho. É um fox terrier todo malhadinho. Branco e marrom. Que figura. Tem uma mancha que até parece um tapa-olho. O irmão faz carinho nele, mas ele não mostra muito interesse. Olha pra mim e fala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E ae cara! Qual é o esquema aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARAMBA! Um cachorro falante. Foi exatamente o que eu pensei na hora. Tudo que disse até aqui era como eu pensava ser a vida. Mas ai que minha vida começou a mudar. Uma sucessão de novos paradigmas viria a transformar completamente a maneira pela qual percebia o mundo e a minha própria existência. Nesse dia fui dormir perturbado, afinal apenas eu tinha ouvido o animal falante. Porque?  Me tranqüilizava, repetindo para mim mesmo que ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia como me enganar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse foi o último sono da minha vida boa. Sonhei com a crise financeira global, com Obama, eu no meio de uma trama interbancária. Meu último dia como Gente. Meu último sonho de gente. Totó me acordou a lambidas. Ele precisava falar comigo.  “Falar?” pensei. Ainda meio zonzo eu levantei e o segui até o quintal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olha aqui amigo, Tenho algumas coisas pra te contar.&lt;br /&gt;   -Poderia começar contando porque, diabos, um cachorro fala, Que tal?&lt;br /&gt;-Malandro eu vivi na rua muito tempo, conheci vários do seu tipinho.&lt;br /&gt;- Malandro não! Sou estudado.&lt;br /&gt;-Adestrado é a palavra correta. Tudo isso é um sistema corrompido, Bob ! É tudo feito pra te iludir te fazem de escravo te usurpam. Você não é um deles. E mesmo que quissese ser eles nunca te tratariam como gente.&lt;br /&gt;-Que?.&lt;br /&gt;   -Você é um cachorro.&lt;br /&gt;-Cachorro, Eu?&lt;br /&gt;-eles te deixam comer na mesa de jantar?&lt;br /&gt;-Não ,&lt;br /&gt;-Arrá!&lt;br /&gt;-Mas isso não tem nada a ver eu como na minha vasilhinha porque EU prefiro.&lt;br /&gt;-Eles sempre te convenceram, fazer o que eles querem como se fosse o que você quer. Agora me responda, eles te deixam subir no sofá?&lt;br /&gt;-Não, mas eu subo mesmo assim!&lt;br /&gt;   -E o que eles fazem quando você sobe?&lt;br /&gt;   -me dão umas palmadinh...&lt;br /&gt;   -VIU!!! Você é nada mais do que um animal para eles&lt;br /&gt;-Não pode ser! Não faz sentido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-6940593646338222119?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/6940593646338222119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/05/marca-da-mordida-parte-13.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/6940593646338222119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/6940593646338222119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/05/marca-da-mordida-parte-13.html' title='A Marca da Mordida parte 1/3'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-1892280118276319702</id><published>2009-05-26T17:16:00.000-03:00</published><updated>2009-05-26T17:18:41.244-03:00</updated><title type='text'>Debaixo da cidade.</title><content type='html'>Chega cheia a nuvem&lt;br /&gt;sob o morro malha&lt;br /&gt;leva vela, leva paduá&lt;br /&gt;a vida vai corrente&lt;br /&gt;deixa os entes e as amantes&lt;br /&gt;sal, alho e cebola&lt;br /&gt;temperos misturados&lt;br /&gt;com barro, lama e outras ansiedades&lt;br /&gt;vem o novo ou o mais novo&lt;br /&gt;toma o resto do que restou&lt;br /&gt;passa bêbado, letárgico e em prantos&lt;br /&gt;vem o gringo gingar&lt;br /&gt;do batom vermelho&lt;br /&gt;da bolsa cheia de inusitados&lt;br /&gt;tinha tudo menos a inocência&lt;br /&gt;de tanto e de outros mais.&lt;br /&gt;Sobe branco&lt;br /&gt;fode em vermelho&lt;br /&gt;fica preta.&lt;br /&gt;escorre a baba da convulsão&lt;br /&gt;de soslaio despreza, o bom da boca&lt;br /&gt;desejos de atenção&lt;br /&gt;num pano de fundo&lt;br /&gt;num fano de chão&lt;br /&gt;é o fim da picada&lt;br /&gt;com pitadas de pimenta , em gás&lt;br /&gt;Um dia eu chego lá, de terno, de terço, engomada faixa verde e amarela&lt;br /&gt;ai, Tião, eu viro o jogo. Tudo mudar comigo. Vou dar voz ao morro.&lt;br /&gt;Vou dar vida ao povo.&lt;br /&gt;Carnaviais de serpentina e servidão&lt;br /&gt;de boas novas de jornais antigos&lt;br /&gt;a noticia repetida&lt;br /&gt;descrente indecentes sedentos da piada&lt;br /&gt;de assunto serio.&lt;br /&gt;Todos os caminhos levam&lt;br /&gt;a levadezas&lt;br /&gt;a levedura&lt;br /&gt;a leve angustia&lt;br /&gt;necessarias, por não ter asas para voar.&lt;br /&gt;Nem cama para sonhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-1892280118276319702?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/1892280118276319702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/05/debaixo-da-cidade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/1892280118276319702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/1892280118276319702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/05/debaixo-da-cidade.html' title='Debaixo da cidade.'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-2250628130438257968</id><published>2009-05-22T17:00:00.000-03:00</published><updated>2009-05-22T17:05:22.359-03:00</updated><title type='text'>Determinado as razões da indeterminância.</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;    Da perspicácia ao paradigma, do acaso ao pouco caso, defronte a novos questionamentos o “ao redor” , as outras temáticas, ficam nebulosas, Fumaça!  Dificilmente tem-se uma visão de contexto maior, do psique ao monetário. As opções, as nuances de atitudes, - e suas conseqüências - são mais abrangentes que nossa capacidade sinaptica ou apenas intangíveis?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;  &lt;span style="font-family: lucida grande;font-size:100%;" &gt;    &lt;/span&gt;Como saber o rumo que nossas escolhas nos levaram. Poderia se, por um lado, imaginar que nossa ciência, curiosidade e filosofias determinariam as derivadas dessa equação. Equações insolúveis não tem derivadas. Insensatas. Pelo simples fato de que ao racionalizar, mais duvidas aparecem – algo como um multiplicador infinito – Levando a mais ciência, ou seja a lugar nenhum. Sob as simples regras de um jogo de xadrez, o determinismo é improvável, quanto mais no Rat game, ou no Battlefield do amor ( Madonna).&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;  &lt;span style="font-family: lucida grande;font-size:100%;" &gt;    &lt;/span&gt;Sem saber, então, o rumo a se remar, ficamos, apenas, presos nas imagens de um porto. Inatingível pela própria capacidade humana. “Fazendo aquela media clássica entre a lei de Murphy e a teoria do caos”, temos que não temos nada. Pouco importa se você pré determina suas metas ou se apenas joga dados.    &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;As suas escolhas determinaram quem você é?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Determinaram, então, quem você será? &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;O Buraco é mais embaixo!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Romanceadamente parafrasendo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;   &lt;span style="font-family: lucida grande;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: lucida grande;font-size:100%;" &gt;    &lt;/span&gt;Josefina era uma sonho de minina, que escolheu ter uma família, filhos etc… por isso quando encontro Severino, determinada, se casou. Quando casada, o que Josefina não sabia é pelo fato de ter todos os dias de ir a padaria se apaixonaria pelo padeiro. Buiu, um baixinho careca de aparência muito chinfrim, no entanto de um sorriso marcante ( pela falta de um dente) e dotado de uma bela baguete. Nesse rolo, o bisnaga do Severino acaba por virar corno. Arretado que era, usa-se da sua pexera pra capar o tal Buiu da baguete. No fim das contas as atitudes que Josefina tomou para um dado sentido, o levaram para uma conjuntura inusitada, triplamente trágica. Uma baguete capada , um sonho desiludido e um corno bisnaga.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;      Não é assim que ocorre todos os dias?    Nossas atitudes determinísticas em nada determinam.&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: lucida grande;font-size:100%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;div id=":3j" class="ii gt"&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-2250628130438257968?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/2250628130438257968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/05/determinado-as-razoes-da.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/2250628130438257968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/2250628130438257968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/05/determinado-as-razoes-da.html' title='Determinado as razões da indeterminância.'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-7875786755828942000</id><published>2009-05-18T23:14:00.000-03:00</published><updated>2009-05-18T23:26:25.607-03:00</updated><title type='text'>Necrose da politização e a brecha despótica.</title><content type='html'>&lt;!--   @page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&lt;/style--&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt; A odisseia humana mostra, mas não esclarece, toda forma de dominação da maquina social por indivíduos egoístas. Cartas na mesa! Fala-se tanto de cidadania , e de SER politizado, no entanto, realidade é outra. A vida é cheia dos suas próprias alegrias e mazelas. As quais em nada , se quer, tangencia a politica. O que importa para os cabra desse agreste acontece muito longe da seca do planalto. Acontece no coração, na cachola, na pele.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt; Alienismo não. Não que sejamos alheios a vida politica, somos , sim,  imersos nas nossas próprias novelas. A epopéia estatal, não desperta o menor interesse. Apesar, de ter drama, romance ,  ação , aventura,sacanagem de montão, e , de quebra, muito mistério, nada se encaixa na trama e no final da historia, não é você quem ri, são eles é que riem de você.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt; Deixamos ao leo o poder. Para um qualquer o faze-lo como bem entender. Assim, tipo, gato e sapato. Essa é a brecha pra todo despotismo. Aos que sabem disso, fica todo o poder absoluto, contanto que não interfira nas nossas próprias histórias. O que a história de uma nação? Não me interessa. A vida me interessa. E cada um que pedale a sua bicicleta.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Resumo da opera!? Agora que o dito governo foi criado, deixe que viva. Das coisas e das picuinhas da vida Real, não há de mudar em nada.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-7875786755828942000?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/7875786755828942000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/05/necrose-da-politizacao-e-brecha.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/7875786755828942000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/7875786755828942000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/05/necrose-da-politizacao-e-brecha.html' title='Necrose da politização e a brecha despótica.'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-2258705603795345175</id><published>2009-05-13T02:52:00.000-03:00</published><updated>2009-05-13T03:08:13.713-03:00</updated><title type='text'>O massacre da vila Bonhe</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;       Outro dia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;tava&lt;/span&gt; revirando minhas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Digest&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;readers&lt;/span&gt;, e vi um artigo sobre a principal querela da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;estoriográfia&lt;/span&gt; moderna. O massacre de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Bonhe&lt;/span&gt;. Muito interessante e por isso resolvi compartilhar com vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Durante séculos o súbito desaparecimento de duas vilas vizinhas vem levando discórdias entre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;estoriadores&lt;/span&gt;. O intrigante é que ambas tinham um nível cultural elevadíssimo, sendo comum se assumir que foram elas as inventoras da pizza Califórnia e dos equipamentos para a prática do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;frescobol&lt;/span&gt;. Isso em plena alta idade media. Vista a importância dessa cidades, vou aqui expor a tese mais aceita dentre os estudiosos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-vou repetir o título, para poder começar a historia-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O massacre da vila &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Bonhe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Dadas certas condições históricas dadas. Na Alta idade baixa, entre o império &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Autro&lt;/span&gt; e o Húngaro, havia uma vila -hoje massacrada como pode se supor-. A vila &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Erms&lt;/span&gt;. Essa foi massacrada pelo massacre da vila &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Bonhe&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Antecedeu que na Baixa idade baixa na vila &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Bonhe&lt;/span&gt;, vizinha da vila &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Erms&lt;/span&gt;, instaurou-se um pleno processo de florescimento filosófico. Alguns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;estoriográfos&lt;/span&gt; explicam o fato dizendo que ficaram sabendo que os feirantes de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Bonhe&lt;/span&gt; eram entreposto comercial da rota do opio, entre a Colômbia e Brasília.  Argumentando, portanto, que essa seria a causa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Boom&lt;/span&gt; cultural. Contesto, é uma análise provinciana, uma vez que o ópio naquela época não deixava Feijão, sendo usado apenas para temperar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Doidão&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Nessa configuração aconteceu que dissipou-se o estudo da epistemologia e da estética por toda a sociedade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;bonheiana&lt;/span&gt;.- ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;bonheianense&lt;/span&gt;, outra dúvida &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;estoriográfica&lt;/span&gt;-. Sendo comum nas rodas de dominó de praça discussões por questões metafísicas e pela  marmelada do jogo-do-bicho.- Como é recorrente na história humana o desenvolvimento da ciência está atrelado ao da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;maracutaia&lt;/span&gt;-.  Foi notável também o grande número de competições de explodir cabeças com o poder da mente. Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;jegues&lt;/span&gt; e as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;jumentinhas&lt;/span&gt; foram todos substituídos por cavalos de Tróia. Dessa verdadeira selva de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;idéias&lt;/span&gt; destacaram-se, então, duas linhas mestras filosóficas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;jazamanismo&lt;/span&gt; veio primeiro, inicialmente teorizado por um sexteto de jazz, no artigos científicos "O contrato do jazz" e "o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;megazorde&lt;/span&gt;". Encabeçado pelo trompetista eles afirmavam, cientificamente, que toda a musica “não-jazz” -ou bárbaras como eles chamam- era um merda e devia morrer no mármore do inferno. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;capeta&lt;/span&gt; era a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Alcione&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a segunda corrente, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;milhiotrismo&lt;/span&gt; surgiu quando, poucos anos depois, um grupo de revolucionários iniciaram uma nova linha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;acadêmica&lt;/span&gt;. Retirados num monte próximo por 47 dias, sob o comando de Chico pipoca, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;pipoqueiro&lt;/span&gt; da praça da matriz, tiveram uma revelação. O homem era feito de milho! Por isso quando morria  explodia. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Metafisicamente&lt;/span&gt; falando. Chico pipoca &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;psicografou&lt;/span&gt; os dois livros da revelação do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;milhiotrismo&lt;/span&gt;, sendo eles "Em busca do primeiro Milhão" e "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Show&lt;/span&gt; do Milhão" que descrevem respectivamente a acumulação e a ascensão dos milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A disputa interna de poder por seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;ideários&lt;/span&gt; foi tamanha que um clima de tensão se generalizou por toda a vila. Dividindo-a em partidários de-lá-e-de-cá.  O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;estopim&lt;/span&gt; do banho-de-sangue foi quando um desavisado derramou acidentalmente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;pamonha&lt;/span&gt; em um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;sax&lt;/span&gt; tenor. A vila entrou em colapso, aos tapas e tiros toda a população entrou na disputa. Barricadas se espalhavam por toda a vila. Evoluindo a guerra, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;milhotrinistas&lt;/span&gt; começaram a ganharam terreno. Conseguindo ,após 3 meses de muita carnificina, fechar o cerco ao redor de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;niteclub&lt;/span&gt; onde os últimos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;jazzianos&lt;/span&gt; resistiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Sob prenuncio do fim, ironicamente os músicos pipocam! - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Rá&lt;/span&gt; - e fugiram para a vila &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Erms&lt;/span&gt;. Lá eles são presos e mortos por andarem pela rua apenas de ceroulas. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;milhiotrinistas&lt;/span&gt; ficam sabendo do ocorrido, e como os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;jazzianos&lt;/span&gt; haviam sido mortos por outras pessoas, agora eles deveriam conquistar 24 territórios! Iniciando uma nova guerra entre as duas vilas, que após 2 anos extinguem ambas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Na Verdade, a uma outra linhagem de pensadores que acreditam que as duas vilas “misteriosamente” desaparecem, porque a tal evolução cultural os levou a apenas praticarem sexo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;platônico&lt;/span&gt;. Também julgo ser plausível.&lt;br /&gt;Ficando, portanto, a critério do leitor escolher entre:&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Make&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;platonic&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;love&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;or&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;War&lt;/span&gt;.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado(a), pela presença de todos. Fiquem com Deus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-2258705603795345175?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/2258705603795345175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/05/o-massacre-da-vila-bonhe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/2258705603795345175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/2258705603795345175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/05/o-massacre-da-vila-bonhe.html' title='O massacre da vila Bonhe'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-9179493993347391566</id><published>2009-05-09T19:24:00.000-03:00</published><updated>2009-05-09T19:25:52.007-03:00</updated><title type='text'>Teoria da Vida.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;De onde viemos? Pra onde vamos? Porque estamos? É o paradoxo vital humano. Saber as razões do existir , e mais que isso, do existir individual, explicar o desnecessário, pois se vivemos, vivemos e pronto. Seria uma série de poeiras cósmicas, lixos atômicos, coacervatos transgênicos. Somos um rebanho de ovelhas perdidas. Da terra vem o sustento. E o feijão. Vivemos porque, antes, mantemos a atividade cerebral coerente a custas de energia, da vida alheia. Viemos de de algum progenitor euro-indiano, ou africano. Separados na pangéia por forças sócias de lutas de classes?!?! e o sentido da vida é mesmo viver?. “É não ter a vergonha de ser feliz.” “Feliz ! Feliz, porque? Porque?”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De marte, alienígenas, lamarquistas, marcianos nos colonizaram. E nos deram uma cultura racional!  Cientologicamente correta! Da seleção natural selecionamos frustrações.  Sobrevida vivendo perigosamente na natureza. O pescoço da girafa e o nosso domínio cresciam harmonicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nirvanamente , insaciáveis por teorias racionais do existência, somos compelidos a diversificar. Buscar ,como num mercado ,a melhor possível e algumas outras para variar.  Numa feijoada temos um espiritualismo louco e frenético por frases clichés! Acredito num ser superior. Uma energia, galática de “greiscou”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser Niilista, e alegre, por ser contra-culturalmente antípodas de um capitalista! Depressão, manjada, sedenta de carinho. Tudo é bosta! Eu sou limpo, um diamante no meio do aterro! E o teatro dos políticos? Esses não vivem. Vampiros sugadores imortais. Clodovil é o tapa na cara do populismo. Viver é sobre,antes ,ser cego do que ver essas coisas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Religioso âmago do ser humano é dependente de questões. Respostas prontas. Uma colinha na prova do paradoxo vital humano. Silenciando as angustias ansiedades e as antíteses do viver. Uma dogmatização envolvente e sensível. Tangíveis forças espirituais dão concretude abstrata ao inconcreto por definição.- Não é fé, o ato de crer no que não se pode ver?- A eteriedade divina. Onisciência, onipresença e onipotência. Mas com tudo isso pra que ele precisaria de um humaninho qualquer?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A vida pode ser acabar com as mesma de outros, se possível dando a própria. A vida pode ser o anti- {semitas, negros, nordestinos, corintianos, veados, etc.}. O mesmo a vida pode ser , o ser corintianos, semita, islâmico, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver é acumulação. É dinheiro. Um avarentismo racional. A vida é dois dólares de insumos de algumas gramas de minérios , outras de carbono, e tantos litros de água. Ou a vida e 2 milhões em biotecnologia genética. Nada! A vida não pode ser o dinheiro, a vida faz o dinheiro. O dinheiro não podeira fazer a vida. Seria como dizer que o ovo veio primeiro que a galinha. Venho?!... ou seria a galinha. Antes. Ou depois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver é ser você mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Seja você mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu mesmo? Mas eu queria ser apenas Eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sou eu!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber quem sou , como sei se vivo!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa pra lá!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-9179493993347391566?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/9179493993347391566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/05/teoria-da-vida.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/9179493993347391566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/9179493993347391566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/05/teoria-da-vida.html' title='Teoria da Vida.'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-7744995157330988314</id><published>2009-05-07T01:53:00.000-03:00</published><updated>2009-05-07T01:56:55.483-03:00</updated><title type='text'>A canção do Espelho, e o Eu reflexo de mim.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;        Uma cena: Um homem se vendo pela primeira vez no espelho! É mágico. Lateja na minha mente essa visão. O susto do incógnito. A euforia do reconhecimento. O prazer da auto-imagem. A grandiosidade desse episodio da saga humana, principio pode parecer pontual. Aconteceu uma vez com um homem, e seu reflexo na água e foi isso. Desembucho então! Esse mote, essa situação, é recorrente e paulatina na vida de todo rebento do Homem.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;A saborosa sedutora sensação do refletir do Eu é dominante na sociedade. Ela é a criadora do convívio social. Somente apartir dela podemos entender como um ser Individualista, egoísta egocêntrico, ergonômico deixaria todo o seu culto a si, para cair no “pega-pá-capa” dos relacionamentos.- Esse ultimo é por identidade zona de contato de egos, portanto, conflito.- Mas a paixão pelo reflexo do eu é tamanha, e tão hipnotizante, que nos faz sociáveis, para ter a delicia. De ouvir a nossa própria voz. De poder ser ouvido. De saber que olham para você. De se ver influenciando atitudes. Tudo se remete a um Espelho gigante! Como princesas ficamos horas na penteadeira, Admirando-nos.  &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;O caboclo desse mundo é um bicho solitário. Gosta apenas de dele. Gosta tanto que resolveu se amontoar com tantos outros para poder ver, nos outros, a beleza de si mesmo. Pois antes se fosse comunitário por natureza, não seria como as abelhas que nascem, sem inveja, sabendo o seu devido lugar. Contentes por isso, seu trabalho e sua posição, e sem angustia quanto a sua predestinação? Não seriamos como uma mão ou uma perna, dependente e coerente ao Corpo?  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;Mas isso tudo é coisa de gente que quer atenção. A gente não tem esse problema. Né?&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-7744995157330988314?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/7744995157330988314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/05/cancao-do-espelho-e-o-eu-reflexo-de-mim.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/7744995157330988314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/7744995157330988314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/05/cancao-do-espelho-e-o-eu-reflexo-de-mim.html' title='A canção do Espelho, e o Eu reflexo de mim.'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-8323044066093911456</id><published>2009-04-28T00:41:00.000-03:00</published><updated>2009-04-30T00:59:18.804-03:00</updated><title type='text'>Acrópole do Planeta Dor!</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; Hoje vivemos uma era prospera de monumentais das obras do homem. E de monumentos ao homem. Mas Quem pagou o custo desse pós-modernismo? A globalização alegre a multicultural -multicolorida- com caras e bocas agita e nos entretém, coloca um nariz de palhaço e dá cambalhotas no picadeiro da nova pangéia . Champanhe em cascata  brilha e aromatiza um novo exercício contábil. A China distribuiu progresso,O  Dragão astrológico que derrama pó de pirlimpimpim. Da asas os lucros do mundo.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; Quem pagou por isso? Hoje nos estamos no topo. Uma montanha de atrocidades. Um ferro velho de putarias e sacanagens. O monte de lamurias famigeradas de choros de negrinhos órfãos. Um pilar macabro de almas e vidas ceifadas, sugadas, pela sede do poder. Sobre esse pilar de bobeirinhas, e traquinagens o mundo se fundou. Sócios dessa grande empresa incorporaram – descorporaram - o capital social com as vidas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; Pode se fazer versos alexandrinos com guerras, crises, escândalos, penosidades, extorsões, distorções, bombas, escravismos, mentiras, migalhas, mendigos, misérias, mazelas. Mas abdico do uso da arte do bizarro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; “Então diga que valeu!” Se pode ser vendido, por esse valor é valido. Quitamos o contemporâneo, pagamos com sangue e raquitismo. Vermelho e branco. Amargo e insosso.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; Podemos acreditar na recuperação do homem? O jogo virou, ou apenas mudaram os peões do tabuleiro?! Chegamos até aqui montados nas costas da agonia, mas e o futuro, será como foi, e se assim vai ser, quem estará sentado na ponta !?&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; Vai pagar a conta.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Me disseram que o Amor é a solução. Mas não me ensinaram o que é isso. Amor?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-8323044066093911456?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/8323044066093911456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/acropole-do-planeta-dor.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/8323044066093911456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/8323044066093911456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/acropole-do-planeta-dor.html' title='Acrópole do Planeta Dor!'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-5960828979431574291</id><published>2009-04-23T00:42:00.000-03:00</published><updated>2009-04-23T01:37:10.345-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='House'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='boston'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='abstract'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='madchester'/><title type='text'>Lo Fidelity All-Stars presents Abstract Funk Theory : Voodoo House and Ghost Funk</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nbskuzJ79F8/Se_vDWgwUSI/AAAAAAAAAAo/H1luJiQ78Vc/s1600-h/lo_front.jpg"&gt;                                            &lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_nbskuzJ79F8/Se_vDWgwUSI/AAAAAAAAAAo/H1luJiQ78Vc/s400/lo_front.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327739725064196386" style="cursor: pointer; width: 328px; height: 293px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abstrato? Funk? Teoria?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tá confuso ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vem cá que eu te explico .&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abstract Funk Theory é lançamento do selo britanico Obssessive Records, que teve a genial i'deia de reunir famosos Dj's da cena eletronica 90's[Madchester,Boston House] e fazer compilações das respectivas influencias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas House ? House não é aquele eletronico cantadinho que tocava nas baladas há uns 8 anos atrás e na jovem pan ainda toca ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;SIM !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E NÃO .&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois é, devemos lembrar que jovem pan é especializada em lixo, não em musica eletronica .&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem muita coisa boa na cena House. Assim como o Hip-Hop, veio do funk[80's] e tem respaldo com o humilde contribuinte deste blog .&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Madchester ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Resumo da ópera: A bala surgiu aqui filho .&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem, voltando ao CD .&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem comanda as pick-ups aqui é o Lo Fidelity All Stars, Manchester, 92 .&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A mix-tape é heterogenea e abrangente, mas o que norteia o album é o que eles convencionaram como Ghost Funk. Timbres mornos e agradaveis ao ouvido permeiam a maioria das musicas, diferente do visceral HÚ james browniano comum ao early funk e tido como caracteristica essencial do estilo.Nervoso, agil, suíngado. FONKEE. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;NOT THIS TIME, MUDAFUCKAAA .&lt;/div&gt;&lt;div&gt;HAHAHA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Melhores do CD ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Holes/Grandma's Hands/Zipp-Just Gone:Nem pense em nao ouvir as tres seguidas! Tire o tenis, apague a luz e curta musica que vai massagear seu ouvidos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;[depois de algumas horas de transito e buzinas fica ainda melhor]&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Troglodyte(Caveman)/The Snake: Moooooootown ! Troglodyte é pra dirigir bebado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;[opa!brincadeirinha]&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Up With People: Simplesmente a melhor musica da compilação. Final de tarde bonito, um por do sol. De bem com a vida. Estilo ''ouça e fique de bom humor", há !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem, agora só falta baixar !&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Lo Fidelity All Stars Presents Abstract Funk Theory: Voodo House &amp;amp; Ghost Funku&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;Faixas:&lt;br /&gt;1. Holes - Mercury Rev&lt;br /&gt;2. Grandma's Hands (Live) - Bill Withers&lt;br /&gt;3. Zipp - Lo Fidelity Allstars&lt;br /&gt;4. Mack Facts - New Flesh&lt;br /&gt;5. Bootay - El Captain Funkaho'&lt;br /&gt;6. Ghosts With Teeth - Kid Acne&lt;br /&gt;7. Troglodyte - Jimmy Castor Bunch (Caveman)&lt;br /&gt;8. You're So Pretty - Charlatans (Lo Fi Mix)&lt;br /&gt;9. Eat My Heart - AJ Scent&lt;br /&gt;10. Wait Until The Morning - Marlo&lt;br /&gt;11. Up With People - Lambchop&lt;br /&gt;12. The Snake - Al Wilson&lt;br /&gt;13. Blind Alley - Emotions&lt;br /&gt;14. On The Pier - Lo Fidelity Allstars (Ropeman Mix)&lt;br /&gt;15. Kao-Tic-Harmony - Rhythim Is Rhytim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;Download&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/170517209/LFA_ABSTRACT_FUNK_THEORY.rar"&gt;http://rapidshare.com/files/170517209/LFA_ABSTRACT_FUNK_THEORY.rar&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; line-height: 20px;"&gt;Aquele abraço !&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-5960828979431574291?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/5960828979431574291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/lo-fidelity-all-stars-presents-abstract.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/5960828979431574291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/5960828979431574291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/lo-fidelity-all-stars-presents-abstract.html' title='Lo Fidelity All-Stars presents Abstract Funk Theory : Voodoo House and Ghost Funk'/><author><name>f.loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02779305990137628222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nbskuzJ79F8/Se_vDWgwUSI/AAAAAAAAAAo/H1luJiQ78Vc/s72-c/lo_front.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-6598063657740205857</id><published>2009-04-20T04:00:00.000-03:00</published><updated>2009-04-20T04:10:24.983-03:00</updated><title type='text'>o Coringa do ideial, Corinthians e Idéias de Ideologias!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Idéias sobre ideais!   &lt;br /&gt;Hoje fujo da retórica, não quero convencer ninguém. &lt;br /&gt;Você que se convença!   &lt;br /&gt;      Se digo “Houve uma democratização do idealismo”, por mais que Marx se remelexa na tumba, tire suas próprias ideais disso. Ou daquilo. Afinal, nos alienaram dos meios de produção, mas não do cérebro. Então segue texto...      &lt;br /&gt;        Santos e Corinthians, venceram! Mostraram-se competentes. E mais do que isso, vitoriosos! Belos e guerreiros, deixando um recado: A ideologia tem poder. Mais do que força e garra, mostraram, aos que tem olhos para ver, a falácia do favoritismo. Começando a vencer no exato momento em que silenciaram as vozes das críticas e acreditaram ser possível. &lt;br /&gt;          Contrariando os muitos que pensam que a ideologia perdeu poder. Esses se referem a Força do neoliberalismo e do unilateralismo mundial como o unificador ,de águas aos que apóiam, e de córregos, aos que rejeitam. Dizem “ Vozes Altivas e revolucionárias murcharam”. E concluem “Tudo virou fenômeno da globalização!”&lt;br /&gt;         O mundo era bipolar. E as rodas de bar fogosamente discutiam: Socialismo ou capitalismo? Democracia ou ditadura? Daí o muro caiu. E o voto chegou. Com eles a ideologia ficou de lado. Explodida e despinguelada. Esquecida! E parecia que tudo tinha ficado meio, mais ou menos...  &lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apolar.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Engano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cazuza, equivocado, cantou:&lt;br /&gt; &lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;“Pois aquele garoto&lt;br /&gt;Que ia mudar o mundo&lt;br /&gt;Mudar o mundo&lt;br /&gt;Agora assiste a tudo&lt;br /&gt;Em cima do muro&lt;br /&gt;Em cima do muro...” &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;          As ideologias não morrem Cazuza!    Apenas não são as mesmas e nem são tão barulhentas, como as que você acreditou. Alias, hoje são tantos os ideais. E tem uma Beleza louca nisso. Crie um novo agora mesmo!!!&lt;br /&gt;            A moeda que antes tinha duas faces, agora é um cubo mágico.    Tudo é motivo ideológico.    E mesmo com forças intelectuais das classes mais abastadas pressionando pra criar uma ideologia única dominadora, essa não se fez possível. Eclodiram a ideologia, mas seus pedaços germinaram. Destes, nasce uma Selva de Ideais. Os macacos que ficam pulando de galho em galho: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nós!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;         A força do dinheiro e das armas, já não são tão competitivas como a sutil ideologia. E os exemplos são muitos, como os verdadeiros rebanhos humanos formados com o “boom” do neo-pentecostalismo, mudando os costumes de uma nação, sua distribuição de renda e suas interações, essas que, talvez tenham mais poder que uma mudança de sistema econômico ou político.    E aquela bolha da prosperidade imobiliária, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quem lembra!?&lt;/span&gt; Fez muitos sabichões, investirem e acreditarem que um “papel” tinha algum valor.    Hoje, futebol move massas, dribla o poder monetário e bélico. Estatais, as torcidas organizadas se degladeiam pela fé de que esse ou aquele emblema estampado numa camisa colorida, seja “sua vida”. E meio sem querer o homem faz a História! (Como diria um barbudo qualquer) &lt;br /&gt;            O povo cria suas idéias. Viram ideologias.&lt;br /&gt;            O poder do tráfico é sua sintetização, bizarra. Muito mais que um poder bélico, é sim, um ideal de desassociação estatal. No subúrbio o governo não apita em nada o tráfico comanda. E essa mudança de comando foi dada não pelo poder de fogo dessas agremiações do crime. Mas sim pela ideologia que disseminaram. Afinal a sociedade os colocou à margem. E agora a margem ganha vida própria. Ideia própria. Cria asas e voa. Cria boca e engole o centro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Bom, a chamada de texto não foi futebolista apenas pra ver se você ficava interessado no assunto. O resumo da ópera é que o Corinthians foi ideal. Deu a emoção aos devotos e sofredores torcedores. Emudeceu a arrogância da alta sociedade do futebol. Pintou o quadro da tomada da bastilha. Anunciou que a ideologia é livre. Ainda que manipuladora, mas não por classes ou por poderosos, e sim pela consciência do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;........&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não consegui definir, ainda, se isso melhorou ou piorou a situação global. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando de lado qualquer juízo de valor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo apenas uma pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cadê a consciência do povo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="background: rgb(255, 255, 255) none repeat scroll 0% 0%; margin-bottom: 0cm; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; line-height: 100%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-6598063657740205857?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/6598063657740205857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/o-coringa-do-ideial-corinthians-e.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/6598063657740205857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/6598063657740205857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/o-coringa-do-ideial-corinthians-e.html' title='o Coringa do ideial, Corinthians e Idéias de Ideologias!'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-3951212920157921880</id><published>2009-04-14T17:54:00.000-03:00</published><updated>2009-04-14T17:57:00.242-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/__PdkaY5D1Jc/SeT4gyq0yNI/AAAAAAAAACk/GHbSEh_tyvU/s1600-h/desenho.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 304px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/__PdkaY5D1Jc/SeT4gyq0yNI/AAAAAAAAACk/GHbSEh_tyvU/s400/desenho.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324653901699664082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-3951212920157921880?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/3951212920157921880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/blog-post.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/3951212920157921880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/3951212920157921880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/blog-post.html' title=''/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__PdkaY5D1Jc/SeT4gyq0yNI/AAAAAAAAACk/GHbSEh_tyvU/s72-c/desenho.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-3476293187812762975</id><published>2009-04-09T18:17:00.000-03:00</published><updated>2009-04-09T18:32:34.380-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='47'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='elefantinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rosa'/><title type='text'>Elefantinho e a evolução das espécies</title><content type='html'>&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;Venho novamente por meio, pelo meio, entre uns e outros, tantos outros, blogs, tecer fios de palavras, embromando as linhas, enrolando as idéias. Agradeço seu tempo,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e ressalto meu apreço por vocês . &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Era na savana. Uma savaneta qualquer, entre a Mongólia e o Quênia. Mais ou menos entre um milênio e outro. Não sei direito. Sei que me contaram, que contaram pra alguém. Acho que foi Darwin que contou. Mas, nisso eu não entro &lt;st1:personname productid="em méritos. Sou" st="on"&gt;em méritos. Sou&lt;/st1:personname&gt; criacionista. E não vou discutir isso hoje. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Tinha um elefantinho rosa. Mas ser rosa não era nada especial onde todos eram rosas. Quanto a isso ele era especialmente* comum. Quanto ao resto, ele não era tão comum assim. Sua tromba era muito pequena. Do tamanho de um mouse de computador. Pra você ter uma idéia. E se você quer saber, isso é muito ruim pra qualquer elefantinho, rosa ou não. Tinha também uma orelhona. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Não. Ele não chama Dumbo. Chama elefantinho cor-de-rosa numero 47. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Se ser feio é um problema para um elefantinho. Então sua orelha também lhe era um problema.. se não, não. Acontece que, todos os outros elefantinhos praticavam bulling com o 47. principalmente o 6 ( o pessoal chamava ele de meia dúzia) . O meia dúzia pintava desenhos na orelha do 47. E todos riam dele. Até que. Tantantannnnnnnn.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Ele saio correndo e batendo as orelhas, tentando apagar o desenho. Voou.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Assim 47 aprendeu a voar. Mas ainda assim era visto como um mané. Afinal em que é útil para um elefantinho, qualquer, que ele voe? Os elefantinhos comem frutos e gramas, não precisam voar. Mas como nosso 47 tinha tromba pequena, só voando mesmo para que ele pudesse se alimentar. Assim Nasceu a borboleta. Pois da especialização do elefantinho 47, ele pode achar comida lá do alto, ganhando vantagens comparativas e eficiência. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Agora quando vocês verem uma borboleta. Lembrem-se que poderia ser o elefantinho 47.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-3476293187812762975?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/3476293187812762975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/elefantinho-e-evolucao-das-especies.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/3476293187812762975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/3476293187812762975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/elefantinho-e-evolucao-das-especies.html' title='Elefantinho e a evolução das espécies'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-6473776957480275386</id><published>2009-04-07T02:49:00.000-03:00</published><updated>2009-04-07T02:52:58.800-03:00</updated><title type='text'>a Revolutiva revoluta amorosal amoral, por don Juan cap1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dom quixote, de picasso que vive em vales de canaviais. Os que não vivem não fazem parte.. Vindo e indo, sobre a varanda de tabuas de madeira escandalosas, vislumbrava o que viria a acontecer. Ocorreu que passando da meia noite, o galo que silencioso dormia, berrou como boi. Porque se alguem berra em uma fazenda de canas, onde não tem bois.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deveria de ser – O GALO- . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assustado, Dom, o quixote, refletia a frenesi de viver. Embalsamado em panos de quentes, seus sentimento se estancavam na guela. “o sabor da massas e das maças” gritava Sergio Reis pelo alto-falantes do radinho. e Sob domínio dos floreios mentais que em sua  cachola, vinha-lhe idéias de ideais perdido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um trovadorismo tirano. Ame ou morra. Um rosa era a imagem projetada. Tinha pétalas largas e gordas. Suculentas, pensava! Era a sustentação e o suprimento. Vermelho um vermífugo, Verme , Vaza! O cessar do malevolência moral, só quem amava tinha o dever de malograr mazelas, o uso de chicotes, estilingues e saca-rolhas. Vinha também o sangue, que sambava e escorria das sangrentas sagas para o sacerdote maior Amoral. E espinhos longos ligados ao caule, mostrava ao imaginativo gagá, as armas do poder do amor. A  furia da rosa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Formulou sobre paginas das fabulas de la fontaine, a Revolutiva revoluta amorosal amoral. Com as tabuas rangendo aos pulos do senil Dom.   -  que de dom só mesmo a megalomania de ser alguem. alguem não. Um DOM.-  Sua pinguisse passava. Na sua mão a literatura recém composta numa noite devanil. De certo que as visões alcoólatras e os borrões da realidade que via sob ótica esclerosada , em pouco difeririam no Frigir dos ovos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele Seria o sacerdote. Ornaria uma numa mão a rosa , noutra o fuzil. Montado numa mula. Simbolo do amor sem medida entre a burra e o cavalo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-6473776957480275386?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/6473776957480275386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/revolutiva-revoluta-amorosal-amoral-por.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/6473776957480275386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/6473776957480275386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/revolutiva-revoluta-amorosal-amoral-por.html' title='a Revolutiva revoluta amorosal amoral, por don Juan cap1'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-4660034289726875799</id><published>2009-04-06T04:31:00.000-03:00</published><updated>2009-04-06T11:39:19.126-03:00</updated><title type='text'>notas da insonia</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;eu vivo numa toca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; uma lontra rosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ónibus&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;sanfonado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;na esquina do saber vulgar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;de todas as safadezas dos filmes e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;vitrolas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;de sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;mãe&lt;/span&gt; da minha e das nossas casas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;revoar&lt;/span&gt; dos pinguins em pleno natal &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Júpiter&lt;/span&gt; e seus &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;anéis&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Saturno&lt;/span&gt; roubados por mano &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;donalds&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;encomendados via &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;nextel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;para a safra de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;vulcões&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;numa taberna &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;underground&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;chechenia&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;próxima&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;conchinchina&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;ubermans&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;uma nuvem de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;lencois&lt;/span&gt;. azuis amarelos enferrujados. e ovos fritos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;na gordura da pobreza queniana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;nos fartamos do conforto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;darfur&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Segoe UI;"&gt;nos suspiros dos montes cobertos por sono e neve&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;chantilys&lt;/span&gt; decoram a tabuada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;num bolo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;matemático&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;lógica&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;pirofagia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;matricial por &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;definição&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;idêntico&lt;/span&gt; por identidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;foi onde &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Bo.urne&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;ja&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;não&lt;/span&gt; era ele&lt;br /&gt;Mark morria sem ter vivido&lt;br /&gt;perdido por uma causa&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;inesplicado&lt;/span&gt; pela &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;pontuação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;cantava karaoke&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;plagios&lt;/span&gt; de outros desastres&lt;br /&gt;a vida era revivida&lt;br /&gt;por homens e mulher&lt;br /&gt;armados de flores&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;butinas&lt;/span&gt; de espinhos&lt;br /&gt;de peito aberto&lt;br /&gt;aberto por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;fuzis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;aonde o mundo faz curva e o espaço nao é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;retilinio&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;&lt;br /&gt;Einstein&lt;/span&gt; pirava com sopa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;letrinhas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;os olhos vem o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;visível&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;a mente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;ve&lt;/span&gt; o o que quer, que seja &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;visível&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;nunca o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;invisível&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;o outono acaba aqui&lt;br /&gt;a de vir o inverno da loucura.&lt;br /&gt;é hora do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;pão&lt;/span&gt;. do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;vilão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;dos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;heróis&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;quadrinhos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;do amendoim afrodisíaco a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;pílulas&lt;/span&gt; do amor.&lt;br /&gt;insaciáveis canta tango em &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;inglês&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;para &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;britânicos&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;enxergarem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;mazelas dividas e divididas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e tenho dito&lt;br /&gt;o fim &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;com&lt;/span&gt; fineza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e como um tiro pela paz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;tibet&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;podia&lt;/span&gt; repudiar. mas permanece mediando &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;meditacoes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;nas minhas noites de claro.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-4660034289726875799?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/4660034289726875799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/notas-da-insonia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/4660034289726875799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/4660034289726875799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/notas-da-insonia.html' title='notas da insonia'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-8324370064305056913</id><published>2009-04-06T03:29:00.000-03:00</published><updated>2009-04-06T12:07:40.467-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='devaneios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='charles bronson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paixão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alcool'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Sociedade on the rocks, Charles bronson apaixonado</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Olá Leitores, Muitissimo Boa Noite, Tarde ou Manhã. Vamos dar inicio a nosso teatro de palavras, Motivados pelo nada e patrocinados pelo tudo, inclusive por sua Tia.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;                   Se houve um tempo em que eramos desprovidos de racionalidade, já não existe mais em “CNTP”. Quer acredite-se em criacionismo, darwinismo, neolamarquismo, ou alienismo, e suas suas implicações , o concreto é que o homem é um ser racional em todo o tempo. Um escravismo mental. Disso temos todas as vantagens conhecidas. E temos também um ônus. O ônus da razão.   Problemas psicológicos. Psico, vem de mente, e lógico, de raciocínio. Os hipocondríacos de plantão tem um lista extensa, dessas doenças da mente. megalomanias, manias, tiques nervosos e outras mazelas... entre elas própria hipocondria. (aqueles que se identificarem com a brincadeira, podem deixar como comentário, mais algumas doenças.)  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;                                 A solucionástica dessa problemática, não consiste no fato, mas inconsiste na imaginação do fato. Uma artimanha da mente. Ela Supõem o passado, o futuro e até mesmo o próprio presente. Gera sensações. Que são totalmente diferentes do sentimento real. Então o sentimento é o sentimento mais o sentimento que você imagina do sentimento.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;         Sabemos, e já vivemos muito dessa caótica historia. Quem nunca engoliu seco um “ eu te amo” pelo imaginado sentimento sobre o sentimento de amar. Rejeição talvez. Mas não só. Medos das conseqüências de amar. Do compromisso à claustrofobia. Verdades? Mentiras? Não há reposta empírica. “A razão” matou a ação. E se você contraria Shakespear. Se você acredita no “Ajo logo exito”. A Razão mata a vida vivida. Sobra, então, Sombras e platonismo. Reflexos do real.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;                                  Mas pela razão também criamos o drible. A volta ao plano das paixões. O Álcool. Um homem bêbado não é homem, pois não tem razão. Um homem bêbado é um animal, aje, apenas, por instintos. Mas vai dizer isso pra ele. Caso ele ainda tenha mira, provavelmente, você terá um olho roxo.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;                  Embriagados amamos! Até demais. Não existe a racionalidade para nos. Tudo é natural. É instinto. Desapegados a passado ou a futuro. Vivendo no presente. Sem o ônus, do fruto da arvore do conhecimento do bem e do mal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;“Andam dizendo por ae que o magalomanias faz apologia ao Álcool!&lt;br /&gt;É mentira!” cantaria Planet Hemp.  &lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;         Bom, para não defender a insanidade. Digo. O álcool, deixa outro ônus. O da loucura. Que pode custar caro. Principalmente se você for parado numa blitz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;                                 Feitas Todas as considerações. Gostaria de me adiantar a outro ponto. Charles Bronson. “WHATAFUCKE” foi o que você pensou. "Pera ai". Já me explico. Charles Bronson é o mito do homem de poucas palavras e muita ação. Fez muitos clássicos do bang bang, e seus scripts se resumiam a algumas duzias de palavras. Um Tough Guy.  Um homem de paixões, vivendo pelo instinto. Nem me lembro de uma frase clichê dele. Mas as frase de quem contracenava com ele, normalmente , era algo tipo: “Aaaaaaaaahhhhhh”. Uma antítese a sociedade atual.    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;                                    Uma Sociedade presa na mente. Ou melhor, presa dentro da mente. Como numa alegoria da caverna. Vivendo com medo da vida. Charles Bronson. Riria da nossa cara. Se ele risse. E o álcool não deveria ser a rota de fuga da prisão. Alias, acredito que boa parte das pessoas, não tomam álcool pra ficar Soltas... mas, Sim, para terem uma desculpa Racional de suas atitudes passionais. Deveríamos derrubar os muros. Podendo, livremente, oscilar entre ser racional ou passional. Ou até ser ambos, sem ser tomado como louco.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;                           No cerne da discussão não está, e nunca esteve, nem o álcool nem Charles Bronson. O “em questo” é a dominação do Eu pela mente, suprimindo as paixões, e portanto a natureza do Eu. Uma forma imperialismo sutil que nos criamos para nos  manter “undercontrol”. E desculpa se fiz você perder o seu tempo lendo isso. Racionalizei demais. Rebusquei o texto, com medo do que pensariam caso eu fizesse um post de uma frase, apenas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“APAIXONE-SE”&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;e consequentemente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;“LIBERTE-SE”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;* bom finalizando. Depois de me valer de algumas armadinhas semânticas pra no fundo falar pra você solte a Franga, gostaria de por em xeque minha argumentação. Na verdade charles bronson falava muito pouco nos filmes pois ele era filho de lituanos e só aprendeu o inglês depois dos 10 anos de idade.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;/span&gt;              &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-8324370064305056913?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/8324370064305056913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/sociedade-on-rocks-charles-bronson.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/8324370064305056913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/8324370064305056913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/sociedade-on-rocks-charles-bronson.html' title='Sociedade on the rocks, Charles bronson apaixonado'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-2633241578450880223</id><published>2009-04-03T16:54:00.000-03:00</published><updated>2009-04-03T19:40:53.163-03:00</updated><title type='text'>Quantic Presents New Flowering Inferno - Death Of The Revolution</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Opa !&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Prazer, Francisco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Ja baixou um CD hoje ?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nbskuzJ79F8/SdZszw_PYgI/AAAAAAAAAAY/E6zqmy9_QcY/s1600-h/Comunismo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_nbskuzJ79F8/SdZszw_PYgI/AAAAAAAAAAY/E6zqmy9_QcY/s320/Comunismo.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320559646364099074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;É mano , o proximo passo são as criancinhas no café da manhã ! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;bem, voltando ao assunto .&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;O sr. Magal, após inumeros ''banzai-afternoon-conversations'', me convidou para postar albuns malandros no glorioso Magalomanias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;''Chicão , mas eu quero que seja OUT djow , OUTLIER merrrmo , saca ?''&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Demoro , aqui está .&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:24px;"&gt;QUANTIC PRESENTA NEW&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:24px;"&gt;FLOWERING INFERNO - DEATH OF THE REVOLUTION&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); line-height: normal; "&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_nbskuzJ79F8/SdZubSTz2KI/AAAAAAAAAAg/SoxQnA52PcU/s1600-h/quantic.jpg"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_nbskuzJ79F8/SdZubSTz2KI/AAAAAAAAAAg/SoxQnA52PcU/s400/quantic.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320561424835270818" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 299px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Ultimo projeto do self-intitulated ''buzziest man on show biz'' Will Holland, a.k.a Quantic.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;DJ, produtor,multi instrumentista. O cara é incansavél! Em ''Death of The Revolution'', o DJ , cuja passagem por estilos como funk,soul,electronica,boogaloo é notavel, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;mucho &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;inquieto foi atrás de &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;otras cositas mas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;! Excursionou a américa latina e central tocando com musicos jamaicanos, cubanos, argentinos e de outras nacionalidades que acabaram por colaborar intensamente com o processo de criação e execução do album !&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Opa, essa parte é importante ! a "viagem" é toda a essência desse album , que com a heterodoxa produçao de Will Holland e as suas novas referencias ao funk,dub,musica latina, hip-hop e reggae, fez o cd soar como uma ''Banda de Los Muertos'' extremamente sofisticada .Uma noite quente regada a Mojitos, no coraçao de havana ou tijuana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;O latin/dub/electronica de Quantic soa bem natural, dá pra sentir que uma musicos reais extrairam sons reais de instrumentos reais!O verniz eletronico fica pra edição e a forma das musicas, qu seguem o standart da musica eletronica/hip-hop , com alguns &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;grooves &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;que se repetem ao longo da musica.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Quer recomendações ?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Ja comece &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;a sangrar-te &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;com a faixa-titúlo &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Death of The Revolution &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;e só pare com o final de &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Westbound Train.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Já em&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt; Allegria En Bela Vista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt; prepare sua Marguerita e fique &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;tranquillooo,tranquillo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;curtindo ums dos melhores lançamentos de 2008 !&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Sem mais , &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;curta o som !&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Aquele abraço pra malandragem !&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Quantic Presents New Flowering Inferno - Death of The Revolution (2008)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.zshare.net/download/54239260221bad0c/"&gt;http://www.zshare.net/download/54239260221bad0c/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-2633241578450880223?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/2633241578450880223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/opa-prazer-francisco.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/2633241578450880223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/2633241578450880223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/opa-prazer-francisco.html' title='Quantic Presents New Flowering Inferno - Death Of The Revolution'/><author><name>f.loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02779305990137628222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nbskuzJ79F8/SdZszw_PYgI/AAAAAAAAAAY/E6zqmy9_QcY/s72-c/Comunismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-6808149747331554849</id><published>2009-04-01T14:00:00.000-03:00</published><updated>2009-04-01T14:03:30.541-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='genios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='incentivos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='determinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escolha'/><title type='text'>Genios de um Brasil</title><content type='html'>&lt;div id=":3w" class="ii gt"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;            &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;A formação de um gênio sempre incitou pesquisas, estudos, teses. A genialidade humana também me inspira. É visível como existem cérebros que emanam uma luz. Gauss. Gandhi. Keynes. Freud. Sem esses nomes, e suas contribuições, a humanidade não seria como conhecemos. Para os pessimistas; Acreditem seria muito pior. Sabemos, então, que necessitamos, queremos, clamamos por gênios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt; Como nasce um gênio? Se for por simples acaso,vou sentar e esperar para ver algum mudar o Brasil. Não acredito nisso. Seria mais fácil. Mais Facial, superficial, dizer “É eles são mais sortudos.” “o universo conspira, contra a terra-onde-canta-o-sabiá.” “Não temos grandes gênios, poque Deus já nos deu uma grande natureza.” Assim ficamos fora da fila de distribuição aleatória do genialismo cósmico, em troca, ganhamos o tamanduá-bandeira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt; Temos Gênios! Quem disse que não? Nossos grandes nomes. Todos, sem satirizar, a Nível dos já citados. Em inteligencia e artimanha matemática. Temos PC farias e Zélia Cardoso. No movimento Espiritual temos , Zé do Caixão, Inri-Cristo, e O movimento Racional. Economia. Daniel Dantas, e seus mega conglomerados do ramo da lavanderia. E os Médicos-nutricionistas que desenvolveram um leite mais barato para alimentar a população de baixa renda. Como ninguém havia pensado nisso. Leite e Soda Caustica. GENIAL.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt; Nossa dinâmica social de incentivos, nos conduz a uma visão de mundo míope, sem perspectiva. &lt;i&gt;Nascemos e fomos criados nesse fatalismo carnavalesco.&lt;/i&gt; Onde,em nossas historias de ninar, o lobo-mal invadia e ocupava as casas dos três porquinhos. Onde a cigarra montou uma empresa fantasma, com fachada de gravadora, para desviar o dinheiro da rainha do formigueiro para o caixa dois no cupinzeiro vizinho. Onde a branca de neve, na verdade, era grileira de terras , não do  bosque, mas duma reserva natural de pigmeus. O nosso papai noel é na verdade um sindicalista barbudo vestido de vermelho com uma estrela no peito. Assim o brasileiro tem uma visão a curto prazo de sucesso ,um imediatismo selvagem e canibalista. Qualquer busca de ética num meio comportamental que segue as hipóteses de racionalidade com uma lei extra. A Lei de Gérson. E essa lei não é em regime de medida provisoria. É em regime permanente. Não precisa ser gênio pra ver isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;&lt;i&gt;Em terra de Malandro, de estelionatário, de golpista quem é correto alem de cego,é bundão, mané, e, ainda por cima, fiscalizado pela receita federal.A culpa não é só do povo e dos seus costumes. É tudo parte de um sistema deplorável e nos encaminhou nessa espiral viciosa decrescente. Seria como se o contexto global nos mostrasse o buraco.... nos pulamos e cavamos, o fundo do poço não foi o bastante.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;&lt;i&gt; A nota de rodapé, que fica, é que o mundo não é determinista. Cada qual faz suas escolhas. Acreditando num ideal. Mesmo que esse ideal seja a falta de um. Gênios, ou não, escolhem, e, infelizmente, muito dos nossos escolheram, um caminho de curto prazo. Mas devemos nos gloriar dos tantos outros que seguiram em busca de algo melhor para seus descendentes. Abdicaram do individualismo brasileiro. E fizeram historia. Fizeram futuro. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;&lt;i&gt;Faça o Futuro! &lt;/i&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;&lt;i&gt;DEIXE UM COMENTARIO COM UM GÊNIO BRASILEIRO.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;font-size:130%;" &gt;&lt;i&gt;Escreva o nome , e o que ele mudou no mundo. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-6808149747331554849?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/6808149747331554849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/genios-de-um-brasil.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/6808149747331554849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/6808149747331554849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/04/genios-de-um-brasil.html' title='Genios de um Brasil'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-905637269412817299.post-1053973652491307067</id><published>2009-03-31T00:44:00.000-03:00</published><updated>2009-03-31T00:52:03.591-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='beleza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='belo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='creuza'/><title type='text'>Beleza se poem na mesa.</title><content type='html'>&lt;div id=":vu" class="ii gt"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;            &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; Quero escrever sobre O Belo !  Qual belo? Aquele pagodeiro, traficante e, com certeza, atento as tendencias da moda capilar ? Não! Sobre esse é desnecessário qualquer digressão. Mas tem, sempre tem, aqueles que insistem. &lt;a href="http://baixepagode.blogspot.com/2008/08/pagode-do-belo-via-show.html" target="_blank"&gt;http://baixepagode.blogspot.&lt;wbr&gt;com/2008/08/pagode-do-belo-&lt;wbr&gt;via-show.html&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://soasmelhoresdopagode.musicblog.com.br/96968/Ouvir-Perfume-Belo/" target="_blank"&gt;http://soasmelhoresdopagode.&lt;wbr&gt;musicblog.com.br/96968/Ouvir-&lt;wbr&gt;Perfume-Belo/&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-left: 1.88cm; text-indent: -0.64cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Wingdings;"&gt;Ø &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Wingdings;"&gt; U&lt;/span&gt;m adendo; A democratização do computador é interessante. Outro dia achei meu porteiro na rede mundial de computadores. Seu Chico! Mantenedor de um fórum de discussão sobre métodos e técnicas anti-arrastão!.... ESSA ERA DA INFORMACAO VIU!!!!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Voltando. Voltando pra onde? ... nem começamos ainda!.... Começando, então!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;     O Belo. O que é Belo!?  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Existe um padrão ou tem-se apenas uma vaga idéia , de manipulação retorica? Se é padronizável, Eva Mendes, BMW, Iphone, Guernica, um soneto de Bach e Paris, são relacionados e tem algo em comum. Algo que sussurre em seu ouvido. Compre. Queira. Roube. Deseje. Tem até quem diga até que quando esse voz fala ao seu ouvido pudesse sentir o cheiro de enxofre do bafo burgues. Platão preferia chamar a beleza de reflexo do inteligível na matéria, e busca-la era buscar a manifestação sensível da idéia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Mas diga quem possuir sanidade suficiente.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;O que faz Richard Gere mais belo, desejado e atraente que Tiririca!?! &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt; Um questionamento,&lt;wbr&gt;intencionalmente elevado, e levado, ao absurdo, e ainda assim não se tem um resposta concisa. Incomodante! Apesar do forte impacto visual.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="center"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Produto Mais Bonito é o mais caro, porque é o mais bonito ou porque é o mais caro?    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Garota Mais Bonita é a mais rica, porque é mais bem criada ou porque é a mais rica?&lt;/span&gt;  &lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt; Parece que o conceito , facilmente percebido por sensações, pode ser modificado conforme for Útil. Socialmente. Economicamente. Existe, então, um condicionamento sensorial. Não porque sentimos diferente a beleza, isso não é manipulável. Mas, sabendo o que Seria belo no âmbito da sociedade, toma-se atitudes no julgar da beleza individual. Em linguagem corrente , ou de Bar, é o equivalente a dizer. “Se Fulana não tem dentes, é feia. Por isso não quero.”  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;  Discordo concordando com tudo supradito. E afirmo. O julgamento da Beleza é uma aleatoriedade individual, dada por estímulos psicológicos ou genéticos. Mas Somos, sou, seres sociais e agimos não de acordo com o nosso conceito interno de beleza. Usamos o conceito do popularmente bem visto, bem aceito, bem quisto...Com uma ressalva, para o uso do conceito individual de beleza. SE NINGUEM VER. Você estará livre e disposto para colocar seus ideais em pratica.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt; Para os não eruditos. E para os que estão lendo esse blog em algum estágio de debilidade mental.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt; Reformulamos a em linguagem de Bar a tese.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt; &lt;blockquote&gt;“Se Fulana não tem dente. Melhor ainda. Fico apaixonado por ela. Mas só pego escondido.”&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt; Bom então.. vou ter que deixar esse teoria incompleta....&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt; Estou atrasado. A Creuza esta me esperando no McDonalds.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;Combinei de pagar uma casquinha pra ela.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/905637269412817299-1053973652491307067?l=magalomanias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://magalomanias.blogspot.com/feeds/1053973652491307067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/03/beleza-se-poem-na-mesa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/1053973652491307067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/905637269412817299/posts/default/1053973652491307067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://magalomanias.blogspot.com/2009/03/beleza-se-poem-na-mesa.html' title='Beleza se poem na mesa.'/><author><name>Lucas EtCetera Proa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08963039540019440737</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
